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Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
Publicado em poemas, em Maio 26, 2009 17:40 pm |
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Que saldo trago da vida?!
da existência escassa e vadia que vivi?!
que emoções puderam transfigurar meu coração de marinheiro
e desviar meus passos do caminho do cais?!
eu, que tornei meu corpo ambulante
a vagar de porto em porto em busca de um navio!
em busca de um destino qualquer que flutuasse
e me levasse pra bem longe e sem destino,
fazendo [...]
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Publicado em Maio 13, 2009 1:23 am
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O sonho e o martírio de um poeta
[...]
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Publicado em em Maio 2, 2009 8:44 am
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LIBERDADE
Bandeira mutilada
onde enrolaste um coração de pássaro.
Se foi para abafar o canto
e a voz de um povo,
pois que se faça amiga da revolta.
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Liberdade
é o teu nome
e toada dos companheiros em marcha.
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Primeiro tu foste a inocência
correndo pelas areias ensolaradas do meu mar,
correndo no pátio dos recreios
no bairro operário onde vivi
e na praça principal da minha infância.
Depois [...]
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Publicado em em Abril 13, 2009 3:21 am |
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Poemas para a liberdade
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Até então inédito no Brasil, o sucesso editorial de Poemas para a liberdade foi tão considerável quanto seu alcance “político”. A obra estreou em 1970, na Bolívia. A 2a edição, colombiana, esgotou-se em poucas semanas nas livrarias de Cali e Bogotá. A 3a edição, lançada em San Diego, em 1971, espalhou-se pela Califórnia [...]
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Publicado em em Abril 7, 2009 9:47 am
foto livre.
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ECCE HOMO
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Levam ao Sinédrio o humilde nazareno
para que se julgue o amor e a inocência
e diante da judaica prepotência
o Mestre se mantém doce e sereno.
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Por ser blasfemador é réu de morte
diz Caifás com desprezo ao acusado
e depois de cuspido e injuriado
aos [...]
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Publicado em Março 24, 2009 13:55 pm |
Não me esquecera da Revista FORMA e do impacto cultural que causou na época, acenando-nos, naquele janeiro de 1966, com um espaço onde pudéssemos semear nossas ideias e nossos sonhos.
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FORMA chegava no momento certo. Os tempos sinalizavam para a nossa emancipação intelectual e, na década de 60, apesar do quartelaço de 64, o Paraná [...]
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Publicado em Março 14, 2009 19:55 pm |
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Quatorze de março
mil novecentos e sessenta e nove.
É preciso…
é imprescindível denunciar o compasso ameaçador destas horas,
descrever esta porta estreita que atravesso,
esta noite que me escorre numa ampulheta de pressentimentos.
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Um desespero impessoal e sinistro paira sobre as horas…
O ano se curva sob um tempo que me esmaga
porque esmaga a pátria inteira…
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Nossas canções silenciadas
nossos sonhos escondidos
nossas vidas [...]
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Publicado em Novembro 18, 2008 17:36 pm |
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Primo do primata, irmão ou primogênito
por tantas linhas que essa história abarca
nessa ilustre família do passado
diga-nos: afinal quem foi teu patriarca???
Sobrevivente de todos os caminhos
de Neanderthal às passarelas do terror
grego ou troiano, cruzado ou sarraceno
judeu e palestino no ódio e no amor.
[...]
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Publicado em Novembro 4, 2008 6:18 am |
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A Poesia, ao longo do tempo, foi perdendo a nítida feição com que nasceu: a oralidade. Conta-se que há 2.500 anos, o poeta grego Simónides de Ceos — célebre pelo hino que compôs aos heróis das Termópilas e que treinou sua memória para correr a Grécia declamando os poemas de Homero, de Safo e de [...]
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Publicado em Outubro 15, 2008 10:54 am |
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A Iª SEMANA DA POESIA PARANAENSE promovida pelo Espaço Cultural ALBERTO MASSUDA durante os dias 23, 24 e 25 de setembro (2008) sem sombra de dúvida transformou-se em um marco histórico desta primeira década do século em Curitiba.
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Com o objetivo de aproximar leitores e poetas o Espaço deu ênfase para a declamação e leitura dos [...]
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Publicado em Outubro 13, 2008 15:45 pm |
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para Mussa José Assis
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Como será o amanhã…!?
um itinerário sem destino?
um calendário de incertezas?
O que restará dessa anêmica biosfera…!?
do fluxo agonizante das nascentes…
das bandeiras hasteadas pela vida!?
Dia a dia e esse palco inquietante…!
esse escasso oxigênio,
essa delgada água,
esse termômetro assustador.
Ano a ano e a ampulheta do [...]
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Publicado em Setembro 23, 2008 7:33 am |
para Mario Benedetti(*)
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Se [...]
Publicado em Setembro 18, 2008 11:43 am
A NOITE DA POESIA NO TEATRO GUAÍRA
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Manoel de Andrade
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Em 1965 o Pequeno Auditório do Teatro Guaíra abriu seu palco para um dos mais belos espetáculos de cultura literária já realizados em Curitiba: A Noite da Poesia Paranaense.
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Organizada pelo Centro de Estudos de Jornalismo da PUC, com apoio da Secretaria de Educação e [...]
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Publicado em Agosto 28, 2008 13:09 pm |
Tortura não é crime político: pela verdade e reconciliação!
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Manifesto em favor do debate e contra a impunidade e a tentativa de imposição do esquecimento.
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Um debate fundamental para a democracia brasileira, há muito tempo sufocado, finalmente se estabelece de forma republicana junto à opinião pública: a questão da responsabilização jurídica dos agentes torturadores durante a ditadura [...]
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Publicado em Agosto 18, 2008 22:08 pm |
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editada pela mestra suely reis pinheiro desde abril de 2000 a revista HISPANISTA publicou em sua edição nº 33, o nosso amigo, poeta e PALAVREIRO manoel de andrade com o seu poema CANÇÃO DE AMOR À AMÉRICA nas duas versões português e espanhol. acompanha a publicação do poema a tela O BARDO ERRANTE feita para o poeta [...]
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Publicado em Agosto 14, 2008 21:55 pm |
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Hiroshima, Hiroshima
rosa rubra do oriente
fragrância de cerejeira
céu de anil no sol nascente.
Farol de luz no estuário
remanso dos vendavais
porto e escala dos juncos
roteiro dos samurais.
Verão de quarenta e cinco
no dia seis de agosto.
Clareando as águas do delta
a aurora beija o teu rosto.
Surge o Sol, se abre o dia
na luz e no movimento.
Tudo era paz e alegria
e [...]
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Publicado em Julho 29, 2008 22:57 pm |
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Silente e impassível
o mar
navega sua beleza
em preguiçosas caudas
e barbatanas velozes,
ilumina-se em translúcidas medusas
e na cromática simetria das escamas.
Refrata a luz e a vida
no remanso submerso das águas,
em seus relicários de pérolas
e no balé itinerante dos cardumes.
Mar, ó mar…
escondeste teus íntimos mistérios
na pressão insuportável dos abismos
nessas paisagens indevassáveis da vida
onde transitam feições primordiais jamais iluminadas.
Abres, contudo, [...]
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Publicado em Julho 17, 2008 16:48 pM
COMENTÁRIO:
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Manoel de Andrade
É bem isso aí, caro Salomão. A industria editorial, como a fonográfica, no mundo inteiro, está promovendo a cultura unicamente pelos “valores” de mercado. “Campeõs de venda” nas listas de grandes jornais e revistas??? “Formadores de opinião literária”??? Esta encomenda faz parte do marketing mafioso das editoras. É preciso resistir. O que é [...]
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Publicado em Julho 16, 2008 10:04 am |
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Quando a vida te exilou num cais de pedra,
teus vinte anos desabaram numa tarde do mundo…
e tu ficaste…
ficaste tão somente com o sal das tuas lágrimas,
preso à magia dos teus barcos de papel
e ao feitiço sonoro dos grandes caramujos
que te embalaram a infância com a sinfonia íntima dos mares.
Tuas lágrimas nunca molharam a tua [...]
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Publicado em Julho 7, 2008 23:04 pm
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Outrora
outro era o mar
o grande mar da infância…
tinhas aquela água imensa para salgar tua inocência
o horizonte incendiado pelo fogo das auroras
e as manhãs de espumas, conchas, redes e gaivotas.
Tinhas os crepúsculos de verão para extasiar tuas retinas
e no caminho rútilo dos pirilampos
tinhas a dança luminosa de um farol
e a lua flutuando no plácido espelho [...]
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Publicado em Julho 2, 2008 16:24 pm | Nenhum comentário »
COMENTÁRIO:
JONAS TADEU NUNES
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Manoel de Andrade, Lelo, poeta, pena forte e decidida, consegue transpor para o papel a luz do pensamento, consegue fazer com que as palavras revelem o que lhe vai na alma e, melhor, consegue comunicar sentimentos e visões interiores.
Parabéns, Manoel. Tenho lido e acompanhado teus textos e publicações, ou melhor, tenho tido o [...]
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Publicado em Junho 30, 2008 18:50 pm |
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para Isabela
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Teus olhos,
abrem o mundo…
inauguram o destino…
Teu ser…
luz que escavou o ventre em busca do amanhecer,
é a véspera de toda ventura
o talvez de tudo
uma aurora retirada do mistério.
Passo a passo… e encantada…
ressurgiste na semente peregrina
caminhando como seiva palpitante.
Penetraste nos segredos da criatura
decifrando os idiomas do encanto.
Atravessaste as fronteiras do impasse
e de forma em forma, [...]
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Publicado em Junho 23, 2008 23:31 pm |
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Canto os cantos e os recantos deste mar
praias, prainhas e costões
ilhas e promontórios
escarpas, alcantis, rochedos perfilados.
Canto o sul soberano destas águas
a paisagem imensa que o alto do penhasco descortina
o repouso do oceano e das águas interiores
a carícia da brisa, esse imaculado oxigênio
as distâncias estendendo a magnitude do horizonte
abrindo nos meus olhos todos os graus das [...]
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Publicado em Junho 8, 2008 22:11 pm |
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O sol não nasceu naquele dia
e durante vinte anos ficou proibido amanhecer.
Nossas vidas… algumas em botão
desabrocharam numa paisagem devastada.
Nossas canções e o encanto daqueles festivais
foram sufocados pela sinfonia marcial dos regimentos.
Nosso norte foi retirado do horizonte,
nossas bússolas quebradas
e o destino da pátria ancorado nos quartéis.
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Durava cinco anos o outono oficial
quando no parlamento disseram basta aos [...]
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Publicado em Maio 29, 2008 2:56 am |
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1968: Uma Revisão – 4ª Parte:
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O palco da história:
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Ante o cenário imenso da Guerra Fria e a disputa pela corrida espacial, o Mundo, em 1968, parecia um grande teatro onde, bem distante das fronteiras de Saigon, se representavam as dramáticas cenas de muitos outros vietnams. Por trás do enredo de tantas tragédias, os atores [...]
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Publicado em em Maio 28, 2008 0:55 am |
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Ao Manoel de Andrade, com a emoção do reencontro. Após 40 anos de saudades
O poema é de antes. A ilustração saiu agora do forno da imaginação, com a
mãozinha (ou mãozinhas…) de Michelangelo.
Tem gente que a gente conhece e esquece.
Tem gente que é parte da gente e não merece.
Tem gente de todo tipo: perto da gente [...]
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Publicado em Maio 17, 2008 1:38 am |
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MATÉRIA DO “JORNAL OPINIÓN” de BOLIVIA DO DIA 12/05/08:
MANOEL DE ANDRADE ES UN POETA DE VERDAD.
por Martha Urquidi Anaya.
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La indeleble imagen de la vida y el territorio mágico del alma
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Hacia 1969 llegó a Bolivia, huyendo de la dictadura que imperaba en su
país, un joven poeta y trovador brasileño llamado Manoel de Andrade, quien se dio [...]
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Publicado em Maio 12, 2008 11:26 am |
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3ª/4ª parte: Partidão versus Foquismo
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O ano de 1968 tinha ainda pela frente um longo percurso assinalado pela importância dos fatos políticos que marcavam sua excepcionalidade na recente história do Brasil e do Mundo. Entre nós, brasileiros, o que estava por trás desses dos fatos foi, em grande parte, a decisão das esquerdas de se [...]
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Publicado em Maio 5, 2008 13:21 pm |
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2ª/4ª parte: A Passeata dos Cem Mil
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A estratégica aparição daquele estudante de 23 anos provocou uma apoteose de gritos e palmas na imensa multidão que, por volta do meio-dia, ocupava inteiramente a Praça Floriano Peixoto, na Cinelândia.. O presidente da UME, Vladimir Palmeira, disfarçado pelo penteado, barba feita, terno e gravata, subiu as escadarias [...]
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Publicado em Abril 29, 2008 19:37 pm |
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esta é a 1ª das 4 partes da matéria onde o poeta manoel de andrade relata, 40 anos depois, os fatos mais relevantes de 1968, no Brasil e no mundo. na época, estudante de história, e com sua poesia sendo reconhecida nacionalmente, ele foi um observador atento dos graves acontecimentos que marcaram todo aquele ano, [...]
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Publicado em Abril 21, 2008 23:35 pm |
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Não direi que me encantas mais do que o silêncio
porque é assim que despertas as aves e os caminhos.
Meus olhos também nascem pelo parto da esperança
porque vivo na imortalidade
renascendo em cada dia.
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Deixa-me rever em prece tua face ressurgida
porque tua luz é sempre uma catarse.
Teu olhar estende as linhas do horizonte
e toda a paisagem é [...]
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Publicado em Abril 13, 2008 23:58 pm |
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Vens dos baluartes do silêncio
e de silêncio em silêncio tu caminhas
apalpando as horas
como uma esfinge acuada pela noite.
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Véspera de todos os destinos
chegas vestida pela aragem e a penumbra
pelo farol das constelações e a figuração dos signos
pois só os astros conhecem teus segredos
e eis porque são inconfessáveis os teus vultos
gestos sem ribalta num teatro de amantes
e [...]
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Publicado em Março 31, 2008 9:25 am |
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Antes da pátria, eras úmida promessa…
semente primordial
árvore mãe
planta continental
arvoredo, floresta, selva palpitante.
Hoje canto tua vertical beleza
o mogno gigantesco, sua estatura secular
seu colossal diâmetro
canto essa caudalosa geografia
essa multidão de vidas que sustentas
canto o itinerário sazonal da seiva
e essa infinita linfa…
parto de infinitas criaturas.
Canto teu verde planetário
e no teu imenso respirar,
canto o nosso pão de oxigênio…
Canto a [...]
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Conheço teu agitado marulho
tua voz de barítono
conheço tua zangada pronúncia
tuas lanças arrojadas pelos braços da tormenta
conheço tua suave dança
na onda calma e inumerável
na crista transformada em súbita canção de espumas
conheço-te na beleza da baía amanhecida
na hora melancólica do crepúsculo
e no teu dorso enluarado.
Me deste a paisagem das águas litorâneas
e a espuma se estendendo sobre a [...]
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Publicado em Março 16, 2008 19:34 pm |
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depois do retumbante sucesso, no meio cultural, de apresentação da sua obra nas livrarias catarinenses no balneário camboriú shopping dia 7/03/08, o autor concedeu esta entrevista, entre outras, ao jornal tribuna catarinense:
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Após 30 anos, o poeta Manoel de Andrade, natural de Rio Negrinho e que cresceu no bairro Vila Operária, em Itajaí, volta a publicar um [...]
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Publicado em Março 5, 2008 17:13 pm |
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na noite de sexta-feira, 07 de março, as 19:00 horas, o poeta Manoel de Andrade faz a apresentação de seu livro “Cantares” na Livraria Catarinense no Balneário Camboriú Shopping.
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Radicado no Paraná há 50 anos, o escritor nunca esqueceu o significado poético de suas origens no Vale do Itajaí, presente no rastro comovente de nostalgia, [...]
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Publicado em Fevereiro 24, 2008 12:43 pm |
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Depois do surpreendente sucesso de lançamento de seu livro em Curitiba, Manoel de Andrade relança agora “Cantares” em Santa Catarina, sua terra natal. A obra, fruto da sua maturidade poética, foi publicada pela Editora Escrituras, de São Paulo e tem sido comentada em vários jornais do pais e em muitos blogs locais. A sessão de [...]
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Publicado em Janeiro 7, 2008 13:18 pm |
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Na primavera tu voltaste de mansinho
finda a tempestade, surgiste na bonança
me conjugando o verbo da esperança
num íntimo gesto de lírico carinho.
Tu foste meu fuzil, o meu canto guerreiro
a voz peregrina acesa no meu peito,
ensina-me a cantar agora de outro jeito
para entoar amor e paz ao mundo inteiro.
Combatente e amordaçada em meu destino
silenciados e por atalhos [...]
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Publicado em Dezembro 12, 2007 12:16 pm |
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Mar afora, mar adentro
lá vai singrando um veleiro
quem dera ser passageiro
pra correr nas mãos do vento.
Mar adentro, mar afora
como navega ligeiro
cruzando este golfo inteiro
nas cores vivas da aurora..
Onde vais assim tão cedo
rumo à ilha do Arvoredo
levando meu coração…?
Vou navegando contigo
meus olhos te seguem, amigo
perdidos na imensidão.
Baia de Zimbros, janeiro de 2005
do livro CANTARES editado pela [...]
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Publicado em Dezembro 7, 2007 1:19 am |
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(Para o poeta Manoel Andrade)
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Disse-me o Poeta:
- ainda não encontraste a porta da Esperança!
- De fato, Poeta, ainda não atravessei a porta!
E confesso-te, ó Mago das Palavras:
Sou deveras criança a caminho do Sol.
Não tenho pressa…
Nos meus umbrais, ó Poeta,
Ôntica é a Esperança, que se
Lança na eternidade do em-mim de si
Sendo não Ser para sempre Ser.
Não [...]
-
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Publicado em Novembro 26, 2007 14:12 pm |
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Não conhecias esse reino
essa cidadela de detritos, pressentimentos e punhais
essa arquitetura vertical, opaca e silenciosa
essas casas que não falam
esse outono permanente
esse calendário de incertezas
esse abismo se adentrando pelo tempo
suas sombras soluçantes
seus indiferentes passageiros
e esta penumbra de tarântulas, teias e domínio.
Vinhas dos litorais do sul
de caminhos claros e águas transparentes.
Convivias com a linha do horizonte
e o [...]
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Publicado em Novembro 20, 2007 15:23 pm |
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Quem sabe por tantos barcos
navegarem a minha infância
herdei essa enorme ânsia
por navios, terras e mares.
Nesse mar dos meus pesares
meu porto é uma ilha perdida
e assim naveguei na vida
passageiro do horizonte.
Hoje pergunto a mim mesmo
se não remei sempre a esmo
a bordo do meu batel…
com meu sonho de criança
navegando a esperança
num barquinho de papel.
*manoel de andrade é [...]
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Maio 26, 2009 17:40 pm por Equipe Palavreiros da Hora
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Que saldo trago da vida?!
da existência escassa e vadia que vivi?!
que emoções puderam transfigurar meu coração de marinheiro
e desviar meus passos do caminho do cais?!
eu, que tornei meu corpo ambulante
a vagar de porto em porto em busca de um navio!
em busca de um destino qualquer que flutuasse
e me levasse pra bem longe e sem destino,
fazendo de mim um homem sem pátria e sem ninguém!
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Ah, minha vida…
imenso cais deserto!
e eu a perambular pelas cidades portuárias
em busca de um capitão!
minha vida sem sal e sem sol!
sempre à sombra dos grandes cascos,
aspirando as emanações das coisas marítimas,
derivando pela atmosfera buliçosa dos portos!
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Contemplo a mim mesmo caminhando ao longo do pavimento sujo do cais!
a vadiar entre vagonetes de madeira, caixotes empilhados e fardos de mercadorias!
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e depois, cansado e com os pés doídos
sentar-me na calçada dos armazéns
para ver os estivadores e os guindastes em movimento
e os pesados lotes de carga que são engolidos pelas bocas dos porões.
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Ah, convívio com os que ficaram à beira de todas as rotas!
e com os que vivem para partir ao largo e ao distante!
ah, criaturas das margens e criaturas dos horizontes!
gente com quem falei e com tantas profissões entrelaçadas!
gente de terra que entra e sai das docas,
vigias, conferentes, administradores do porto, despachantes, funcionários das capitanias,
homens dos rebocadores, dragas, barcaças,
dos pesqueiros e das pequenas embarcações costeiras
oficiais de bordo, embarcadiços,
tripulantes de muitas nacionalidades que sobem e descem pelas escadas dos navios
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Ah, essa vida misteriosa dos homens do mar!
ah, marinheiros debruçados nas amuradas
a olhar com impaciência a lida dos trabalhadores do cais!
a que distância estás da tua pátria?!
há quanto tempo não beijas tua amada?!
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Contemplo a mim mesmo no alto do tombadilho dos cargueiros atracados!
olhando os navios que chegam e os navios que saem;
os que ancoram além da barra e os que são vistos ao largo das baías;
os que vêm chegando com as manhãs de sol
e aqueles que começam a manobrar à tardinha e logo depois, partem iluminados
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Ah, meu barco que nunca chega e que nunca parte!
enquanto te aguardo, caminho pela areia colorida das praias
e pelo dorso dos planaltos!
e hoje,
depois de tanto andar
sem bússola
sem cansaço
e quase comovido com minha vida vagabunda
eu, com vinte e sete anos de idade,
conhecendo dezessete estados do meu país imenso
e mais três nações do continente americano
trago ainda meu sonho imaculado
e minhas retinas dilatadas para visões mais amplas e azuis.
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De tantas cidades percorridas,
de tantos rios atravessados,
trago apenas
a nostalgia de terras que não vi
e a saudade do marinheiro que não fui!
Quantos anos vividos
ao lado e na distância do homem que me deixei num cais
sem barco e sem destino!
Ah, meu sonho!
minha vida naufragada.
Eu contemplo a mim mesmo
o rapaz que foi a pique numa tarde de novembro.
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Tudo, ah, tudo em mim partiu pro mar!
e eu fiquei ausente
sempre algemado ao momento da partida
com um nó atravessado na garganta do meu sonho!
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E agora
meu canto marítimo
chega ainda com a brisa dos oceanos
e na maré alta
banha meu sonho primeiro
e quem sabe, o derradeiro.
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Nesse tempo de embarque
tudo esteve pronto e ainda está:
meu passaporte, meu diário em branco,
o violão e o poeta;
meu corpo sadio e forte para as tarefas de bordo
e a imaginação que escolheu as roupas de trabalho
e o traje para descer nos portos escalados:
camisa e sapatos brancos, o paletó azul-marinho
e a calça acinzentada;
a pele bronze, a barba bem crescida
e no peito tatuado qualquer nome de mulher
que eu diria ser o nome da mulher amada.
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Vivendo deste sonho
eu fui partindo…
embarcava com os tripulantes
e estava no convés de tudo o que se fazia ao mar
e desaparecia na curva do horizonte.
eu também acenei para os que ficavam
eu acenei a mim mesmo.
Parti com os navios mercantes, vasos de guerra,
transatlânticos, escunas, veleiros…
fiz amigos e inimigos entre marinheiros,
aprendi a língua deles
trabalhei, ri, cantei, me embriaguei com eles.
desci em portos de países longínquos e misteriosos,
conheci outros continentes,
salguei meus olhos nas águas de todos os oceanos
e dos mares interiores,
senti meu coração seduzido pela beleza das baías e enseadas,
golfos e estreitos,
e tudo que eu vi…
ah, perdão!
tudo o que eu vi foi com a imaginação apenas!
eu nunca fui além do cais!
são estórias que ouvi de marinheiros!
de livros que li há muito tempo.
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Mas ai de mim!
vivendo deste sonho
eu fui morrendo em tudo mais na minha vida.
e assim, o que de bom esteve ao meu alcance
e que poderia encher meu coração em terra firme
foi sempre provisório e desbotável.
O amor, o grande amor, não sei quem foi, não percebi…
os anos cresceram pesados e exigentes
e a única herança recebida
foi o imenso mar que se espraiou na minha infância.
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Ah, meus dias foram outros!
e tudo o que de mim restou de belo,
está distante
está no mar
e nesta ânsia de cantar.
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Curitiba, setembro – 1968
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Este poema consta do livro “CANTARES” editado por ESCRITURAS.
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