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sábado, 16 de janeiro de 2010

Lygia Fagundes Telles - Vida e Obra

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Lygia Fagundes Telles
Nome completo Lygia de Azevedo Fagundes
Nascimento 19 de Abril de 1923 (86 anos)
São Paulo, Brasil
Nacionalidade Bandeira do Brasil Brasileira
Ocupação Escritora
Principais trabalhos Ciranda de Pedra, As Meninas, As Horas Nuas

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Lígia Fagundes Telles (São Paulo, 19 de abril de 1923) é uma escritora brasileira, galardoada com o Prémio Camões em 2005.
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Índice

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Biografia

Seu nome de solteira é Lygia de Azevedo Fagundes. Foi a quarta filha de Durval de Azevedo Fagundes e Maria do Rosário Silva Jardim de Moura, tendo nascido na rua Barão de Tatuí. Em 1938, dois anos depois da separação dos pais, Lygia publicou o seu primeiro livro de contos, Porão e sobrado com a ajuda de seu pai, assinando como Lygia Fagundes. Em 1939 terminou o curso fundamental no Instituto de Educação Caetano de Campos. No ano seguinte, ingressou na Escola Superior de Educação Física, também em São Paulo, ao mesmo tempo que freqüentou um curso pré-jurídico, preparatório para a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Em 1941 iniciou o curso de Direito e começou a participar activamente nos debates literários, onde conheceria Mário e Oswald de Andrade, Paulo Emílio Salles Gomes, entre outros nomes da cena literária brasileira. Foi na faculdade que conheceu a poeta que veio a ser a sua melhor amiga, Hilda Hilst. Fez, então, parte da Academia de Letras da Faculdade e escreveu para os jornais Arcádia e A Balança. Ao mesmo tempo, trabalhou no Departamento Agrícola do Estado de São Paulo para pagar os estudos e a sua própria subsistência. Foi também em 1941 que terminou o curso de Educação Física. Em 1944 publicou Praia Viva. Em 1950 casou-se com o jurista Gofredo da Silva Teles Jr. (filho de Gofredo da Silva Teles), que era seu professor na Faculdade de Direito e deputado federal, o que a levou a mudar-se para o Rio de Janeiro, onde funcionava a Câmara Federal. Em 1952, de volta à sua cidade natal, escreveu o seu primeiro romance, Ciranda de Pedra, do qual se faria mais tarde uma telenovela, que é editado no ano seguinte, já depois da morte da sua mãe. Em 1960 separou-se de Gofredo e, no ano seguinte, começou a trabalhar como procuradora do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo. Em 1962 passou a viver com Paulo Emílio Salles Gomes. Inspirada pelo contexto político brasileiro, escreveu As Meninas. Em parceria com Paulo Emílio, fez uma adaptação para o cinema do romance de Machado de Assis, Dom Casmurro, para o cineasta Paulo César Sarraceni - adaptação que adotaria a alcunha da personagem principal: "Capitu". Em 1970 recebeu o Grande Prémio Internacional Feminino para Estrangeiros, na França, pelo seu livro de contos Antes do baile. Em 1973, o seu romance As Meninas arrebatou os principais prémios literários brasileiros: o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro e o prémio de "Ficção" da Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1977, foi galardoada pelo Pen Club do Brasil na categoria de contos, pela sua colectânea Seminário dos Ratos. Em sequência da morte do seu companheiro, Paulo Emílio Salles Gomes, assumiu a presidência da Cinemateca Brasileira, fundada por este.
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Em 1982 foi eleita para a cadeira 28 da Academia Paulista de Letras e, em 1985, por 32 votos a 7, foi eleita, em 24 de outubro, para ocupar a cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras, na vaga deixada por Pedro Calmon, tomando posse em 12 de Maio de 1987. Em 1995, Emiliano Ribeiro apresentou o filme As Meninas, baseado no romance da escritora. Em 2001 voltou a receber o Prémio Jabuti, na categoria de ficção, pelo seu livro Invenção e Memória. Em março de 2001 recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Brasília. A 13 de Maio de 2005 recebe o Prémio Camões, distinguida pelo júri composto por Antônio Carlos Sussekind (Brasil), Ivan Junqueira (Brasil), Agustina Bessa-Luís (Portugal), Vasco Graça Moura (Portugal), Germano de Almeida (Cabo Verde) e José Eduardo Agualusa (Angola).
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(...)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lygia_Fagundes_Telles
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Lygia Fagundes Telles e seu cativante modo de contar


 

Cultura

Vermelho - 9 de Novembro de 2009 - 12h46

Ainda jovem, Lygia Fagundes (futura Telles) lançava um de seus primeiros livros de contos numa livraria paulistana, quando três escritores homens entraram para desafiá-la, elogiar sua beleza e questionar sua obstinação no ofício, intolerável numa mulher. Entre lágrimas, ela retorquiu: “Essa é minha vocação, que vem de vocare, chamado em latim. Portanto, fui chamada não para cantar, dançar, mas para escrever”.

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Aos 86 anos, a escritora relembra o episódio com a mesma energia da revolta pelo preconceito que nem a serenidade dos anos nem a certeza da escolha certa arrefeceram. Ela descreve sua trajetória de estudante de Direito do Largo São Francisco, “uma das seis virgens entre 200 rapazes”, voluntária de uma legião feminina durante a Segunda Guerra Mundial, funcionária pública, atriz no grupo amador de Alfredo Mesquita e escritora madura do primeiro romance Ciranda de Pedra (1954).
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São passagens conhecidas da biografia da autora de “não mais de vinte livros” que não chegam a surpreender no especial de 50 minutos que a TV Cultura exibe dia 11, às 22 horas, com reprise no dia 7 de dezembro, às 23 horas, no canal SescTV.
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Lygia por Lygia integra uma série de perfis de escritores brasileiros que as emissoras produzem em conjunto. Ao depoimento do convidado,acrescenta-se uma dramatização com atores, no caso Eva Wilma e Regina Braga, que se revezam na voz da escritora e sua mãe, Maria do Rosário, “mulher prática e inteligente”, e Luciano Chirolli como o pai Durval, “instável” em razão do trabalho como procurador público.
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Mas vêm da imortal os casos mais saborosos, como a origem de seu primeiro nome (adotado do romance Quo Vadis), e também dolorosos, a exemplo da morte precoce do filho. Ouvi-la, em seu cativante modo de contar, por certo outra vocação, é a melhor contribuição da iniciativa.
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Fonte: Carta Capital
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