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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Virgílio Ferreira - Retrato à Minuta


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biblioespl | 11 de Junho de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 1 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Às 15 horas do dia 28 de Janeiro, sexta-feira, de 1916, em Melo, concelho de Gouveia, nasce Vergílio António Ferreira, filho de An Às 15 horas do dia 28 de Janeiro, sexta-feira, de 1916, em Melo, concelho de Gouveia, nasce Vergílio António Ferreira, filho de António Augusto Ferreira e Josefa Ferreira...
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

já abri(li) o presente


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laddyMARIE | 14 de Janeiro de 2008 
Paris et l'amour..... Edith Piaf - Sous le ciel de Paris

Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009


já abri(li) o presente

aqui há uns meses escrevi esta nota no meu diário de bordo:
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"depois, uma imagem linda da cascata cor-de-rosa... porque é que eu a vejo assim? não é nada, é a montanha de água lilás. agora até a vejo acocorada por debaixo de um arco-iris. ainda não a bebi mas tenho cá uma vontade, que me apetece largar tudo e ir a correr buscá-la".
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foi assim, depois de teres falado no livro do pepetela. coloquei este relato de viagem porque precisava de falar dos pensamentos que me acompanhavam.
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é tão simples, dizias, um livro de bolso e custa aí à volta de cinco euros, parece infantil, mas não é. e depois tem personagens curiosíssimas com um nome... deixa lá ver se me lembro...." e não te lembraste, pois disseste uma palavra engraçada que depois me fez rir quando eu descobri que eram os lupis, lupões e jakalupis. na verdade quero saber o que acontece aos poetas e sonhadores nesta trama. provavelmente saberei pois a vida bem me tem revelado, mas fico sempre curiosa ou talvez seja uma forma de ao rever-me aceitar melhor a minha crosta.os outros já sabemos como se besuntam todos nestas coisas da corrida ao ouro.
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nesta altura dos presentes debaixo de árvore iluminada lembrei-me de me oferecer.
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agora mimo-me. pus dedicatória e tudo. não, foi só assim: Natal de 2009.
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embrulhei e fiz um laço de papel com categoria.
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desembrulhei-o e pu-lo na cabeceira mas só ontem o bebi.
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deixei-me mesmo perfumar pela água lilás.
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lareira acesa e tudo. enquanto esperava pela mãe já ao final da tarde. depois só interrompi naquele espaço em que estivemos em conversa quente com o mano mais velho a mãe e os miúdos. mas aquelas personagens seguiram-me e antes de apagar a luz já me tinha despedido. vi a data. foi do período de 83 a 99. enquadrei a inquietude. saboreei as palavras. digeri a mensagem.
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este é um daqueles tesouros ("deus das pequenas coisas")que me fez prometer-me, vou contar a estória. aos pequenos e aos mais velhos. o isaac vai saber a estória dos cambutas e dos outros maiores.
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aquela do tempo em que os animais falavam e dos uns seres que viviam felizes apesar das diferenças. da vida na montanha e na planície. até ao dia em que sentiram o perfume da água lilás. 
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Super heroes from the Atom to Zatara: 75 years of DC Comics

TASCHEN November 11, 2010



  Super heroes from the Atom to Zatara: 75 years of DC Comics

In 1935, DC Comics founder Major Malcolm Wheeler-Nicholson published New Fun No. 1, the first comic book with all-new, original material—at a time when comic books were mere repositories for the castoffs of the newspaper strips. What was initially considered to be disposable media for children was well on its way to becoming the mythology of our time—the 20th century’s answer to Atlas or Zorro. More than 40,000 comic books later, in honor of the publisher’s 75th anniversary, TASCHEN has produced the single most comprehensive book on DC Comics, in an XL edition even Superman might have trouble lifting.
More information

 

75 Years of DC Comics: The Art of Modern Mythmaking

Hardcover, 5 fold-outs, 29 x 39.5 cm, 720 pages
€ 150


Publishers of Art, Anthropology and Aphrodesia since 1980

Four-Color Fantasy


Super heroes from the Atom to Zatara: 75 years of DC Comics

In 1935, DC Comics founder Major Malcolm Wheeler-Nicholson published New Fun No. 1, the first comic book with all-new, original material—at a time when comic books were mere repositories for the castoffs of the newspaper strips. What was initially considered to be disposable media for children was well on its way to becoming the mythology of our time—the 20th century’s answer to Atlas or Zorro. More than 40,000 comic books later, in honor of the publisher’s 75th anniversary, TASCHEN has produced the single most comprehensive book on DC Comics, in an XL edition even Superman might have trouble lifting. More than 2,000 images—covers and interiors, original illustrations, photographs, film stills, and collectibles—are reproduced using the latest technology to bring the story lines, the characters, and their creators to vibrant life as they’ve never been seen before. Telling the tales behind the tomes is 38-year DC veteran Paul Levitz, whose in-depth essays trace the company’s history, from its pulp origins through to the future of digital publishing.

xl 75 years dc comics 21

Year-by-year timelines that fold out to nearly four feet and biographies of the legends who built DC make this an invaluable reference for any comic book fan.

Author:
Paul Levitz is a comic-book fan who has worked as editor/publisher of The Comic Reader, editor of the Batman titles and others, writer of over 300 stories—including an acclaimed run on Legion of Super-Heroes—and a DC Comics executive, finishing his 38-year stint with the company as President and Publisher. He returned to writing in 2010 with a new series of Legion stories and other projects.
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75 Years of DC Comics: The Art of Modern Mythmaking

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Esteiros .(Excerto) Soeiro Pereira Gomes

Carmen Montesino
Bom dia, Victor!


Em tempos de desânimo colectivo, é bom recordar...

Um abraço para si e outro para o Kant_O! E um pouco de Soeiro Pereira Gomes, que fiquei a amar desde os meus tempos de Ciclo Preparatório:


...Esteiros

"Para os filhos dos homens que nunca foram meninos, escrevi este livro."


Esteiros. Minúsculos canais, como dedos de mão espalmada, abertos na margem do Tejo. Dedos das mãos avaras dos telhais, que roubam nateiro às águas e vigores à malta. Mãos de lama que só o rio afaga.


Fecharam os telhais. Com os prenúncios de outono, as primeiras chuvas encheram de frémito o lodaçal negro dos esteiros, e o vento agreste abriu buracos nos trapos dos garotos, num arrepio de águas e de corpos. Também sobre os fornos e engenhos perpassou lufada desoladora, que não deixava o fumo erguer-se para o alto. Que indústria como aquela queria vento, é certo; mas sol também. -- Vento para enxugar e sol para calcinar -- sentenciavam os mestres. Mas o sol andava baixo: não calcinava o tijolo, nem as carnes juvenis da malta.
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domingo, 22 de agosto de 2010

Avieiros - Alves Redol

Avieiros

Alves Redol

Avieiros

Portugália, 1942
1ª edição
"... Incerto o pão na sua praia, só certa a morte no mar que os leva, eles partem. Da Vieira de Leiria vêm ao Ribatejo. Aqui labutam. Alguns voltam ainda, roídos das saudades do seu Mar. Muitos ficam. Avieiros lhes chamam na Borda de Água..."
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Um dos primeiros e mais marcantes romances do autor.
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Alves Redol 
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Nasceu em 1911 em Vila Franca de Xira. Romancista e Dramaturgo, foi um dos expoentes da literatura neo-realista em Portugal. Os dramas humanos do Ribatejo e do Douro são o tema central da sua obra, descritos em romances como Gaibéus, Barranco de Cegos ou no ciclo Port-Wine. Alves Redol  é, em si mesmo, uma personagem exemplar num movimento literário cuja ambição maior era fazer uma arte do povo e para o povo.
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O Mirante, diário on-line
Edição de 14-02-2008

Nauticampo promove comunidade no Parque das Nações
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Cultura dos pescadores avieiros quer ser património nacional




A cultura dos pescadores avieiros - que povoaram as margens do Tejo e deixaram marcas culturais na zona de Azambuja, Salvaterra de Magos e Vila Franca de Xira – quer ser elevada a património nacional. É pelo menos esta a intenção de um projecto que está a ser divulgado na Nauticampo 2008, um evento que decorre no Parque das Nações, em Lisboa, até 17 de Fevereiro, num espaço que conta com mais de 54 metros quadrados. 
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Os responsáveis pelo projecto, que envolve já 75 instituições, vão mostrar um barco avieiro, artes de pesca avieiras, fotos históricas, quadros a óleo sobre a temática e apresentarão um filme em formato DVD. Os responsáveis do projecto sublinham a “viragem histórica” na edição deste ano da Nauticampo, num “contributo muito importante para o desenvolvimento e dinamização da cultura ribeirinha do Tejo e em particular da cultura avieira”. “Em vez de uma ‘orientação ao produto’ (barcos, acessórios e equipamento), a Nauticampo vai evoluir no sentido de uma ‘orientação aos estilos de vida’ (paixão pelo mar, gosto pela aventura e forte ligação à família)”, sublinham.
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Para dia 16, está agendada uma conferência sobre as “vidas ribeirinhas na construção da identidade nacional”, promovida pela Associação Náutica da Marina do Parque das Nações, uma das instituições que se associou ao projecto, e pelo Centro Náutico Moitense.
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O projecto que visa elevar a cultura avieira a património nacional teve a sua origem numa investigação sobre os avieiros do Patacão (Alpiarça), realizada em Junho de 2006. Desde então, a Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça (AIDIA) e a Escola Superior de Educação de Santarém, que coordenam os trabalhos de candidatura, contactaram 135 instituições e pessoas, tendo sido realizadas cerca de 70 reuniões, incluindo o I Encontro Regional da Cultura Avieira, em Junho de 2007.
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“O interesse suscitado pelo projecto levou a que tenham aderido até esta data 75 das instituições e pessoas que foram contactadas”, afirmam. O objectivo é entregar a candidatura da cultura avieira a património nacional até 2009, depois da realização de um encontro nacional previsto para Outubro deste ano. 
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Os pescadores avieiros são provenientes da aldeia piscatória de Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande. No Inverno rumavam ao Tejo à procura de sustento. Deixavam o mar salgado e bravio e partiam no encalço da água doce onde pescavam o sável. Muitos viviam nos barcos avieiros, cobertos apenas, por uma lona. O quarto era à proa, a cozinha ao meio e a oficina da pesca à ré.
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A comunidade avieira também ergueu nas margens do Tejo as típicas casas palafíticas assentes em estacas de madeiras. Uma tradição que levaram da Praia da Vieira e que impedia que as cheias atingissem as casas. Com o passar dos anos os donos das terras da Borda d’Água autorizaram-nos a estabelecer-se nas margens do Tejo, onde começaram a construir as primeiras barracas. 
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Foram várias as aldeias construídas ao longo do Tejo, segundo a tradição dos pescadores da Praia da Vieira, mas hoje poucas resistem. 
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Além da Palhota, no concelho do Cartaxo, a única que conserva maiores semelhanças com a tradição avieira, ainda existem as ruínas do Patacão, aldeia abandonada em 1988. Nas Caneiras as novas casas de tijolo e as de madeira, pré-fabricadas, tomaram o lugar das barracas avieiras. O Esteiro do Nogueira, em Vila Franca de Xira, deu lugar a uma moderna marina e na foz do Alviela, as duas aldeias chamadas Barreiras do Rio e Barreiras do Tejo estão desde meados do século passado à espera que a chuva e o vento as deite abaixo.
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“Teimosos os avieiros sempre lutaram pela sobrevivência desde que viram que o Tejo tinha começado a morrer devagar. Os seus filhos, que emigraram ou foram trabalhar para as fábricas, ficaram à espera, sempre com os olhos postos no rio. E sabe-se lá porquê, o peixe que tinha desaparecido, voltou. Voltou o sável, voltou a lampreia. E voltaram à pesca os filhos dos últimos avieiros do Tejo, num regresso às raízes, enchendo o rio de belos barcos com a proa virada para o céu”, lê-se no site da Palhota Viva (www.palhotaviva.pt). A comunidade apaixonou escritores e foi motivo de inspiração de livros e filmes. O escrito neo-realista Alves Redol imortalizou também a comunidade com o romance dedicado aos “Ciganos do Rio”, como lhes chamou.
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Casa típica onde Alves Redol viveu alguns meses
Imagem captada a 30 de Junho de 2007
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http://www.leme.pt/imagens/portugal/rotas/rota-dos-avieiros/0034.html
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sábado, 20 de março de 2010

Livro de Odete Santos: A Bruxa Hipátia (O cérebro tem sexo?)


Cultura : Livro de Odete Santos: A Bruxa Hipátia (O cérebro tem sexo?)
em 2010/3/20 0:50:00
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A obra foi apresentada por Luísa Mota, presidente da direcção da Associação de Bolseiros de Investigação Científica, no dia 17 de Março (quarta-feira), pelas 18 horas, no Anfiteatro 6.2.53 da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Na sessão esteve presente Jerónimo de Sousa, secretário-geral do Partido Comunista Português
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«Este é um livro sobre mulheres. Não admira, portanto, que tenha por título uma das "bruxas" mais famosas que houve até hoje. Porque as mulheres dotadas de conhecimentos excepcionais eram normalmente tratadas como bruxas. E no caso presente estaremos perante uma "bruxa" com mestrado e doutoramento. De facto, aquela que foi Hipátia de Alexandria, nascida em meados do século IV, foi uma mulher notável que se distinguiu nas áreas da matemática e da astronomia. Este é também um livro pela liberdade de pensamento. Um livro pelo conhecimento e contra todas as ideias obscurantistas. Que continua a haver muitas relativamente às mulheres.»

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Layla and Majnun (excerpto) - Nezami Ganjavi

Literatura Persa

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terça-feira, 13 de outubro de 2009


Majun volta para casa













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Nezami Ganjavi

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Estou enamorado, Pai.
Sou este que retorna, em trapos.
No longínquo instante em que rasguei o peito, eu tentei enchê-lo com as dádivas do mundo.
Quando, há muito tempo, me apoiei na janela do vazio, saí, colhendo nada do caminho.
Deixei-te pelas coisas, pai, e volto, sem saber de mim.
Um dia, estando com outros viajantes, entrei na roda que dançava.
Festejavam bodas da colheita. Pude perceber, na luz estreita, os olhos que me escravizaram.
Nunca mais dos meus se apagaram.
E enquanto cantava, inebriado, o poeta, à musa pretendida, o meu coração também cantava, minh’alma dançava enlouquecida. Neste instante, ao centro, ó Deus, miragem? Eis, assoma a vida da minha vida! Ao tempo que ria eu pranteava, pois no seu olhar eu me encontrava, a face encoberta por tiara e guizos.
Quanto mais a via mais a amava, tanto mais me dava mais perdia o meu próprio eixo, em rodopios.
Ó amor sem tino, desalento, sendo o mel mais doce mais maltrata, e de mim se afasta, se aproximo.
Transitei em torno de mim mesmo. E saí, sem rumo, do roteiro, a buscar, por fora, o que está dentro.
Mendiguei nas ruas do inferno; fui pedinte, algoz e prisioneiro. Fui sultão, filósofo, bandido. Em nenhuma posição venci, vencido. O que hei de ter, se está perdido o bem precioso que não tenho?
O menor dos homens eu me sinto, estando no trono ou no jazigo. De que vale o aroma, se não traz a flor consigo?
Estou enamorado, pai. E a ti retorno, maltrapilho. Tudo que não trago não foi tido. De algum modo, sei que está contigo, chave, reino e todo o tesouro. Sei também que, sob guizos, hei de ter, do amor enlouquecido, o amor de Laila aqui, comigo.
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Letteratura persiana - Wikipedia

 -  Il mathnavì, è un poema lungo (dalle centinaia di versi fino alle decine di ... i romanzeschi Khosrow e Shirin e Leyla e Majnun dedicati a due famose ... ma Nizami fu pure imitato da poeti turchi come Ali Shir Nava'i operante a Herat (XV sec. ..... 'Onsori, Manuchehri), Milano, Ed Ariele, 1995; Mahsati Ganjavi, ...
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