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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Caetano Veloso: Um Sujeito Alfabetizado, Deselegante e Preconceituoso. - António Barreto

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Cordel contra preconceito e grosseria de um “pavão”


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Pra nunca esquecer que temos de lutar sempre, sempre, sempre, contra todos os tipos de preconceito: “Lula é analfabeto, cafona e grosseiro” – Caetano Veloso
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Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.
Por Antonio Barreto*, de Santa Bárbara, Bahia

Eu já estava estressado
Temendo até por vingança.
Meus alunos na escola
Leitores da ‘cordelança’
E a galera em geral
Sempre a me fazer cobrança.
Todo mundo me acusando
De cordelista medroso
Omisso, conservador
Educador preguiçoso
Por não me pronunciar
Sobre Caetano Veloso.
Logo eu, trabalhador,
Um pouco alfabetizado
Baiano de Santa Bárbara
Sertanejo antenado
Acima de tudo um forte…
E por que ficar calado?
Resolvi tomar coragem
E entrei logo em ação.
Fui dialogar com o povo
E colher a opinião
Se Caetano está correto
Ou merece punição.
Lápis e papel na mão
Comecei a anotar
Tudo em versos de cordel
Da cultura popular
A respeito de Caetano
Conforme vou relatar.
- Artista santo-amarense
Amante da burguesia
Esse baiano arrogante
Cheio de filobostia
Discrimina o presidente
Esbanjando ironia.
- Caro artista prepotente
Tenha mais discernimento.
Seja um Chico Buarque
Seja Milton Nascimento
Seja a luz do Raul Seixas
Deixe de ser rabugento.
- O Caetano deveria
Ser modesto e mais gentil
Porém o seu narcisismo
Que não é nada sutil
Faz dele um homem frustrado
Por ser bem menor que Gil.
- Seu comportamento vil
É algo de outra vida
Ele insiste em muitos erros
Não cura sua ferida
Por isso sua falação
É de alma involuída.
- Caetano é um arrogante
Partidário da exclusão
O que ele fez com Lula
Faz com qualquer cidadão
Sobretudo gente humilde
Que não tem diplomação.
- Por que este cidadão
(o Caetano escleroso)
Não criticou Figueiredo
Presidente desastroso?
Além de aproveitador
O Caetano é medroso.
- Esse Cae que ora vejo
Não representa a Bahia.
Ser o chefe da Nação
Esse invejoso queria
Mas a sua paranóia
Pouco a pouco lhe atrofia.
- Já pensou se o Caetano
Fosse então educador?!
“Mataria” os seus alunos
Pela falta de pudor
Pela discriminação
Pelo brio de ditador.
- Ele não leu Marcos Bagno
Pois é leitor displicente.
Seu preconceito linguístico
Contra o nosso presidente
Discrimina Santo Amaro
Terra de Assis Valente.
- Ele ofende até os mortos:
Paulo Freire, Gonzagão
Patativa do Assaré
O Catulo da Paixão
Ivone Lara, Cartola
Pixinguinha, Jamelão…
- Caetano é um imbecil
Da ditadura um amante.
Um artista egocêntrico
Decadente ambulante
Se julga intelectual
Mas é mesmo arrogante.
- A Bahia está de luto
Diante da piração
Desse artista rabugento
Que adora a exclusão,
Vaca profana, ególatra
Que quer chamar a atenção.
- Vai de reto, Caetanaz
Pega o Menino do Rio
Garoto alfabetizado
Que te provoca arrepio.
Esse sim, não é grosseiro
Nem cafona pro teu cio.
- Um burguês reacionário
Que odeia a pobreza.
Ele não gosta de negro
E só vive na moleza.
Sempre foi um lambe-botas
Do Toninho Malvadeza.
- Vou atender meu cachorro
Pois é algo salutar
Muito mais que prazeroso
Que parar pra escutar
O Caetano elitista
Que começa a definhar.
- Certamente o Caetano
Esqueceu do Gardenal.
Bem na hora da entrevista
Lá se foi o bom astral
Desandou no Estadão
Dando um show de besteiral!
- Caetano ‘Cardoso’ segue
Sempre a favor do “vento”
Por entre fotos e nomes
Sem lenço nem argumento
Vivendo só do passado,
Cada vez mais ciumento.
- Eu respeito a sua arte
Mas preciso declarar
Que quando não tá na mídia
Cae começa a atacar
Sobre tudo as pessoas
De origem popular.
- O Caetano gosta mesmo
É de gente diplomada:
Serra, Aécio, Jereissati,
Toda tribo elitizada…
Bajulou FHC
Que fez muita trapalhada.
- O Caetano discrimina
Pois está enciumado.
Na verdade, o nosso Lula
É um homem educado.
Um nordestino sensível
Muito mais que antenado.
- Dona Canô, com 100 anos
Não perdeu a lucidez.
Mas seu filho Caetano
Ficou pirado de vez
Transformando-se num “cara”
De profunda insensatez.
- Ofendeu Marina Silva
Através do Silogismo
Mistura de Lula e Obama
Logo quer dizer racismo:
Mulher cafona, grosseira
Analfabeta – que abismo!
Adoro Mabel Veloso,
Betânia, dona Canô…
Para toda essa família
Meu carinho, meu alô.
Mas o mestre Caetanaz
Já está borocoxô!
É proibido proibir
O cordelista versar
Pois conforme disse Cae
“Gente é para brilhar”.
Então permita ao poeta
Liberdade de pensar.
Brasileiros, brasileiras
A Bahia está de luto.
Racistas em nossa terra
Radicalmente eu refuto.
Estamos envergonhados,
Todos fomos humilhados
Oh Caetano ‘involuto’.
FIM
Salvador, triste primavera de 2009
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http://cachacaaraci.wordpress.com/2009/11/17/cordel-contra-preconceito-e-grosseria-de-um-pavao/
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* Mais sobre o professor, poeta e cordelista Antônio Barreto, aqui.


Veja também os seguintes assuntos relacionados:
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Cordel do Big Brother Brasil, um programa imbecil - Antônio Barreto

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


BBB: Um programa imbecil, para imbecis

PiG                                                                                          
Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
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Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
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Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
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Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
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Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
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Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
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O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
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Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
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Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
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Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
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Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
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Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
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A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
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Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
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Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
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Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
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É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
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Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
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A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
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E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
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E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
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E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
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A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
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Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
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Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
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Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
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FIM
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Salvador, 16 de janeiro de 2010.

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Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.

É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso".
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Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.
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Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
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Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.
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Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.
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  • Barreto, Bial e BBB Bosta

    30/01/2010 12h05 Parabéns, Barreto. Uma análise perfeita. A futilidade, a idiotização, a infantilização, a mediocridade, a alienação, na opinião e desejo da grobo, são valores nobres da sociedade. Algo , que ainda segundo a grobo, deve ser perseguido por todos. Eles a chamam de badalação. Badalação de imbecis. Uma cultura decadente e agonizante, assim como a emissora dos marinhos. BBB é o brega-fútil-idiota em sua expressão máxima. E Bial... será que ele existe ?

    Ricardo Oliveira
    Rio de Janeiro - RJ

  • a eganaçao

    30/01/2010 10h11 que essa emissora engana o povo com esse lixo , ja nao é novidade , mas que é o pior é as outras seguir o mesmo caminho. por exemplo a record com outro lixo chamado fazenda,nao tou defendo ninguem , mas que diferença tem o lixo do bbb com outro lixo chamdo fazenda , se tiver de criticar vamos,mas que precisa mesmo é fazer uma varredura nas programaçoes das tvs.

    mineiro
    belo horizonte - MG

  • Cordel, blog e informação

    30/01/2010 3h22 Está aí, mais uma vez, a Literatura de Cordel fazendo o papel dos veículos de informação. E, desta vez, na blogosfera. Antonio Barreto é um dos melhores cordelistas da Bahia. Muito antenado, compõe maravilhosos cordéis sobre os mais diversos assuntos da atualidade, com análises muito lúcidas. Recomendo a leitura do blog "A Voz do Cordel", onde o cordelista publica algumas de suas obras. http://barretocordel.blogspot.com/

    Humberto Carvalho Jr.
    Salvador - BA

  • O mundo piorou, mas há de melhorar no futuro

    30/01/2010 1h51 As críticas de Antônio Barreto sobre a Globo estão todas corretas. Embora, as outras redes, Band, SBT, Record, TVE, e os canais via satélite não sejam nada melhores ou até piores, tanto em qualidade de imagem quanto qualidade do conteúdo. O programa Big Brother promove o individualismo e o autofagismo social, porém, não podemos esquecer que tudo o quê acontece ali é encenação, poderia até dizer que já foi tudo gravado em computador e está sendo passado ao mesmo tempo, enganado os telespectadores com uma aparência de "ao vivo". Na verdade, vivos e espertos são eles, os produtores que faturam milhões em ligações telefônicas e oferecem como prêmio uma ninharia de um e meio milhão, igual a sorteio de cupom de sucrilhos. O quê ocorre no Brasil atual é que o governo federal sofre de utopismo, o Brasil melhorou em muitos aspectos nesta década, mas o governo não pôs fim à exploração capitalista, nem pode, porque isto é a tarefa histórica do Partido da classe operária. O mundo piorou, há saída.

    Luzardo Bins Cardoso
    Porto Alegre - RS

  • Cordel de artista baiano critica Pedro Bial e Big Brother Brasil

    30/01/2010 1h47
    Parabéns ao Vermelho e ao Barreto. A globo vive de futilidades, precisa difundir a futilidade para continuar existindo e esse BBB é a ecrescência da futilidade. Quanto ao apresentador. Bem, ´´bial´´ acha que a ´´globo´´ evitou que ele fosse um rapaz de rua. Caráter, moral,coisas que passam longe. Mercenário como os demais. A famiglia ´´marinho´´ a qualquer momento o descartará como a um bagaço de laranja como já o fez com muita gente. E viva a futilidade, a famiglia e o movimento cansei precisa eleger o zezino pedágio-ambulância-alagação.
    Pedro Mendes
    Tabatinga - AM
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Cordel de artista baiano critica Pedro Bial e Big Brother Brasil

Mídia

Vermelho - 29 de Janeiro de 2010 - 20h06

O artista baiano Antônio Barreto, de 54 anos, criou um cordel — literatura popular da região nordeste do país — em que critica o reality show Big Brother Brasil e seu apresentador, o jornalista Pedro Bial. Barreto ganhou notoriedade com este tipo de literatura após a publicação do cordel Caetano Veloso: Um Sujeito Alfabetizado, Deselegante e Preconceituoso.

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Nos versos de Big Brother Brasil, Um Programa Imbecil, Barreto pede que Bial faça uma avaliação crítica da atração que apresenta. “À você, Pedro Bial / Um mercador da ilusão/ Junto à poderosa Globo/ Que conduz nossa nação/ Eu lhe peço esse favor/ Reflita no seu labor/ E escute seu coração/”.

Em outro trecho, o cordelista alerta o apresentador: “Reveja logo esse equívoco/ Reaja à força do mal/ Eleve o seu coração/ Tomando uma decisão/ Ou então siga, animal...”.

Em entrevista ao A Tarde Online, Barreto disse que o sucesso do programa se deve à influência da emissora que, além de “controlar o público, não preza pelo hábito da leitura, pelo bom gosto. São pessoas dominadas pela estética da beleza, pelo filme de violência. Então é fácil para a Globo criar um programa desse e ter sucesso”.

Barreto questiona, ainda, a funcionalidade do reality — cuja classificação etária é de 14 anos — para a educação do público infantil. “Um programa que não passa nada de instrutivo, sobretudo para crianças e adolescentes. Não há um refinamento maior para quem está começando a ver a vida agora”.
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Apesar das críticas, Barreto se diz a favor da manutenção e reformulação do programa, o qual — na sua opinião — deveria propor discussões pertinentes ao público, não aos interesses de seus participantes. “Seria interessante se todas aquelas pessoas pudessem sentar numa mesa redonda e discutir temas importantes, ao invés de expor o corpo, a sexualidade, a futilidade”, diz o artista.
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“Os homossexuais, ao invés de beijar na boca, poderiam discutir o quanto são discriminados. Eu mesmo sou contra a homofobia. Poderia ser aberto para o público, mas de uma outra maneira. Se fosse de outro jeito, não faria o cordel, não criticaria a Globo e o BBB“, finaliza.
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Da Redação, com informações do Portal Imprensa
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