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domingo, 16 de março de 2008

Ana de Sousa Dias, Helena T. Silva e Aldina Duarte

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Aldina Duarte aldinaduarte - site (1967)

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* solaberto
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agosto 10, 2004

100º Artigo!

Não é sobre o facto de estar a escrever o 100º artigo do meu blog, que decidi escrever, mas para comentar os vários blogs que tenho visitado ultimamente que me têm deixado triste, e que ao mesmo tempo confirmam as minhas suspeitas.


A maioria são raparigas, mais ou menos da minha idade, e todas escrevem mais ou menos bem, expressam a grande tristeza e sobretudo a grande solidão que sentem, e sobre isso quero falar!


Hoje numa de vaguear pelo deserto televisivo, encontrei o programa de conversa de Ana de Sousa Dias (nunca vi mulher tão calma e serena e de uma cultura extraordinária!) a convidade era a fadista Aldina Duarte, de quem nunca ouvi falar...


Bem na conversa percebi que afinal não estou sozinha na maneira de pensar e nos valores por que me rejo. De muitas lições belas de vida que contou, retive que "a solidão não é estarmos sozinhos, mas sim não termos ninguém para partilhar"!


Outras das pérolas que ouvi: " Não sou eu que sou especial, mas sim as coisas em que acredito e defendo". Ao ouvir descobri que afinal não estou verdadeiramente sozinha, ela tal como eu, tem um Deus religioso só dela, inventado por ela. Uma alma gémea !


E depois ao visitar certos blogs, descubro que afinal a solidão é uma doença que atinge mais violentamente do que se pensa, e que a juventude, apesar de ter os seu circulo de amigos e colegas de escola, está cada vez mais sozinha e sem referências. Pensamentos como o suicidio e como a auto-multilação são descritos como momentos belos e necessários para continuarem a viver, pedem para morrer! Eu pergunto onde estarão os pais e os educadores que não OLHAM para estes problemas e não compreendem estas lacunas?


A esperança não abunda no coração dos jovens e é pena sentir e ler isso. Os blogs que visitei descrevem situações horríveis vividas em casa e são proporcionadas pelos próprios pais: discussões, maus tratos, e até pressões psicológicas.


Fiquei tão triste ao ler certas coisas, tocaram-me fundo, deve ser por isso que sonhei a noite toda com focas e àgua. Ao menos sonhei com coisas bonitas.


Adorei mesmo ter visto a entrevista com aquela fadista, achei-a uma pessoa bonita, diria mesmo linda por dentro! Hoje em dia é tão dificil encontrar pessoas assim! Eu anseio encontrar cada vez mais pessoas destas, mas confesso que é dificil!


Esta chuva que não nos larga e não me dá vontade para fazer nada, nem sair nem nada! Que ricos dias eu escolhi para tirar férias, mas também este ano acho que nada me sai direito, nem as férias! Bem, espero que este tempo melhore e que a minha disposição também! Estes dias têm servido para pensar naquilo que irei fazer daqui para a frente e já cheguei a uma conclusão! Só espero ser o caminho certo! Bejos Godos!

Posted by solaberto at agosto 10, 2004 09:10 PM
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in

solaberto.blogs.sapo.pt

ou

Ana de Sousa Dias e Ângelo de Sousa

T E X T U A L I N O

B l o g d e C a r l o s V a z

* Carlos Vaz

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

Sem título - Ângelo de Sousa
Pastel de óleo sobre papel
Dimensões: 14,5x21cm x 2

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um dos meus programas favoritos é o Por Outro Lado com Ana Sousa Dias. Um bom exemplo de programa cultural que tem por base o esqueleto há moda de entrevista, mas que passa para além disso. É, essencialmente, um programa de partilha de saberes e conhecimentos de todas as áreas das artes e não só. Quem assistiu ao programa, ontem à noite, teve o prazer indescritível de se divertir e ouvir a entrevista com o pintor, escultor e fotógrafo Ângelo de Sousa. A meu ver, o artísta construiu aos poucos uma imagem irrequieta e, digamos, quase incomodativa, no saber estar-se mal frente a uma câmara. Por isso simpatizei de imediato com o mesmo. Detesto poses, detesto frases decoradas, detesto bordões estupidamente ensaiados e penso que o pintor também…
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Na verdade, Ana de Sousa Dias poucas perguntas precisou de fazer, as histórias contavam-se ao ritmo dos movimentos que acabaram por ter o seu devido sentido. “Eu vim para aqui foi para me divertir, se não, não teria vindo”. Este pintor, escultor, e fotógrafo foi também um educador do que é a verdadeira desconstrução de uma imagem televisiva, segundo o mesmo “gosto de desmontar o jogo dos outros” e foi isso mesmo ao que assistimos, ao desmontar de um jogo televisivo. Entre limpar os óculos meticulosamente com a ponta de um dedo, ao descascar da mesa, até mesmo o constante colocar das mãos sobre o micro que trazia ao peito, por entre isto tudo, Ângelo contava os não-segredos da sua arte e a relação que tem com as peças criadas. Tal como ele partilho da opinião de que uma obra deixa de ser nossa, quando passa a ser também uma leitura através dos outros…
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Ao prazer de o ter ouvido a falar sobre os materiais e a maneira como os trabalha, acrescentou-se a ironia própria das pessoas que sabem o que dizem, em suma, uma entrevista única que gostaria de visualizar novamente. Ana Sousa Dias soube estar, como sempre, e inteligentemente apercebeu-se dessa desmonta gem televisiva. De facto um bom exemplo do que deveria ser a televisão. A cultura passa e a diversão com ela

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in

Textuliano - blog de carlosvaz


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