HÁ A PALAVRA . Há a palavra Embutida no vazio, Castrada do sentido E mergulhada Na cegueira.
Há o gesto simples De ternura Na fé oca e dura, Pérfida na dualidade Dos jogadores.
Há o engano E a artificialidade No lirismo insonoro Na composição Intrigada de reticências.
Há as bocas abertas De espanto, A consternação aflita E o prurido que morde A face, no esconderijo. . E há a Palavra Viva e capaz, O verso perfeito Que espera em silêncio A sua hora… . . VERA SOUSA SILVA . . From Paula Moranguinho Pereira (hi5) . .
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Há a palavra
Embutida no vazio,
Castrada do sentido
E mergulhada
Na cegueira.
Há o gesto simples
De ternura
Na fé oca e dura,
Pérfida na dualidade
Dos jogadores.
Há o engano
E a artificialidade
No lirismo insonoro
Na composição
Intrigada de reticências.
Há as bocas abertas
De espanto,
A consternação aflita
E o prurido que morde
A face, no esconderijo.
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E há a Palavra
Viva e capaz,
O verso perfeito
Que espera em silêncio
A sua hora…
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VERA SOUSA SILVA
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From Paula Moranguinho Pereira (hi5)
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