Estado de Maria:
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Bjus flamengos (não confundir nem com flamingos nem com lamentos),
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do Kant_O
Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
| Assunto: | EL CRIMEN FUE EN GRANADA |
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| Data: | 19/Ago 22:04 |
| Em memória de Federico García Lorca, assassinado pelos franquistas a 19 de Agosto de 1936: . Distribuído por Maria (hi5) . | |
| Assunto: | Homens do futuro |
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| Data: | 3/Set/2008 22:09 |
| Daqui vos envio mais um poema que transcrevi (acho que o autor não se importaria). Foi publicado com outras versões, creio que esta corresponde à última revisão. . . Distribuído por Maria (hi5) . . «Homens do futuro: | |
| Assunto: | |
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| Data: | |
Há 154 anos nasceu, não sei em que galáxia paira... continuará por longo tempo a ser um símbolo da cultura que incorporou.
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Desconheço se esta versão é a original. A que li nas obras completas em língua francesa apresenta consideráveis diferenças no texto.
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Transcrevi também a tradução de Mário Cesariny, a que mais me agrada. . {Escolhi o poema que me pareceu mais fácil para os meus meninos (alunos). Façam o favor a vós mesmos de ganhar uns minutos a lê-lo.}
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Distribuído por Maria (hi5)
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«Enfin, ô bonheur, ô raison, j’écartais du ciel l’azur, qui est du noir, et je vécus, étincelle d’or de la lumiére nature. De joie, je prenais une expression bouffonne et égarée au possible:
. Elle est retrouvée! Quoi? L' éternité. C est la mar mêlée Au soleil . Mon âme éternelle, Observe ton voeu Malgré la nuit seule Et le jour en feu. . Donc tu te dégages Des humains suffrages, Des communs élans! Tu voles selon... . — Jamais l' ésperance. Pas d' oríetur. Science et patience, Le suplice est sur. . Plus de lendemain, Braises de satin, Votre ardeur Est le devoir. . Elle est retrouvée! — Quoi? — L' éternité. C' est la mer mêlée Au soleil.» . Traduzido: . «Por fim, ó ventura, ó razão, tirei do céu o azul, que é negro, e fui centelha de oiro da luz natural. Eufórico, assumia um verbo impossivelmente burlesco e extraviado: . Perdeu-se. Buscai. Quem? A Idade de Ouro. É o acre infuso, Água, olhos, terra. . Ó minh’alma, eterna Manhã, tem teu voto, Que só contra a noite É jurado o fogo. . Por isso te ergues Da mesa do mundo. Das madres, dos seres, Tens o que és... . Mas nunca, a esperança De rumo nenhum. Ciência e insciência. O alto é o baixo. . Sumiu-se o simpósio, Das cinzas ao cabo; A arte a relógio É a parte do diabo. . Perdeu-se. Buscai. Quem? A Idade de Ouro. É o acre infuso, Água, olhos, terra.» . Jean-Arthur Rimbaud
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| Assunto: | ORAÇÃO DAS MULHERES RESOLVIDAS |
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| Data: | 20/Jun 19:07 |
| (partilho convosco este primor que recebi da minha querida maya) P.S.: Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar. Faço deste documento a minha homenagem às minhas Amigas, "mulheres resolvidas, queridas, fabulosas, sublimes, inefáveis, incomparáveis ... . Distribuído por Guilhermina Abreu . . | |
| maria diz: | 3/Mai/2009 22:59 | |
| (...) HÁ DOENÇAS PIORES QUE AS DOENÇAS "Há doenças piores que as doenças, Há dores que não doem, nem na alma Mas que são dolorosas mais que as outras. Há angústias sonhadas mais reais Que as que a vida nos traz, há sensações Sentidas só com imaginá-las Que são mais nossas do que a própria vida. Há tanta cousa que, sem existir, Existe, existe demoradamente, E demoradamente é nossa e nós... Por sobre o verde turvo do amplo rio Os circunflexos brancos das gaivotas... Por sobre a alma o adejar inútil Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo. Dá-me mais vinho, porque a vida é nada." Fernando Pessoa | ||
| maria diz: | 25/Mar/2009 5:36 | |
| Então isto são horas dos cotas estarem levantados? (desculpa, não leves a mal) POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO «O medo vai ter tudo pernas ambulâncias e o luxo blindado de alguns automóveis Vai ter olhos onde ninguém o veja mãozinhas cautelosas enredos quase inocentes ouvidos não só nas paredes mas também no chão no teto no murmúrio dos esgotos e talvez até (cautela!) ouvidos nos teus ouvidos O medo vai ter tudo fantasmas na ópera sessões contínuas de espiritismo milagres cortejos frases corajosas meninas exemplares seguras casas de penhor maliciosas casas de passe conferências várias congressos muitos ótimos empregos poemas originais e poemas como este projetos altamente porcos heróis (o medo vai ter heróis!) costureiras reais e irreais operários (assim assim) escriturários (muitos) intelectuais (o que se sabe) a tua voz talvez talvez a minha com a certeza a deles Vai ter capitais países suspeitas como toda a gente muitíssimos amigos beijos namorados esverdeados amantes silenciosos ardentes e angustiados Ah o medo vai ter tudo tudo (Penso no que o medo vai ter e tenho medo que é justamente o que o medo quer) O medo vai ter tudo quase tudo e cada um por seu caminho havemos todos de chegar quase todos a ratos Sim . . Enviado por Guilhermina Abteu (hi5) . . | ||
DESTINO DE POETA
Palavras? Sim. De ar
e perdidas no ar.
Deixa que eu me perca entre palavras,
deixa que eu seja o ar entre esses lábios,
um sopro erramundo sem contornos,
breve aroma que no ar se desvanece.
Também a luz em si mesma se perde.
Octavio Paz
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¿La ola no tiene forma?
En un instante se esculpe
y en otro se desmorona
en la que emerge, redonda.
Su movimiento es su forma.
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Las olas se retiran
?ancas, espaldas, nucas?
pero vuelven las olas
?pechos, bocas, espumas?.
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Muere de sed el mar.
Se retuerce, sin nadie,
en su lecho de rocas.
Muere de sed de aire.
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Octavio Paz
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Olá! Hoje deixo-te um abraço com Paz.
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Maria (hi5)
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