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domingo, 19 de agosto de 2018

Garcia Lorca - A MERCEDES EN SU VUELO



* Frederico Garcia Lorca


¡Una viola de luz yerta y helada
eres ya por las rocas de la altura.
Una voz sin garganta, voz oscura
que suena en todo sin sonar en nada.

Tu pensamiento es nieve resbalada
en la gloria sin fin de la blancura.
Tu perfil es perenne quemadura,
tu corazón paloma desatada.

Canta ya por el aire sin cadena
la matinal fragante melodía,
monte de luz y llaga de azucena.

Que nosotros aquí de noche y día
haremos en la esquina de la pena
una guirnalda de melancolía.


Poetas Andaluces, A Mercedes en su vuelo, Lorca

http://www.poetasandaluces.com/poema/1950/
http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.com/2018/08/lorca-e-os-ciganos.html

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Semelhanças e Diferenças - uma opinião


Joffre Justino


Mais um texto para criticarem em coisasdehoje, o meu blog



Semelhanças e Diferenças


(Galp baixou preços dos combustíveis às 0:00 horas de hoje)…


Que há que aproxime as pessoas de Rabo de Peixe, nos Açores, às da Quinta da Fonte?


Nada, aparentemente.


Algo os torna entretanto, afins, a Pobreza, mas nada os aproxima de facto, por muito que tal custe a alguns “analistas”.


Tal como nada aproxima, na minha humilde opinião, os “ciganos” dos “africanos”, (mas já algo aproxima os “ciganos” das pessoas da comunidade de Rabo de Peixe…).


As comunidades de Rabo de Peixe e “cigana” têm algo de comum – o não se identificarem com a vivência na sociedade actual, no que ela tem de consumista, de identificadora pela imagem transmitida de alto para baixo, de busca desesperada do enriquecimento, da Riqueza ostentatória, (ou da aparência da mesma, pelo menos), de identificação do seu corpo com o “corpo ideal”, (o definido em alto e divulgado, para baixo), o de se não identificarem com a imagem do que o eu deve ser, divulgada pela comunicação social, em especial a audiovisual.


Mas o que os distingue é demasiado – a comunidade de Rabo de Peixe existe para se anular, enquanto que a(s) comunidade(s), cigana(s), existe(m) para se afirmar(em) pela diferença, orgulhando-se do seu passado, da sua marginalidade, do seu desprezo pelo “Outro”.


Já a(s) comunidade(s) “africana(s) querem integrar-se, enriquecer, consumir, identificar-se.


No entanto, mais uma vez algo que os torna afins, todas estas comunidades se deparam com uma rejeição colectiva das restantes comunidades que as envolvem.


Este é um problema adicional a ter em conta.


Reparemos – todas as comunidades “alienígenas”, atrás, recebem subsídios perante as situações de infortúnio em que vivem. A de Rabo de Peixe aproveita-os, ao que dizem alguns, para tentar “aumentar a espécie”; a(s) “cigana”(s) para facilitar a vivência no contexto da sua marginalidade; a(s) africana(s) para mais rapidamente se integrarem.


Por isso o acréscimo da participação dos membros das comunidades “africanas” na escola, a busca permanente de Emprego, de habitação, de condições, mínimas que sejam, de vida.


Não há banditismo “africano”?


Há. As armas existentes na Quinta da Fonte, o ataque violento à(s) comunidade(s) cigana(s), assim o provam.


Na verdade, o que se viveu na Quinta da Fonte foi, precisamente, uma ocupação paramilitar de um território.


Daí o desejo de afastamento, desse bairro, da(s) comunidade(s) cigana(s). Para ela(s), houve uma derrota territorial.


Assim, a Inclusão, social, cultural, étnica, é impossível?


Não.


Mas a mesma Inclusão não convive bem, nem com o amorfismo, nem com a complacência institucional.


Está provada a existência de armas.


Porque se espera para as procurar? Porque se espera para deter quem as tiver em casa?


Porque nunca haverá Inclusão, social, cultural, étnica, enquanto as comunidades se sentirem organizadas, para militarmente, isto é, com um “Estado” ao lado do Estado.


Não é aceitável que se aceite que a Quinta da Fonte deixe de ser “cigana” para passar a ser “africana”. Até porque nem a maioria dos “africanos” o desejam, mesmo que se silenciem.


A Inclusão exige participação livre e democrática e não “Estados” dentro do Estado. Exige diálogo intercultural permanente e não o “diálogo” das armas. Exige a percepção da cedência multifacetada e não a autoridade imposta.


E se é fácil aceitar a ideia da “mudança de Estado”, enquanto forma de poupar custos no investimento para a Inclusão, a verdade que esse é um percurso conhecido – o que conduziu às actuais favelas militarizadas brasileiras, enquanto reduto dos “gestores” do mundo da droga.


E isso nada tem a ver com Inclusão!


Joffre Justino


Nota: Finalmente, a GALP baixou os preços! Que tem tal a ver com a Pobreza? Tudo, porque estes preços ainda são altos!


Joffre Justino


remetido por
L. Martins
ter 29-07-2008 16:50
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ver também
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Os Ciganos - Povo, Cultura e Discriminação
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in
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... scriptorium.index
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Rabo de Peixe - Wikipédia, a enciclopédia livre
Rabo de Peixe é uma vila e freguesia portuguesa do concelho da Ribeira Grande, nos Açores.




quarta-feira, 9 de abril de 2008

Ciganos: os intocáveis

História do Tarô: Ciganos

O baralho chamado "cigano"] [Galeria de arte sobre ciganos]

Ciganos: os intocáveis
Compilado de Conhecer,
vol. IX, pág. 2064. Abril Cultural, SP
e Folha Enciclopédia, na web
Cigano quer dizer "intocável". Vem do grego athinganoi, que se transformou em atsigan e tsigane. E reflete a relativa incomunicabilidade que existiu entre esse povo e os demais. Na Espanha, seu nome é gitano, resquício da crença em sua origem egípcia (gitano vem de egiptano), o que também acontece com a denominação húngara de Faraonemtség, que quer dizer raça do faraó. A crença foi disseminada pelos próprios ciganos, que, ao chegarem à Europa, se apresentavam como nobres egípcios. Mas, na verdade, os ciganos têm ascendência hindu.

Semelhanças indicam a origem


Ruppa, em prakiti (dialeto hindu da casta Domba), significa prata. Rup, em romany (língua cigana), quer dizer a mesma coisa.
A coincidência ocorre entre muitas outras palavras das linguas prakiti e romany. Inclusive Roma, que os ciganos usam para nomear-se, é muito parecido com Domba, nome da casta hindu.
Não haveria parentesco entre os dois povos?
O costume das danças e do canto, a estatura média, a cor morena, os cabelos e olhos negros são comuns aos dois povos.
Todos esses indícios respondem de modo afirmativo à interrogação.



Die Zigeunerin
tela do pintor holandês Frans Hals (1626)



Migração

O ramo Domba (que se transformaria nos ciganos) deslocou-se do centro da Índia para noroeste, no século I a.C. Quatro séculos depois, migrava novamente, dessa vez para oeste, em direção a Pérsia. Lá permaneceu até a invasão mongol, verificada no século XIII.


Então, dividiu-se em dois grupos, dos quais um rumou para a Grécia, através da Armênia, e o outro para a Síria, a Palestina e o Egito. Os primeiros acabaram por atravessar o Danúbio, quando os turcos invadiram a Europa Oriental (século XIV). A partir de então, até por volta de 1460, difundiram-se pela Hungria, Áustria, Boêmia (parte da atual Checoslováquia), Hamburgo (atual Alemanha), França e Suíça

Apesar de se declararem nobres, eram escravizados assim que chegavam a esses países. Só a partir de 1496 puderam usufruir de alguma liberdade. O primeiro a favorecê-los foi Vladislau II, rei da Hungria, que lhes concedeu livre trânsito em território húngaro.



Grupo cigano na Transilvânia

http://www.depts.washington.edu/ - (c) University of Washington

Reações e perseguições

Da segunda metade do século XVI em diante, as coisas ficaram piores: começou a perseguição aos ciganos, primeiro movida pelos camponeses, depois pelos prefeitos das cidades e até pelos reis. No Ducado de Milão, em 1663, foi publicado um édito que proibia a entrada dos ciganos nos domínios milaneses, sob pena de sete anos de cárcere para os homens e de uma orelha cortada para as mulheres. Maria Teresa, da Áustria, em 1768 tornou ilegal a permanência de ciganos em seu país a menos que eles morassem em casas, trajassem à maneira dos camponeses e trabalhassem em ofícios definidos. Mas nem em Milão, nem na Áustria, nem no resto da Europa eles mudaram seu modo de vida.
A América e a Austrália só os receberam na segunda metade do século XX.
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Usos e costumes

Tradicionalmente, os ciganos levam vida nômade, deslocando-se em grupos de tamanhos diversos, compostos por um conjunto de núcleos familiares mais ou menos extensos, sob a liderança de um chefe vitalício escolhido.
A maioria dos ciganos, até poucas décadas atrás, ainda formavam caravanas puxadas por cavalos; abrigavam-se em tendas, pedreiras e minas. Em fogueira, ao ar livre, cozinhavam seus frangos, ovos e vegetais. Seus alimentos, afirmam os comentaristas mais críticos, eram "quase sempre roubados, já que eles não plantam, nem criam animais para o abate". "Sua profissão é a mentira", diz Cervantes. "Mas há uma lei cigana que proíbe roubar... alguém mais pobre."
Viviam principalmente da criação e comércio de cavalos, do artesanato em metal, vime e madeira, e das artes divinatórias, como cartomancia e quiromancia. A música dos ciganos, executada em público apenas pelos homens, permanece muito popular e é uma atividade rendosa na Europa Central.



Cigano de "ontem"
Primeira metade do sec. XX - França

www.casadei.fr





Violinista cigano
República Tcheca

www.slunceveskle.com


Não abandonam a quiromancia, embora professem a religião dominante no país em que se instalam. As adivinhações têm terminologia própria e algumas vezes utilizam as cartas como acessório. Através dos ciganos, o baralho (tarot) foi difundido pela Europa. Assimilam facilmente as artes do lugar onde habitam, em especial a música e as danças folclóricas. Interpretam-nas com um estilo próprio, que inclui o uso do violino, seu instrumento por excelência.
Cada grupo tem um chefe natural, escolhido, não-hereditário.
Na família, o membro central é a mãe, que exerce autoridade sobre os filhos e é dona do patrimônio.
O mesmo sistema se aplica à tribo, que tem uma mãe tribal, a puri dai, guardiã do código moral. Os infratores são julgados por um júri de "condes". E, nos casos mais graves, a pena é o banimento da tribo.
Alguns estudos dão nuances diferentes da organização social dos ciganos, possivelmente em razão da diversidade dos grupos estudados. Quanto à posição das mulheres dizem que "segundo os costumes ciganos, as mulheres devem subserviência aos homens, e as mulheres casadas sempre usam um lenço para cobrir a cabeça".
A questão política

Várias foram as tentativas de agrupar os ciganos sob o poder de um só governante. Uma delas foi o aparecimento da dinastia Kwick, inaugurada por Gregory Kwick, cigano polonês que, por volta de 1883, se declarou "rei dos ciganos". Durante seu reinado, realizou-se, em 1909, o único recenseamento cigano de que se tem notícia; o censo informou que havia então na Europa 600 mil ciganos. Gregory abdicou em 1930 em favor de seu filho Michael II, que, após sete anos de governo, foi sucedido por Janusz I. Este proclamou-se administrador dos ciganos da Hungria, Espanha, Alemanha, Bulgária, Iugoslávia e Polônia. Planejou ir a Genebra reivindicar um país para seu povo, mas o projeto foi vetado por uma assembléia cigana. Seu "reinado" durou apenas um ano. Sucedeu-o Mathew Kwick, do qual não se tem maiores notícias.


Wagon - carro que muitos ciganos adotam a partir de meados do séc. XIX

Do acervo da Universidades de Liverpool
http://sca.lib.liv.ac.uk/collections/gypsy/wagons.htm


Em 1933, foi cogitada, sem êxito, a possibilidade de agrupar todos os ciganos do mundo (aproximadamente 2 milhões) nas ilhas da Polinésia, com subvenção da Liga das Nações. A idéia não se concretizou. Pouco depois, eclodiu a II Guerra Mundial (1939) e cerca de 20 mil ciganos foram exterminados nos campos de concentração.
Os regimes comunistas da Europa Oriental do pós-guerra forçaram os ciganos a se fixarem em cidades industriais e residirem em grandes edifícios de apartamentos, desmembrando os grupos familiares extensos e obrigando-os a trabalhar em fábricas, fazendo-os abandonar o modo de vida tradicional.
Os governos pós-comunistas mais recentes permitiram aos ciganos que se organizassem politicamente para encontrar os meios de reivindicar seus direitos como minoria étnica.
Formaram-se associações e grupos de pressão, como é o caso dos phralip (em romani, "irmandade") da Hungria, para lutar por escolas especiais e adoção de livros pedagógicos na língua romani. A grande maioria do povo cigano, ainda enfrenta discriminação social, está sujeita a más condições habitacionais, desemprego e expectativa de vida mais baixa que a de seus compatriotas.



Cigana de Babadag - Romênia

Foto de R. V. Bulck
www.pbase.com


Hoje, eles estão espalhados em quase todo o mundo. E alguns relatos dão conta da inevitável mudança de costumes. "Cigano dos Estados Unidos não viaja mais de carroça: usa trailer motorizado; nem prepara mais sua refeição: come enlatados."
Na União Soviética e na Iugoslávia, são publicados jornais em língua cigana. A Sociedade Cigana Lore, na Inglaterra, preocupa-se em recolher todas as informações possíveis sobre esse povo. A biblioteca da Universidade de Liverpool, também na Inglaterra, tem em seu acervo um conjunto de livros sobre os ciganos. Assim, esse povo se torna cada vez menos estranho aos demais.

Compilação e editoração:
Constantino K. Riemma

À descoberta da Cultura e do Povo Ciganos

ActividadesArquivo de Actividades
Partida Ideias e Materiais


Ver@o 2003 Ciganos

Oitava Semana do NetPaper - 25 a 29 de Agosto

Participa preenchendo o seguinte formulário.

Não te esqueças que deverás fazê-lo diariamente, preenchendo e enviando o formulário para cada uma das etapas!

os participantes que já estão inscritos!

Vamos começar?

Então, Lachi Bar!!! Ou seja, Boa Sorte! (em romani - a língua cigana)

Ciganos ou gypsies ou zíngaros ou gitanos... será que os conhecemos?! Ou será que as nossas representações estão replectas de enganos? A verdade é que as comunidades ciganas não são todas iguais quer do ponto de vista linguístico quer dos pontos de vista económico, cultural e social, ainda que tenham bastantes semelhanças...

Etapa 1

25 de Agosto

1 - Os ciganos surgiram há mais de 3000 anos no Norte da Índia. A partir do século XII, este povo distribuiu-se por toda a Europa através do Vale do Danúbio, assimilando os costumes húngaros. Nos dias de hoje, existem aproximadamente 12 milhões de ciganos em todo o mundo, ainda que se concentrem, sobretudo, nos Balcãs, na Europa Central e em algumas repúblicas na ex-União Soviética.

A tua missão é: descobrir o nome dos clãs ciganos oriundos da Península Ibérica, da Turquia, da ex-Jugoslávia, da Rússia e da Roménia.

Pista: História do Povo Cigano

2 - A língua cigana (o romani) é uma língua da família indo-europeia. Trata-se de uma língua ágrafa, isto é, de uma língua sem forma escrita cuja transmissão se faz oralmente de pais para filhos. O hábito de a falar tem vindo a perder-se uma vez que os ciganos vão assimilando as línguas dos países por onde passam.

A tua missão é: descobrir o que querem dizer as palavras Calim, Calon, Gadjó, Ron e Runin.

Pista: http://www.geocities.com/k_guimaraes_br/ciganos6.html

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Etapa 2

26 de Agosto

1 - As influências da música e da dança cigana remontam às origens do povo cigano, ainda que as mais marcantes sejam as influências húngara e, sobretudo, espanhola (andaluz). Palmas, energéticos bater de pés, sentimentos, emoções e instintos eis o que acompanha a generalidade dos ritmos ciganos, levando-nos a crer que o povo cigano já nasceu com a música e com a dança na alma.

A tua missão é: descobrir o nome dos sete instrumentos musicais que, em regra, acompanham as danças ciganas.

Pista: Portal Jovem; os costumes.

2 – Para o povo cigano, a dança serve para transmitir as suas emoções: dançam quando celebram um casamento ou um nascimento; dançam quando estão tristes, enfim, dançam sempre que lhes apetece...Quando dançam, e consoante o seu país de origem, as mulheres ciganas costumam segurar leques ou pandeiros ornamentados ou encharpes.

A tua missão é: descobrir o que significam estes três objectos para o povo cigano.

Pista: http://www.ciganojohan.hpg.ig.com.br/danca.htm

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Etapa 3

27 de Agosto

1 - O casamento é um compromisso/ritual de honra para o povo cigano. Porém, há diferenças entre os homens e as mulheres. Um homem cigano pode casar com uma mulher não cigana, desde que ela se submeta às regras e tradições ciganas, mas uma mulher cigana já só pode casar com um homem da sua etnia...

A tua missão é: descobrir o que é que os convidados homens fazem durante a festa de casamento e onde é que são guardadas as ofertas, segundo a tradição.

Pista: : Portal Jovem ; as tradições – casamento

2 – A família é sagrada para o povo cigano: a ela compete manter os laços afectivos assim como assegurar que a tradição não se perca.

A tua missão é: descobrir o que é que uma cigana faz quando o marido morre e o que é que os familiares fazem por essa ocasião se viverem na casa do morto.

Pista: http://www.deb.min-edu.pt/revista/revista5/ciganos/fich8.htm

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Etapa 4

28 de Agosto

1 Santa Sara Kali é a santa padroeira do povo cigano cujo santuário se localiza na Igreja de Notre Dame de La Mer, na cidade de Saint-Marie-de-La-Mer, no sul da França. Todos os anos, nos dias 24 e 25 de Maio, ciganos de todo o mundo dirigem-se a este local e prestam-lhe homenagem em ambiente de peregrinação e festa. Entre outras coisas, atribui-se a esta santa o poder de proteger as ciganas que querem ser mães e os partos difíceis.

A tua missão é: descobrir o que é que na Slava (promessas ou comemorações em honra da Santa) é posto numa bandeja cheia de arroz cru para atrair a saúde e a prosperidade, bem como descobrir as palavras (em romani) que se costumam dizer por esta ocasião.

Pistas: http://www.magiacigana.hpg.ig.com.br/tenda.htm; tenda de Santa Sara Kali

2 – Quem disse que nas comunidades ciganas não existem poetas?

A tua missão é: descobrir o que é que basta ao povo cigano , segundo o poeta cigano Spatzo.

Pistas: http://www.dhnet.org.br/sos/ciganos/; coluna da direita; O Vurdon; poesia cigana

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Etapa 5 (última etapa)

29 de Agosto

1 - O Centro de Estudos Multiculturais (CEM), em Lisboa, dedica-se ao estudo e à valorização das culturas da imigração, nomeadamente da cultura cigana. Numa das páginas do seu site, ficamos a saber que foram lançados dois livros sobre a(s) comunidade(s) ciganas que nos ajudam a compreender melhor a sua cultura e modos de vida.

A tua missão é: descobrir o título do primeiro livro que aparece na página.

Pista: http://www.multiculturas.com/cultura_cigana.htm

2- O Projecto Nómada é uma iniciativa do Instituto das Comunidades Educativas (ICE) cujo objectivo é combater a exclusão escolar, social e cultural das comunidades ciganas em 12 concelhos do sul de Portugal.

A tua missão é: descobrir o provérbio cigano que se encontra na sua página principal e a mensagem que nos deixa o sociólogo Boaventura Sousa Santos.

Pista: http://www.ice.web.pt/nomada/index.html

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E, pronto, chegaste ao fim da Rota da Diversidade!

Esperamos que te tenhas divertido e que cumpras a tua grande missão: a (re)descoberta do Outro!!!

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Ciganos - Estudos e Discriminação

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Carlos Jorge Sousa

No lançamento dos livros: Que Sorte, Ciganos na Nossa Escola, colectivo e Minoria e Escolarização: o Rumo Cigano de Jean-Pierre Liégeois


Os dois livros que aqui apresento integram a já longa lista de livros da colecção Interface. São duas publicações que nos convocam para uma melhor compreensão da etnicidade cigana. É em tomo da escolarização de uma minoria étnica que as diferentes narrativas se desenvolvem. Mas são igualmente feitos de história, experiências, e projectos que se alicerçam no desejo de construir, erguer no presente um futuro diferente. Quando procuramos saber o que habita no interior de Que Sorte, - Ciganos na Nossa Escola
descobrimos, entre muitos outros, documentos de estudo e reflexão acerca da "Memória histórica, presente e futuro do Povo Cigano", deparamo-nos com "Um Olhar Cúmplice" acerca da escolarização das crianças ciganas, com a necessidade d "A Formação de Professores para a Diversidade ". Igualmente de experiências, projectos, mediação, formação profissional, associativismo, arte, música, de vidas com e sem rumo, é feito este livro. E porque é necessário " Dar a vez e a voz ", aqui tem de ser evocado um relato de uma história de vida. Diz quem escreveu sobre Calói que se trata de "um estudo de caso "...

Calói é uma criança com 12 anos, olhos castanhos-escuros, cabelo preto um pouco desgrenhado e com um tom de pele tão escuro que um dia uma senhora lhe perguntou se era indiano.

Calói não é um caso, é um exemplo de muitos casos que se podem encontrar, numa das muitas barracas existentes de Norte a Sul de Portugal. Pode estar na Feira Velha em Moura, numa das inúmeras barracas existentes no Conselho de Reguengos de Monsaraz, já não está em Vila Verde, pode ser encontrado em Olival no Conselho de Vila Nova de Gaia. Calói vive em Lisboa numa barraca. Vive com os pais e mais três irmãos. Calói, as duas irmãs de três e quatro anos e o irmão com dez anos dormem no chão da única divisão que a barraca possui, para além da cozinha. Não têm água canalizada nem luz eléctrica. Calói não toma banho frequentemente, lava a cara e penteia o cabelo com a água que vai buscar a uma conduta pública. Calói vive a 2,5 km da escola, não tem por isso direito a passe social. Às vezes a mãe não tem comida para lhe dar: não almoça, não lancha, não janta. Não participou numa visita de estudo porque não tinha dinheiro para as senhas de transporte. Foi um dia castigado pelo que não fez e é gozado pelos colegas. Calói é cigano. Mas Calói tem um sonho, deseja um dia poder ter um quarto só para ele e "tirar a carta". É necessário debelarmos os males que tanto afligem e prejudicam Calói. Assim os seus sonhos agigantar-se-ão.

A minha história de vida, nomeadamente da minha infância, é diferente da de Calói, mas particularismos existem, numa e noutra, que não as tornam globalmente dissemelhantes. A escola modificou a minha vida, não apagou as minhas memórias e tornou plural o meu sentido de pertença. Os meus sonhos, por causa da escola onde entrei e de onde nunca mais saí, não pararam de se realizar: um sonho precede outro, de forma incessante. Quando tomamos conhecimento, através da leitura das páginas deste livro, de muitas das acções realizadas, de imediato constatamos que algumas das acções aqui narradas se desenvolveram num registo de improvisação pedagógica. A improvisação pedagógica é muitas vezes um elemento de bloqueio e de fracasso que consequentemente dá origem ao desencorajamento. Muitos professores que procuram a inovação, que desenvolvem práticas pedagógicas no sentido de adaptar a escola às crianças que acolhem, sentem-se muitas vezes sem apoio institucional, isolados uns dos outros e marginalizados pelos restantes colegas. A acção e a situação destes professores, em muitos contextos escolares, não são fáceis. A imprevisão pedagógica emerge, em muitos casos, nestes contextos e pelas razões supra-mencionadas. Raras vezes estes professores recebem informação e formação de qualidade, responsável e reflexiva, que são fundamentais tendo em conta as condições globais em que ensinam e as qualidades, pedagógicas e não só, que um ensino adaptado e respeitador exige.

É, por tudo isto, que Que Sorte, Ciganos na Nossa Escola parece provocação, como diz o Dr. Miguel Ponces de Carvalho numa das primeiras páginas deste livro. Sinceramente não acho que pareça uma provocação, é uma provocação! É uma excelente provocação. Porque este livro permite confrontar experiências, faz apelos questionadores das nossas práticas pedagógicas, dá a conhecer igualmente boas práticas e exige que se crie uma estrutura simples - que não deve ser de especialistas, altamente especializados em especialidades especiais, normalmente segregadoras - uma estrutura dizia, de educação escolar, constituída por professores/pessoas competentes (devidamente formadas e mandatadas) para ajudar, informar e coordenar acções a nível local, regional e nacional. Seria um passo muitíssimo importante, que muito poderia contribuir para a escolarização das crianças ciganas.

E esta é uma das muitas recomendações que é feita no relatório apresentado por Jean- Pierre Liégeois à Comissão Europeia, para além do recrutamento e formação de técnicos auxiliares de acção educativa de etnia cigana, bem como a formação de mediadores ciganos, precisamente no segundo livro que passo a apresentar: Minoria e Escolarização: o Rumo Cigano de Jean-Pierre Liégeois. É um relatório-síntese de um estudo realizado pela Universidade René Descartes de Paris, por solicitação do Parlamento Europeu. "Foi feito de forma intensiva em 1984 e 1985. Através de uma rede coordenada de peritos dos diferentes Estados-Membros, esta investigação conduziu à síntese de trabalhos existentes, à consulta de famílias, de organizações ciganas e de professores e à análise de centenas de documentos e de realizações". Infelizmente este estudo não contemplou a realidade portuguesa. O tema é a escolarização das crianças ciganas, e é um estudo importante, actual e inovador. Mas é um estudo importante, actual e inovador porquê? Porque a escolarização das crianças ciganas, através da reflexão que suscita e das práticas pedagógicas a que pode conduzir, poderá fazer emergir um conjunto de saberes que se tomam proveitosos para a escolarização de todos. Neste seu livro Jean- Pierre Liégeois diz que o futuro das comunidades ciganas depende, em grande parte, das modalidades de escolarização utilizadas com estas crianças. É por isso que este livro é simultaneamente uma análise e uma reflexão sobre ideologias, designadamente políticas, e sobre as práticas que as inspiram.

Estou de acordo com Jean- Pierre Liégeois quando diz que, globalmente, a escolarização das crianças ciganas tem sido, até agora, um fracasso.

Na sua maioria as crianças de etnia cigana não completam a escolaridade obrigatória. Diz-nos que a cultura cigana é uma cultura de resistência e que a sua secular capacidade de adaptação remeteu-os para uma tradição de mudança, mudança dentro da tradição. As grandes transformações económicas, políticas e sociais das últimas décadas, designadamente as que se relacionam com os grupos sociais e culturais considerados " desfavorecidos ", "minoritários ", "marginais", entre outros, obrigaram os ciganos a desenvolver novos meios de adaptação. Esta nova realidade obriga as diferentes comunidades ciganas a renovadas adaptações no caso de pretenderem manter uma relativa independência económica e cultural. Para conseguir estes objectivos, diz o autor, muitas comunidades ciganas começam a procurar a escola porque somente a escolarização lhes permite "tirar a carta", como referem. A resistência cultural cigana, também aqui se manifesta.

Para não serem absorvidos pela cultura dominante, a única defesa dos ciganos é utilizarem a escola sem se renderem a ela.

Uma análise critica das condições de escolarização das crianças ciganas facilmente nos remeterá para as seguintes duas considerações, como refere Jean- Pierre Liégeois: primeiro, os ciganos não são um "problema social" nem um "grupo problemático"; em segundo lugar a " questão escolar" é mais um problema de ordem política e económica, do que um problema de escola e de pedagogia, na medida em que o seu peso é relativo quando compreendido numa realidade que é muito complexa. A questão cigana é mais um problema da sociedade do que um problema pedagógico. As políticas foram sempre, no que se refere aos ciganos, políticas de negação das pessoas e da sua cultura. As diferentes políticas podem ser agrupadas, segundo Jean- Pierre Liégeois, em tomo de três grandes categorias: a exclusão, a reclusão e mais recentemente a inclusão. Não se excluindo mutuamente, estas políticas, do ponto de vista histórico, evoluíram da exclusão para a inclusão. Como são caracterizadas estas políticas? Para o Autor as políticas de exclusão das comunidades ciganas caracterizavam-se pela expulsão, proibições diversas e punições. Punições que passavam pela marcação com ferros em brasa, enforcamento etc. A política de exclusão irá transformar-se em políticas de reclusão. Esta política é entendida como a integração, de forma autoritária e geralmente violenta, dos ciganos na sociedade que os rodeia. A falta de braços remete-os para as galés, a resistência dos ciganos às políticas de reclusão tornam lícito disparar sobre eles e privá-los da vida. Mas também esta política se manifestou globalmente ineficaz, surgindo a partir da segunda metade do séc. XX as políticas de inclusão. Independentemente dos eufemismos utilizados, estas políticas caracterizam-se, no fundamental, pela vontade de assimilação dos ciganos, como é demonstrado pelo nosso Autor. As imagens que se construíram acerca dos ciganos tendem a apagar/ignorar todos os aspectos culturais e a fazer emergir os ciganos como um "problema social". As imagens que se constroem e que se cristalizam fazem deles um "problema social", é necessário "reintegrá-los" no resto da sociedade. Manifestam "inadaptações sociais" quando se pretende inclui-los, razão pela qual as políticas de inclusão consideram a necessidade de os inserir no espaço social e esquecer o seu espaço cultural e étnico.

Estas políticas tendem a construir um cigano imagético e não real: o cigano não é definido como ele é, mas sim como é necessário que seja, por motivos de ordem sócio-política.

Para o Estado, diz Jean- Pierre Liégeois, as políticas de inclusão apresentam vantagens face às da reclusão. Baseiam-se no espírito da época, são politicamente correctas, mais eficazes, mais radicais, mais igualitárias e o incluso é recompensado pelo seu alinhamento. A "integração social" é benéfica e compensatória.

Todos acham que conhecem os ciganos, diz Jean- Pierre Liégeois. E de uma forma geral são poucos os que não exprimem de uma forma categórica o seu conhecimento dos ciganos. Existem mesmo, entre nós, "especialistas" que falam sobre as questões ciganas. Mas na realidade o que se tem são ideias que se foram construindo sobre os ciganos a partir do século XV e que se foram rapidamente cristalizando sob a forma de estereótipos. Os ciganos são pouco conhecidos. Na realidade o que se manifesta mais em relação a eles é um certo romantismo ou alarmismo, e o pior é que na maior parte das vezes a realidade é largamente ultrapassada pelo imaginário. A assimilação ou a rejeição constroem argumentos para os seus discursos e justificações para os seus actos. As atitudes menos negativas para com os ciganos expressaram-se e expressam-se pela simpatia romântica ligada ao folclore, ou uma certa curiosidade intelectual mesclada de compaixão, mas logo que a oportunidade surge são de imediato reactivados os aspectos mais negativos das imagens que se criaram dos ciganos. O cigano imaginado, as imagens manipuladas são representações que nos remetem para a necessidade de questionar a nossa relação com as comunidades ciganas. Foi no âmbito das políticas multiculturais de assimilação que se desenvolveu a noção de "dificuldades de adaptação" aos contextos sociais e culturais, se construiu a ideia de aluno "instável, "atrasado", "inadaptado". Rótulos que têm regras processuais de funcionamento que são estigmatizantes para as crianças ciganas. Estas teorias, sendo efémeras e já contraditadas, persistem em existir, como refere o nosso Autor. A integração é um mal necessário, defendem alguns. Jean É uma concepção etnocêntrica que se desenvolve segundo o seu próprio ponto de vista, num espírito contrário ao que postula a educação intercultural. E esta postula que o pluralismo cultural só se transforma em interculturalidade se as trocas forem igualitárias. Para a criança cigana os significantes utilizados na escola não remetem para nenhum significado.

A criança está habituada a manipular realidades concretas e simbólicas que não correspondem às da escola, não está preparada para ter sucesso numa escola que não se adapta a ela, que valoriza registos diferentes dos seus.

Os conteúdos de ensino e possivelmente as formas de o apresentar não são adequados porque não emergem de uma pedagogia "centrada sobre aquele que aprende". Jean- Pierre Liégeois escreve: uma criança não pode levar duas experiências sociais e culturais paralelas, saltando de uma para a outra cada vez que passa a porta da escola. Numa concepção intercultural da escola são as características da criança que devem servir de base as opções pedagógicas e não um obstáculo, como acontece quando são desvalorizadas. Sendo assim, aceitar a criança cigana na escola significa ter em conta o que se passa fora da escola, nos diferentes domínios económicos, educativos, habitacionais, entre outros, em que a criança vive. A cultura cigana quando se expressa na escola aparece quase sempre como um "anexo" e de uma forma geral manifesta-se através do folclore. Uma escola intercultural deve mostrar-se flexível na sua estrutura e funcionamento de forma a permitir que culturas diferentes se exprimam de formas diferentes.

A educação intercultural continua a ser um projecto. Um projecto que se deve consubstanciar numa "pratica social vivida". A interculturalidade não pode visar uma hibridação intelectual dos alunos, através da manipulação pedagógica, mas antes o seu enriquecimento e a compreensão mútua por meio de aprendizagens baseadas nos antecedentes culturais da cada um deles, diz Jean- Pierre Liégeois. A manipulação folclórica é muitas vezes feita sob a capa de uma interculturalidade mal compreendida, de elementos culturais próximos dos estereótipos: dança, musica, culinária não podem ser separados da compreensão dos respectivos contextos. Não necessitamos de falar de pedagogia intercultural para valorizar tudo o que vai no sentido da aceitação do outro. O papel da escola é esse, deverá ser esse: participar na valorização e na compreensão das diferenças e transformar os antagonismos em diferenças mais bem compreendidas.

A interculturalidade permite que indivíduos diferentes vivam a sua diferença sem, no entanto, ficarem reduzidos a ela.

É uma "ferramenta de negociação". A pedagogia da interculturalidade edifica-se quando os objectivos são as aprendizagens de base úteis para a criança, para uma adaptação activa ao seu meio, que lhe permita fazer parte dele e ser sujeito da sua existência. A educação intercultural constrói e implica uma atitude simultaneamente receptiva e criativa de toda a comunidade escolar. Neste livro está claro que os desafios que a interculturalidade nos coloca nada têm a ver com a formação de professores "especialistas" em cultura cigana ou de outra qualquer. Os professores devem ser formados para o acolhimento da diversidade através da flexibilização dos conteúdos, sem ideias preconcebidas sobre as crianças. A sua formação deverá ser concebida de forma a não ser, ou ser o menos possível, um agente de aculturação.

A formação inicial e contínua de professores merecem de Jean- Pierre Liégeois o seguinte comentário: é necessário ter cuidado com as práticas aqui desenvolvidas. Normalmente as instituições do ensino superior, por razões diversas e complexas, desenvolvem políticas formativas que padecem de alguma ambiguidade, ambiguidade esta que acaba por remeter os formandos para menus formativos em que se aprende a "domesticação em conformidade". Sobre o papel dos investigadores Jean- Pierre Liégeois refere a sua extrema importância para a edificação de um novo olhar sobre as comunidades ciganas. Deveremos, no entanto, também aqui estar atentos, como diz o Autor, e assumir uma atitude reflexiva e critica no sentido de denunciar estudos que, partindo de textos africanistas e/ ou americanistas, fazem generalizações abusivas, perigosas e falsas sobre as comunidades ciganas. É importante referir, diz Jean- Pierre Liégeois, que a posição do investigador no domínio cigano não é fácil. Este livro é uma fonte de conhecimentos, uma memória de factos, um excepcional documento de referência. Faz recomendações, apelos à necessidade de concertação, de mediação, de coordenação, de flexibilidade, de estudo, de reflexão e avaliação.



Informação actualizada a 9 de Abril de 0100
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Cheguei aqui através deste blog, tão elucidativo como a maioria dos comentafores, dum povo, o português, que é «apresentado oficialmente» como ... tolerante, não racista nem xenófobo. Naturalmente que não subscrevo os comentários racistas e xenófobos, que são aqui reproduzidos pelo seu interesse sociológico.
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Um Post do máquina zero e os 32 comentários
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Leitora amiga deixou um comentário neste blogue que não resisto a trazer para este espaço mais nobre. É sobre um reportagem da SIC, que foi ver o que era feito de uma família de ciganos que tinha sido tema de reportagem, há uns anos. E diz esta cara leitora:

“Viram a reportagem da SIC…Sobre uma família cigana que já tinham entrevistado há uns 8 anos e agora voltaram a entrevistar para ver se tinham evoluído ou continuavam na mesma, ou pior.. Há 8 anos os miúdos desse acampamento cigano, na altura com idades à volta dos 7 (rapariga) e os rapazes, acho que tinham à volta de 12. Agora, os rapazes já têm à volta de 20 anos, um chegou a fazer a 2ª classe e o outro a 4ª se não me engano (não puderam continuar na escola porque já tinham mais de 15 anos); enquanto a rapariga acabou a 4ª classe mas como mulher cigana não podia continuar a estudar, casando-se aos 13 anos com um homem de 20.

Depois, as crianças de há 8 anos foram casando, etc e tal, o acampamento deles às vezes serve de acolhimento para ciganos que vêm de fora e… o nº de pessoas a viver naquele acampamento já triplicou. Triplicou e..ninguém trabalha. Uns tiraram cursos porque foram obrigados pela câmara, estão inscritos no centro de emprego mas nng os chama, as mulheres mal sabem escrever, assim como os homens..enfim, é complicado.

De qualquer forma, a parte final da entrevista mostrou bem a filosofia de vida daquela gente: os homens não trabalham, as mulheres fazem de domésticas, passam todos o dia a jogar às cartas e a fumar…e vivem do dinheiro do Estado. Um deles recebia 740€ (!!!) por mês para sustentar tb a mulher e os 4 filhos. Dizia que não queria trabalhar porque em qq emprego receberia menos que 740€…e que gosta daquele estilo de vida (aquilo que nós conhecemos por não fazer a ponta dum corno) e portanto nem está interessado em arranjar emprego.

Conclusão da reportagem: a família só deixou de viver em barracas de madeira para viver em barracas de tijolos, continuam a viver às custas do Estado e…a reclamar por caixotes do lixo ao Sr presidente da câmara que dizem não ter cumprido as suas promessas… A minha conclusão: Se és cigano pede ao Estado, se és branco pede à banca.

Claro que a culpa de tudo isto é da sociedade! E até há quem tenha opinião completamente diferente, como o autor do livro “Que sorte, Ciganos na nossa escola!“, cuja capa ilustra este post. É o que se chama uma obra de ficção…

Esta entrada foi publicada em Novembro 27, 2006 às 1:44 am.

33 Respostas para “Reportagem da SIC sobre uma família de ciganos”

Antonio Marcelo Diz:
  1. Os ciganos, venham donde vierem, da Roménia da Espanha ou de Portugal não têm nacionalidade. São simplesmente parasitas anti-sociais. Nenhum governo, nenhum regime, conseguiu integrá-los. Durante quarenta anos nos países comunistas os adultos foram obrigados a trabalhar e as crianças a assistir às escolas. Se não obedeciam iam para um campo de concentração. Não conseguiram nada. Uma vez acabados aqueles regimes voltaram à sua antiga vida: mendicidade, vadiagem e latrocínios.

    Qualquer procedimento para integrá-los fracassou, mesmo o sistema utilizado secretamente na Suíça de separar os filhos dos pais e educá-los em outras famílias ou em Estabelecimentos estatais. A maioria deles quando atingiam a idade adulta pesquisavam as suas raízes e voltavam para elas. Os únicos em ser integrados foram aqueles que cruzaram com não-ciganos e depois de três gerações de afastamento.

  2. Vera Diz:

    Nem é por mal..mas se observarmos o comportamento dos grupos ciganos vemos que são comunidades totalmente diferentes…Ainda mais diferentes que os negros, porque esses ainda foram colonizados por nós, sempre estão mais habituados..Agora os ciganos são indomáveis! E ainda têm a lata de dizer na tv que gostam é de passar os dias a jogar às cartas e a fumar enquanto vivem dos subsídios do Estado..que nem gostavam de estar a trabalhar… E o pessoal todo manso…Isto devia revoltar qualquer português que paga impostos e aperta o cinto…mas parece que não…

  3. Carolina Diz:

    Não vi a reportagem, mas houve quem me contasse. “…Um deles recebia 740€ (!!!) por mês para sustentar tb a mulher e os 4 filhos. Dizia que não queria trabalhar porque em qq emprego receberia menos que 740€…e que gosta daquele estilo de vida (aquilo que nós conhecemos por não fazer a ponta dum corno) e portanto nem está interessado em arranjar emprego…”. Nada contra a etnia cigana, mas esta família não está e não quer estar integrada, em Portugal.
    Este é daqueles casos em que o Estado devia actuar/averiguar de imediato. Mais nada.

  4. Pêlo Emriste Diz:

    E para quando o livro: «Que sorte! Carecas na nossa escola!!!»

    Entre os ciganos que não fazem nada e os militares que chupam do orçamento dse estado não consigo notar nenhuma diferença.. Excepto que quando os armazéns dos quartéis são esvaziados de vitualhas são os jipes do exército que vão carregadinhos de comida.

    Os ciganos são ladrões.. Mas os sargentos são ladrões com AUTORIDADE!

  5. Vera Diz:

    “Este é daqueles casos em que o Estado devia actuar/averiguar de imediato. Mais nada. ”

    Os Estado está a actuar há mais de 8 anos…a dar-lhes todos os subsídios e apoios, assistentes sociais..até já compraram carros e mudaram para outras casas..parto do princípio que se não trabalham foi através do dinheiro do Estado que conseguiram isso… E no fim? Ainda reclamam porque o Sr presidente da câmara não põe caixotes do lixo lá perto (e assim não cumpre com as susas promessas)…enfim.. O Estado actua mas é só para se afogar ainda mais.

  6. Vera Diz:

    “Entre os ciganos que não fazem nada e os militares que chupam do orçamento dse estado não consigo notar nenhuma diferença.. ”

    Exacto..assim ajudamos os ciganos e depois vão eles para Timor e para a Bósnia trabalhar por nós.

  7. social-patriota Diz:

    “Se és cigano pede ao Estado,se és branco pede à banca”
    Frase lapidar, é tão bom ver como os nossos impostos são tão bem gastos com as familias portuguesas de raíz.

  8. Vera Diz:

    Aqueles não são portugueses nem com raíz nem sem raíz…

  9. Carolina Diz:

    “Os Estado está a actuar há mais de 8 anos…a dar-lhes todos os subsídios e apoios, assistentes sociais..até já compraram carros e mudaram para outras casas..parto do princípio que se não trabalham foi através do dinheiro do Estado que conseguiram isso… E no fim? Ainda reclamam porque o Sr presidente da câmara não põe caixotes do lixo lá perto (e assim não cumpre com as susas promessas)…enfim.. O Estado actua mas é só para se afogar ainda mais”, refere–se a cara Vera ao meu comentário nr.º 3, mais concretamente à minha última frase: “… Este é daqueles casos em que o Estado devia actuar/averiguar de imediato. Mais nada”. Conheço a história desta família cigana através da promeira reportagem da SIC. Sobre a que foi feita recentemente, contaram-me. Quando digo que o Estado deve actuar/averiguar este caso, é precisamente, no sentido de fazer as diligências necessárias. Ou seja, de modo a clarificar todos os cidadãos, a razão pela qual a família em causa está a receber esses subsídios dos cofres do Estado. Dinheiro de todos os contribuintes. Temos o direito de saber, e o primeiro-ministro ou o ministro da pasta em causa, já devia ter dado uma explicação ao País. Sobre este, é isto que interessa saber.

  10. Carolina Diz:

    Correcção ao meu comentário nr.º 9: “… através da primeira…” e no final “…sobre este assunto…”.

  11. arqueofuturista Diz:

    Caro MZ, no ano passado algumas pessoas foram responder a tribunal por, entre outras acusações, terem difundido autocolantes com uma mensagem semelhante a essa que aqui escreveu sobre os ciganos, sendo que a dos autocolantes rezava assim: Se és preto o Estado dá-te, se és branco pede ao banco!

    Obviamente escrevo isto não para o amedrontar, mas apenas porque me fez recordar mais um, entre tantos, episódio nojento e aviltante dos anais da Justiça portuguesa.

    Ah, já agora devo dizer que houve pessoas condenadas a mais 2 anos de prisão, transformados em 3 anos de pena suspensa, por esse tremendo crime!!!

  12. Vera Diz:

    Pois é arqueofuturista, foi daí que troquei o preto por cigano.. Estamos num blog, é menos explícito do que no vidro traseiro do automóvel, de qualquer maneira…irei sempre dizer na rua o que aqui digo..Não defendo nenhum genocídio, nenhuma matança, nenhum ataque à paulada… É estranho prenderem uma pessoa assim quase que à toa..ainda para mais eu tenho uma “safa”..mas qd a deixar de a ter n vou ficar “amedrontada”. Crime é uma pessoa não poder expressar um ponto de vista político diferente..que não agride nng.

  13. Máquina Zero Diz:

    Havia de ser um julgamento interessante… A primeira testemunha que se me ocorre indicar seria o Daniel Oliveira. Depois de o ouvir, de certeza que o colectivo de juízes me mandava em paz… E até já sei que documentos solicitava, em primeiro lugar, para juntar aos autos: a lista detalhada dos indivíduos que recebem o Rendimento Social de Inserção ficava à cabeça…

  14. Areg Diz:

    alguem me explica o que esta a fazer uma criança loira na pagina http://www.multiculturas.com/cjs-2_livros.htm
    os ciganos agora sao loiros e de aspecto europeu??? :O

  15. Vera Diz:

    Algumas das crianças da reportagem eram loiras… Uma até era loira de olhos muito azuis, apesar de ter feições ciganas.

  16. Vera Diz:

    MAs isso deve ter a ver com consequências das persiguições que sofreram quando chegaram`ao Ocidente. Naquele tempo as população local consideravam os ciganos como sendo algo maligno, por terem uma cor mais escura, pela prática de quiromancia e aquelas previsões do futuro. Como é óbvio, o cristianismo não reagiu bem a estas coisas e através da inquisição perseguiu-os e impos-lhes várias restrições. Uma delas era não poderem casar com pessoas da sua etnia (devia ser numa tentativa de diluição da raça)…daí hoje alguns terem características menos acentuadas, com traços (neste caso cores) mais ocidentais.

  17. Areg Diz:

    hmm interessante
    maldita misturas

    e como houve misturas e muitos ciganos ficaram com sangue e traços mais ocidentais, o mesmo caiu para o nosso lado, muitos devem ter-se mantido e ficado no nosso lado e espalharam os seus genes na populaçao portuguesa

  18. Pato Suicida Diz:

    De uma coisa estou certo, quem defende ou assume posição neutra com os ciganos nunca teve demasiado contacto com eles. O máximo contacto que uma pessoa que não se assume anti-cigano não teve o contacto suficiente com eles.

    Não pretendo uma discussão, mas que sei do que falo, isso sei.

  19. patriota Diz:

    fico envergonhado ao ver tanta ignorancia tanta falta de cultura os individous k escrevem este tipo de comentarios são uns frustrados sociais eu diria k são os parasitas dos “brancos” !!! haja paciencia!

  20. dr.paulo Diz:

    TOU ABISMADO COM OS COMENTARIOS AQUI FEITOS,..MAS ENFIM…VOÇES DEVEM TER NASCIDO POR ENGANO..OLHEM MAIS A VOSSA VOLTA E VEJAM OS TUBARÓES BRANCOS QUE ANDAM POR AI..OK….???

  21. SOUSA Diz:

    RACISTAS.ING..CEGOS..

  22. maquinazero Diz:

    Ó meus caros Sousa, dr.paulo e patriota: bem vindos! É sempre um prazer saber que, neste País, há pessoas como você, que não admitem que outros pensem de maneira diferente! Insignes democratas!

  23. Gonçalo Diz:

    porque e que as pessoas detestam tanto os ciganos?????? Eu nao conheco nenhum mas adoraria conhecer porque tambem a colegas meus que conhecem e dizem que eles sao altamentes…

  24. Gonçalo Diz:

    essas mensagens ke ue vejo a falar mal dos ciganos esses gajos sao os …………………..

  25. Gonçalo Diz:

    espero bem ke os ciganos algum dia sejam superiores a nos

  26. piloto Diz:

    Eu ñ tenho nada contra os ciganos até tenho amigos ciganos e são porreiros um pouco mafiosos mas bom é da sua natureza, antes os ciganos que os pretos e brazucas ,raça escumungada,que só se sabem aproveitar de PORTUGAL como rampa de lançamento para a Europa ,os ciganos ja ca estam a seculos.

  27. Vera Diz:

    Gonçalo, tens algum complexo com a posição de cima?
    Eu já contactei com ciganos..e não é nada agradável. Quanto mais conheço tal etnia mais distância prefiro manter.

  28. Vera Diz:

    Ah, e Gonçalo, os teus colegas dizem que é tudo altamente enquanto o prejuízo não é para o lado deles. Não sei se será ingenuidade ou ignorância por nunca teres contactado com eles…

  29. piloto Diz:

    Ñ são má gente mas é preciso ter olho no burro e no cigano, como diz o ditado, são um pouco mafiosos VERA, mas ja os atura-mos a seculos na europa e Portugal.

  30. NÃO É COM OS CIGANOS QUE TEMOS QUE NOS PREOCUPAR Diz:

    AFINAL, ELES SÃO MINORIA QUE PODE SER FACILMENTE DEPORTADA.

    A QUESTÃO CRUCIAL SÃO OUTRAS ETNIAS MUITO MAIORES QUE ESTÃO A INVADIR NOSSO SACRO ESPAÇO VITAL DE NOSSA SACRA ETNIA NACIONAL E ÚNICA!!!

  31. Ciganos portugueses sem acesso à escola « Máquina Zero Diz:

    [...] só com a 4ª classe, não se pode ser funcionário público, nem gestor de empresas! Lembram-se da reportagem dos Perdidos & Achados, na SIC, sobre o clã Monteiro, de [...]

  32. Inês Diz:

    vocês são uma cambada de ignorantes xenófobos,
    falam mal de pretos e brazucas, se os paises deles está uma merda, foi porque tiveram o azar de serem colonizados por merdas como vocês!!!
    Cambada de racistas da merda, é por vossa causa k os outros povos da Europa axam k Portugal é um pais do terceiro mundo!

  33. Arimotokika Diz:

    Cá nós tbm temos tido muitos problemas com Ciganos. Uma família que é conhecida desde os anos de 1800 e poucos, vive as custas da boa fé pública e falcatruas, de leitura da sorte e estelionatos, indo até a assassinatos.
    Os Yanovich, Petrovitch, Marcovih e outros vich mais, casam-se entre si e são protagonistas de vários crimes. Esta semana tivemos mais um destes crimes, onde praticaram estelionato contra uma consul de Portugal no Brasil, tirando-lhes R$400.000,00, sem falar nos assassinatos de 5 jovens em Teresópolis e 1 de uma menina de 9 anos em Quatro Barras Paraná. Estes, são apenas uns de tantos outros praticados por eles. Ate a Policia Federal ja esta investigando esta familia.
    Ainda existem campanhas para ajudar essa gente? Eles aqui são tratados como iguais, e vivem do mesmo jeito que viviam a centenas de anos, continuam matando, roubando, extorquindo. Querem é conquistar mais mordomias. São uns desocupados e desosrdeiros…
    Sou contra ajuda-los, se querem ser como nós, trabalhem honestamente. Por que o Governo tem que ajudar uma minoria de desocupados e deixar de lado uma maioria de pobres nativos da terra

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