| Data: | 15/Mar 19:26 |
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SOU UMA MULHER PRÁTICA, SEM TEMPO PARA GASTAR EM FUTILIDADES. A MAIOR PARTE DAS VEZES SÃO RIDÍCULAS. LER UM POEMA, POR EXEMPLO, COM QUE OBJECTIVO? NÃO EXISTE NENHUM. É COMO DESCREVER UM PÔR DO SOL...SE TIVER DE O FAZER, UTILIZO AS PALAVRAS EXACTAS, DECORRENTES DE, NA MINHA IDADE, JÁ TER ASSISTIDO A MUITOS. É COMO NA VIDA. PASSO NELA DE OLHOS ABERTOS, ATENTA, Á DEFESA, DESBRAVANDO O MEU CAMINHO...MAS SEMPRE DE PÉS NA TERRA. NÃO ENTENDO PORQUE PROCURAM PALAVRAS ESPECIAIS PARA DESCREVER ALGO TÃO BANAL. VIVER, FAZ-SE, NÃO SE DIZ, E TENHO A CERTEZA QUE, MESMO SEM PERGUNTAR, TODOS PENSAM COMO EU. QUE OUTRO CAMINHO PODE EXISTIR? NUM JARDIM OLHO OS CANTEIROS.HÁ QUANTO TEMPO O JARDINEIRO NÃO VEM. É ISTO QUE SALTA AOS OLHOS, MAIS NADA. SORRIRAM PARA MIM, PREOCUPO-ME. NÃO CONHEÇO. O QUE É QUE TENHO DE ERRADO? JÁ NÃO ME SINTO Á VONTADE. VOU ANTES PARA ONDE PENSO QUE HÁ POUCA GENTE, A MARGEM DO RIO. ENGANEI-ME. FAMÍLIAS INTEIRAS CAMINHAM. VOU VIRAR AS COSTAS E OLHAR A ÁGUA. QUE HORROR, COMO ESTÁ POLUÍDA, NEM CÔR TEM. QUE ESTOU AQUI A FAZER? QUE IDEIA A MINHA, SAIR DE CASA NESTA MANHÃ DE DOMINGO. TANTA GENTE SENTADA NA RELVA RALA E EMPOEIRADA.VÃO FICAR TODOS SUJOS. QUANTAS CRIANÇAS CORRENDO DE UM LADO PARA O OUTRO, GRITANDO, SEM PARAREM UM MOMENTO. NÃO AGUENTO. VOU-ME EMBORA. VOU DESCANSAR. QUE VOU FAZER QUANDO CHEGAR A CASA? NÃO INTERESSA, LOGO SE VÊ... EM ANEXO UM BEIJO!
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Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5)
. . ESTA MANHÃ ENCONTREI O TEU NOME . . Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo doeu-me onde antes os teus dedos foram aves de verão e a tua boca deixou um rasto de canções. . No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração que era o resto da vida - como um peixe respira na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida . foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos, mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota as forças, são frios os batentes nas portas da manhã. . . MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA . . | |
Textos e Obras Daqui e Dali, mais ou menos conhecidos ------ Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
quinta-feira, 18 de março de 2010
Esta manhã encontrei o teu nome - Maria do Rosário Pedreira
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Arte e Poesia em Modus Vivendi
Súplica
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
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Miguel Torga
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Esta manhã encontrei o teu nome
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
No abrigo da noite, soubeste ser o vento na minha
camisola; e eu despi-a para ti, a dar-te um coração
que era o resto da vida - como um peixe respira
na rede mais exausta. Nem mesmo à despedida
foram os gestos contundentes: tudo o que vem de ti
é um poema. Contudo, ao acordar, a solidão sulcara
um vale nos cobertores e o meu corpo era de novo
um trilho abandonado na paisagem. Sentei-me na cama
e repeti devagar o teu nome, o nome dos meus sonhos,
mas as sílabas caíam no fim das palavras, a dor esgota
as forças, são frios os batentes nas portas da manhã.
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Maria do Rosário Pedreira
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07 de janeiro de 2010
Paul Signac
A vila
o canto longínquo do tempo
deixa-me para sempre. É pouco.
nas dunas crescem as flores novas.
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João Miguel Fernandes Jorge
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Vem, serenidade!
Vem cobrir a longa
fadiga dos homens,
este antigo desejo de nunca ser feliz
a não ser pela dupla humidade das bocas.
Vem, serenidade!
faz com que os beijos cheguem à altura dos ombros
e com que os ombros subam à altura dos lábios,
faz com que os lábios cheguem à altura dos beijos.
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Raul de Carvalho
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06 de janeiro de 2010
Ausência
em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
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Vinicius de Moraes
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Ghirlandaio
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Plano
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.
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Nuno Júdice
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
(/sem título) - Maria do Rosário Pedreira
| Assunto: | ANDO ´RODA DO SOL... |
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| Data: | 19/Ago 11:04 |
| SOU SIMPLESMENTE HABITANTE DESTE PLANETA. RECONHEÇO-ME NA TERRA MOLHADA E FÔFA, DENTRO DE ONDE GERMINA O QUE MAIS TARDE BRILHARÁ AOS NOSSOS OLHOS - AS FLORES...O TRIGO....AS ÁRVORES FRONDOSAS QUE ME DARÃO A APETECIDA SOMBRA.TENHO A ALMA NO MAR... SINTO O CORRER DOS GOLFIHOS E OS GRITOS DAS GAIVOTAS. SENTO-ME NAS ONDAS E BALOIÇO, COMO QUANDO ERA CRIANÇA...E DOCEMENTE A ONDINHA DEPOSITA-ME NA ARIA...O MEU CORAÇÃO VIVE NO AR...CORRE ATRÁS DO VÔO DOS PÁSSAROS, SEGUE AS NUVENS ERANTES E , NOS DIAS DE MAIOR ALEGRIA TRANSFORMA-SE EM ÁGUIA E VAI ATÉ O PONTO MAIS ALTO DA MONTANHA, PARA DAÍ ABARCAR TODO O SEU TERRITÓRIO...EM ANEXO UM BEIJO! . Distrbuído por Moranguinho Pereira (hi5) . SEM TÍTULO . . | |
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
(sem título) - Maria do Rosário Pedreira
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Dorme meu amor - Maria do Rosário Pereira
| Assunto: | NOITE ENCANTADA... |
|---|---|
| Data: | 29/Jun 13:31 |
| FECHA OS OLHOS SEM RECEIO, SOU A TUA SENTINELA! PARA MIM A NOITE NÃO TEM SEGREDOS, JÁ TEVE TEMPO DE MOS CONTAR TODOS, NAS MINHAS NOITES DE VIGÍLIA, PORTANTO NADA DE MAL TE PODE ACONTECER. PESADELOS, CHÃOS A RANGER, PORTAS QUE BATEM...TUDO ISSO SE DÁ BEM COMIGO E HOJE FICA LONGE PARA QUE POSSAS TRANQUILAMENTE ADORMECER E DORMIR UM SONHO DE MENINO....DORME, MEU AMOR, EU TE GUARDO...SEMPRE...EM ANEXO, UM BEIJO! . Distribuído por Moranguinho Pereira (hi5) . DORME, MEU AMOR Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos. . Fecha os olhos agora e sossega — o pior já passou há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão desvia os passos do medo. Dorme, meu amor — a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste e pode levantar-se como um pássaro assim que adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra não hão-de derrubar-me — eu já morri muitas vezes e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos agora e sossega — a porta está trancada; e os fantasmas da casa que o jardim devorou andam perdidos nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme, meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui, de guarda aos pesadelos — a noite é um poema que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres. . . . | |