Mostrar mensagens com a etiqueta Gustave Flaubert. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gustave Flaubert. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de fevereiro de 2016

“Emma Bovary sou eu”: Madame Bovary e o processo contra Flaubert

12 de fevereiro de 2016 - 16h01 

* Milton Ribeiro


No dia 7 de fevereiro de 1857, Gustave Flaubert foi absolvido da acusação contra seu livroMadame Bovary, considerado imoral pelas autoridades francesas. Dias antes, Flaubert proferira a célebre resposta à pergunta sobre quem seria Madame Bovary: “Emma Bovary c’est moi” (Emma Bovary sou eu). 


Divulgação

O primeiro Madame Bovary no cinema de Vincente Minnelli (1949)






Acusado de ofensa à moral e à religião, o processo foi movido contra o autor e o editor Laurent Pichat, diretor da revista Revue de Paris, onde a história foi publicada pela primeira vez, em episódios e com cortes. Como costuma acontecer, quanto maior o escândalo, maior o interesse provocado nos leitores, que adquirem a obra, que já era notável, movidos pelo sabor do escândalo.


A Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena absolveu Flaubert, mas certo puritanismo da época condenou o autor. Muitos críticos não perdoaram Flaubert pelo cru realismo dado ao tema do adultério, pela crítica ao clero e à burguesia. 



Muitos clássicos da literatura foram condenados pelos contemporâneos. Talvez os casos mais famosos sejam os de Ulysses de Joyce e de Lolita de Nabokov, por exemplo, que foram censurados por ofenderem a moral vigente. Seriam pornográficos.



O livro



O julgamento era um exagero, mas as acusações a Flaubert eram compreensíveis. Afinal, Madame Bovary escancarava certa realidade social do século 19, demonstrando a insatisfação de uma mulher, sob diversos aspectos, com seu casamento. De quebra, ridicularizava os romances sentimentais. Emma odiava seu marido, o médico Charles, para o qual mal podia olhar. Via-se encarcerada. Sentia sua vida como vazia e sem graça. Como se não bastasse, tinha aspirações a um refinamento incompatível com o interior da França. Então, passa a manter casos amorosos com homens de “gostos mais refinados”, que tivessem o condão de alcançar suas expectativas.


Não contaremos o final da história, a qual é bastante simples. Mas o que interessa não é o final e sim todos os detalhes da trama. Flaubert era um perfeccionista que sugeria aos candidatos a escritores que observassem uma árvore até que ela não pudesse ser confundida com nenhuma outra para depois descrevê-la. Era o escritor da “palavra certa, precisa” (“le mot juste”) e levou cinco anos para terminar o livro, que não é muito extenso. Pensava que “uma boa frase em prosa deve ser como um bom verso na poesia, imutável”. Madame Bovary é um livro extraordinário. “O romance perfeito”, segundo Henry James.


Madame Bovary foi praticamente a única obra do autor a alcançar o sucesso. Seu romance Salambô (1862) é entediante como a vida de Emma. A educação sentimental (1869) já é bem melhor. Somente quando já estava doente e com dificuldades financeiras é que outro livro, Três contos ou Três histórias (1877), voltou a mostrar a genialidade de Bovary. Sua reputação cresceu postumamente, reforçada pela publicação do romance inacabado Bouvard e Pécuchet (1881) e pelos notáveis volumes de sua correspondência, onde dá grandes lições de arte literária.



O romance, publicado em outubro de 1856, conta a história de Emma, uma mulher sonhadora pequeno-burguesa, criada no campo, que aprendeu a ver a vida através da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles, um médico viúvo do interior tão apaixonado pela esposa quanto chato. Ele não é como os heróis das suas leituras. Nem mesmo o nascimento da filha dá alegria ao indissolúvel casamento ao qual a protagonista se sente presa. Ela espera alguma ação do marido que consiga despertar nela o amor tão sonhado e esperado.



Emma, cada vez mais angustiada e frustrada, busca no adultério uma forma de encontrar a liberdade e a felicidade. Evita um caso com o charmoso Léon por medo e vergonha. Vangloria-se de seu altruísmo e honestidade. Mas com Rodolphe é diferente e a fantasia romântica floresce. Ela se torna amável, mas a situação revela-se efêmera. Envolve-se em mais um caso de final melancólico. Não há arrependimento ou reviravolta no livro, nada de redenção, de final feliz. O romance foi considerado cruel por não apresentar saída.



Além disso, Emma não atrai simpatia, só que a arte de Flaubert faz com que os leitores acompanhem sua trajetória com imensa atenção. Na verdade, ela é ambiciosa e medíocre, incapaz de amar ou de sentir empatia por alguém. Entedia-se facilmente e é impulsiva. O que a faz fascinante talvez seja o choque entre suas aspirações e absoluta incapacidade de ser feliz. É fácil compará-la com outra personagem fascinante e trágica, Anna Kariênina, de Tolstói, porém Emma é muito mais voltada para si, despreocupada com o sofrimento dos outros, vendo o mundo através dos estereótipos românticos nos quais vê a única felicidade possível.



Era um tempo em que as mulheres deveriam ser dependentes do desejo masculino. Porém, em Madame Bovary, Flaubert mostra que o desejo e o prazer sexual têm dois sentidos. Deste modo, o romance era agressivo à moral burguesa do século 19. Mal o livro começou a ser publicado, o secretário da Revue de Paris fez objeções sobre algumas cenas, que acabaram omitidas. Apesar disso, a censura francesa decidiu suspender a publicação da obra e processar o autor.



O julgamento



Em 16 de janeiro de 1852, Gustave Flaubert escreveu, em uma carta a Louise Colet a respeito de Madame Bovary, o romance que estava redigindo: “O que me parece agradável, o que eu queria fazer, é um livro sobre nada, um livro sem vínculo externo, que se sustentasse por si mesmo, pela força interna de seu estilo, como a poeira se mantém no ar sem que seja sustentada, um livro que quase não tivesse argumento ou, ao menos, cujo argumento fosse quase invisível, se fosse possível. As mais belas obras são as que possuem menos matéria (…). Creio que o futuro da arte está nestes caminhos”.



São palavras estranhas. Ninguém jamais poderá ler Madame Bovary como um “livro sobre nada, um livro sem matéria”, na medida em que há nele um conjunto de preocupações éticas e políticas entre as quais se costuma destacar os efeitos da literatura sentimental nos corações e nas mentes febris das pobres garotas, ou das garotas pobres, provincianas. E também a preocupação sobre a sólida estupidez pequeno-burguesa.



Os argumentos da acusação, de que Madame Bovary seria uma obra ofensiva à moral, aos costumes e à religião, parecem dirigir-se à pessoa de Emma, não ao texto de Flaubert. O Ministério Público, representado pelo advogado Ernest Pinard, acusa a personagem como se ela fosse real. Em primeiro lugar, acusa-a de não ter tentado seriamente amar seu marido; cita o trecho do romance em que a mediocridade doméstica arrasta Emma a fantasias luxuriosas. O advogado diz que o matrimônio provoca desejos adúlteros em Emma e ela, em vez de se arrepender, tem “sede dos lábios” de Léon. Pinard também se escandaliza por Emma não perceber a frivolidade do amor de Rodolphe e do fato de ela se sentir triunfante, mais bela, mais desejável e poderosa depois de se entregar ao amante.


Isabelle Hupper como Madame Bovary (1991), filme de Claude Chabrol


A segunda acusação referia-se à passagem em que Emma, seriamente doente depois da partida de Rodolphe, recebe a comunhão e começa a sair da prostração em que se encontrava, dirigindo-se a Deus com o mesmo ardor com que outrora se dirigia ao amante. O promotor reage: “Voluptuosa um dia, religiosa no dia seguinte, nenhuma mulher, mesmo em outras regiões, mesmo sob os céus da Espanha ou da Itália murmura a Deus as carícias adúlteras que ela endereçava a seu amante”.


A terceira acusação refere-se à recaída no adultério. Pinard refere-se à cena da sedução na carruagem, já suprimida da publicação na revista. Ele admite que a Révue de Paris excluiu aquela cena, ainda assim deixou o leitor penetrar no local onde os amantes se encontram… O promotor cita longamente as cenas dos encontros entre Emma e Léon no hotel em Rouen e termina com o trecho em que Flaubert descreve a surpresa do rapaz ante a experiência erótica da amante, que conhecia palavras e beijos que lhe incendiavam. Onde havia ela aprendido tais carícias?



Por fim, Pinard apresenta uma última prova da imoralidade de Madame Bovary, a primeira que parece não inculpar diretamente a personagem, mas o autor. É a cena da extrema-unção, em que o padre percorre com os santos óleos o corpo de Emma, enquanto o narrador recorda os pecados cometidos através dos olhos, da boca, do olfato, dos ouvidos, das mãos e dos pés. Para que fazer o leitor rememorar, em cores “lascivas”, toda uma vida de pecados, Pinard conclui a peça de acusação solicitando ao autor a colocação de limites à sua Emma Bovary diante da fraqueza dos personagens masculinos do romance. Afinal, ela domina e reina soberana até depois de sua morte.



O defensor de Flaubert era fraquíssimo. Ele argumentou que Emma era uma personagem ficcional. Disse que o livro condenava a educação das mulheres através de romances, poemas e relatos românticos. Mais: o defensor avaliou que a culpa era, na verdade, da “autoridade imprudente de um pai que decidiu mandar educar em um convento uma garota nascida na fazenda e que deveria casar-se com um fazendeiro ou um camponês”… Hoje, é claro, não seria possível defender ninguém com um argumento tão misógino… A defesa também afirmou que Flaubert era um moralista.



E, com estes argumentos pífios — de acusação e defesa –, Flaubert venceu. Talvez a melhor frase do processo seja mesmo “Madame Bovary sou eu”. 



Fonte: Sul 21

http://www.vermelho.org.br/noticia/276204-11

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Semblanza de algunos escritores

Poemas del Alma



11
May


Publicado por Delfina Acosta
.
Don QuijoteMadame Bovary es una novela que ningún escritor debe dejar de leer. Su autor, Gustave Flaubert (1821-1880), se sumergió en un proceso creativo que le llevó casi cinco años de su vida. La mitad de una década.
.
A menudo se hace encuestas entre escritores y personalidades de la “realeza literaria” buscando saber cuáles son los libros de su preferencia, y Madame Bovary sale gananciosa, en un preciado segundo lugar, después de Don Quijote, escrito por don Miguel Cervantes Saavedra (1547 – 1616). Se dice de la novela que es parte del movimiento llamado romanticismo tardío. No. Yo creo que no se puede clasificarla porque eso significaría aprisionarla en algún grado. Madame Bovary es una obra que permanentemente servirá de inspiración a los lectores y escritores pues la vida, sus pasiones, sus arrebatos, sus vaivenes, su dulzura, sus prejuicios, sus dramas pasan por ella. Y si bien Gustave Flaubert fue su autor (decía su familia que a veces se manifestaba como un hombre neurótico), los dioses pusieron el hilo de sus estrellas en sus páginas.
.
La metamorfosis, del escritor Franz Kafka (1883- 1924), es una obra que está siendo injustamente relegada en estos tiempos que corren.
.
Entre la magia y el oficio consumado, la obra cuenta la historia de un hombre que despierta convertido en cucaracha. Y es el lenguaje, que aborda una suerte de realismo mágico, el que va registrando los primeros movimientos de Gregorio Samsa cuando intenta, convertido ya en insecto, levantarse del lecho. Ah…, el susto de la familia al ver a su Gregorio convertido en una horrible cucaracha, y la irritación -después- de los familiares que reniegan de la situación, son captados con un lenguaje que a mi modo de ver, es una especie de pequeño meteorito literario caído en la literatura universal. Meteorito que deslumbra a los lectores, los escritores y los críticos literarios.
.
Y luego está Don Quijote, obra maestra, madre de todas las criaturas que nos lleva a regiones infinitas de la revelación literaria, porque el lenguaje con que fue concebido es un ejemplo de Arte, pura excepción. ¿No son acaso un verdadero divertimiento para el alma triste aquella estadía del caballero andante en el hostal o la posada donde se resiste, caída ya la noche, a los empeños amorosos de una moza, pues su corazón pertenece solamente a Dulcinea del Toboso?
.
Quien leyó Don Quijote termina cavilando sobre lo “inexplicable” que resulta que se hayan podido escribir dos enormes tomos de una obra genial, considerando que no hay desperdicio en hoja alguna, y que todo en la novela revela un lenguaje cuyo flujo y reflujo literario provoca admiración en críticos, escritores y lectores.
.
¿Y qué decir de los entremeses?
¿Y de la novela La Galatea?
.
¿En qué tiempo escribió tanto y haciendo uso de tan extraordinaria manera o modo?
.
Entonces, pues, considerando que tenemos maestros tan dignos como ejemplares, no nos rindamos los escritores, y busquemos la forma que enamora, si poesía escribimos; y la prosa que deslumbra, si pergeñamos un cuento.
.
EL PORTÓN INVISIBLE
…Ed io non so
chi va e chi resta…
E. Montale 
.
En la fotografía busco el alto
portón, aquel portón del viejo patio
para ver si es que puedo introducirme
en secreto, y quedarme allí, temblando,
en espera de cosas abolidas.
Mas la fotografía sólo muestra
el muro de ladrillo, a mano izquierda,
y a la mano derecha, esas casonas
que hoy como ayer están allí, en silencio,
proyectando sus sombras en la acera.
Un muchacho moreno, muy delgado,
con ágil paso avanza junto al muro.
Ese muchacho es hoy un blanco abuelo
que habrá olvidado acaso aquella siesta
en la calle desierta, bajo un cielo
ardoroso de enero o de febrero.
-Muchacho: date vuelta; retrocede;
ve si puedes llegar hasta el portón
y abrirlo para mí. Tuya es la hora
de esa remota siesta. Deja abierto
el antiguo portón ahora invisible.
Yo habré de entrar para quedarme a solas
en el patio, mirando a todos lados,
andando de puntillas hacia el fondo…
Tú seguirás andando mientras tanto
por la calle soleada y silenciosa.
Yo, sin hacer ruido, al poco rato,
saldré a la calle que ahora es toda tuya
y cerraré con llave, para siempre,
el portón de tu infancia y de mi infancia. 
.
Hugo Rodríguez-Alcalá


terça-feira, 20 de abril de 2010

Madame Bovary - Gustave Flaubert

19
Abr

Madame Bovary

Publicado por Delfina Acosta
 
Madame BovaryDespués de tomar el mate, se reclinó sobre el respaldo aterciopelado del sofá, y continuó enfrascado en la lectura de Madame Bovary.
.
Se metió (no quería hacerlo, no debía, pero ya era tarde) en la aparición repentina de la mujer en el almacén del boticario del pueblo. Y era como si él también se hubiera metido, anhelante, deseoso del veneno, empujado por la desesperación de la vida que sale zumbante del carril.
.
A medida que el libro lo arrastraba, lo contaminaba, le venía una sensación de ser llevado por un tren a un destino tan injusto como inevitable.
.
Podía ver desde la ventanilla los tramos finales, aquellas últimas casas cuyas chimeneas despedían un humo negruzco, las golondrinas del crepúsculo buscando las ramas de los cipreses y de los robles, un hombre (con una lámpara en la mano) observando a la máquina viajera desde el umbral de una puerta.
Sintió náuseas.
.
Se levantó, tambaleante, con una terrible presión en la cabeza, y descargó un vómito en el patio.
.
La señora que hacía la limpieza de la casa y preparaba la comida además de dar alguna conversación sobre el clima cuando los bichos de luz rondaban el alumbrado público, le habló: “¿Se siente bien, señor?”.
Y él le dijo que no. Y le pidió un té de manzanilla.
.
Y el té vino rápido y excesivo. Y también el “Cuídese, señor. Si viera la cara de enfermo que tiene”.
.
“Esta es la segunda vez”, pensó Julio Castel.
.
Un ave nocturna chistó.
.
Se acostó, y con la cabeza colocada sobre la almohada que olía a lavanda, a frescura, y el ánimo ya recobrado, se dijo, se mintió, que mañana seguiría leyendo “Madame Bobary”.
El amanecer le llegó de golpe.
.
El libro, que estaba con las páginas abiertas sobre el piso, le pareció un insecto, una araña, algún ciempiés desembascarado. Llamó a Juliana, que ya tenía preparado otro té de manzanilla y un vaso de agua, por si las moscas, y le pidió que se lo llevara lejos y lo enterrara.
.
Ninguna objeción.
.
Ningún comentario.
.
El patrón era normal, pero tenía la cabeza al revés.
.
Nunca más finales tristes. Nunca más ella, con los ojos caminados por la sombra de la muerte, perdiéndose en la distancia, y él observando, sin poder hacer nada, desaparecer el carruaje con el objeto de su pasión adentro. O él (otro él, otro personaje), enfermo de celos, decidido a disparar su revolver contra ella, quien intentaba, con el rostro pálido, explicarle que el hombre solamente había venido a su cuarto, interesado en su catálogo de mariposas (o algo así, o mejor, una excusa más creíble), pensó Julio Castel.
.
Siguió leyendo libros. Cinco, seis. A Juliana siempre le había parecido rara la gente que leía.
.
Cortaba la lectura en donde se le antojaba. Y luego se iba a silbar y mirar a los canarios en su jaula; así le venía la sensación de que daba un poco de claridad y libertad a las aves.
.
Margarita Pineda, su vecina, le pasó por sobre la muralla un libro, una tarde.
.
“Te gustará. Lástima el final. Yo no sé qué es eso de que la gente venga a morir al terminar la lectura. Manga de amargados, los escritores. ¿Verdad, Julio?”, dijo.
.
Al día siguiente, después de volver de la oficina, corrió las cortinas, y se sentó en el lugar de siempre, para leer la novela prestada.
.
Las palabras, las frases, las sugerencias, el ambiente mal iluminado del bar donde un joven pecoso (era el personaje central) estaba terminando de beber su cerveza, las risas que llegaban desde las mesas donde los hombres intercambiaban bromas, aún los números de las páginas, apuraban la decisión del joven que se largó del bar, salió a la noche, y, silbando alegremente, se dirigió a la boletería.
.
La vio y quedó deslumbrado. Ella, delgada, hermosa, con su traje celeste, giraba cual trompo sobre la pista de hielo. Y al girar era como si fuera una flor rara que se abría lentamente.
.
Julio Castel suspiró convencido y cerró definitivamente el libro.
.
Algunos días después, Juliana observó embobada, mientras hacía la limpieza de la nueva galería de juguetes de su patrón, aquella bailarina (su tutú era celeste) de una cajita musical. Le daba cuerdas y bailaba, girando sobre sus pies. No. No era tanto la música… Era un no sé qué casi humano, quizás triste en su expresión. Su diminuta expresión de pequeña bailarina.

Resumen de Madame Bovary

.

Si bien la literatura francesa está constituída por numerosos títulos dignos de apreciar, hoy sólo vamos a centrar la información en una de las obras maestras más famosas y controvertidas de esa nación: “Madame Bovary”
.
Esta historia que le llevó a su creador, el escritor francés Gustave Flaubert, más de cuatro años de trabajo comenzó a ser difundida a fines de 1856 en la “Revue de Paris”, donde aparecía por entregas. Por ese entonces, un proceso judicial iniciado hacia el novelista y el editor del libro por supuesto contenido inmoral y ofensivo hacia la religión y la sociedad hizo que se generara un escándalo en torno a este relato. 
.
Pese a la reacción de sus opositores, la causa iniciada hacia Flaubert no sólo no logró frenar la circulación de la obra, sino que tuvo el efecto contrario: acrecentó su popularidad a nivel mundial y no pudo destruir al escritor, quien resultó absuelto. Para 1857, esta novela protagonizada por Emma Bovary ya tenía forma de libro, su fama iba en aumento y su creador era una figura que no pasaba desapercibida. 
.
Ahora que sabemos qué tipo de acogida tuvo “Madame Bovary”, resulta interesante intentar descubrir cuál fue el motivo de semejante conmoción y, para ello, nada mejor que recurrir a su argumento. 
.
Esta propuesta literaria que tuvo sus merecidas adaptaciones cinematográficas deja al descubierto la vida de Emma, una muchacha que, decidida a salir de la granja paterna, acepta casarse con Carlos Bovary, un médico rural.
.
Al cabo de unos años, la protagonista toma conciencia de que su esposo, un ser mediocre, está lejos de ser el príncipe azul y que su matrimonio no es como ella lo había soñado. 
.
A partir de entonces, ella entabla una amistad platónica con un joven abogado llamado León Dupuis, quien deja de ser importante en la vida de Emma apenas aparece en escena el poderoso y adinerado Rodolfo Boulanger. Confundida por estos dos personajes y atormentada por la idea de quedar en evidencia ante su marido, la mujer decide ponerle punto final a su vida.

. .Publicado por Julián Pérez Porto el 13 de Julio de 2009

.

.