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sábado, 6 de outubro de 2018

Tom Jobim - Águas de Março


Federico Mocciaro
Publicado a 20/02/2010
Elis & Tom singing "Aguas de Março"

* Tom Jobim

É o pau, é a pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento vetando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da ciumeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de a tiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terça
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração


Artista: Elis Regina
Álbum: Elis
Data de lançamento: 1972

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Águas de Março por Elis Regina



É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, o nó da madeira
Caingá candeia, é o Matita-Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto do toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho

Pau, pedra, fim do caminho
Resto de toco, pouco sozinho
Pau, pedra, fim do caminho
Resto de toco, pouco sozinho

Pedra, caminho
Pouco sozinho
Pedra, caminho
Pouco sozinho
Pedra, caminho
É o toco...


Link: http://www.vagalume.com.br/elis-regina/aguas-de-marco.html#ixzz3ve0QpQwe

domingo, 2 de março de 2014

Vinícius de Morais - TEREZA SABE SAMBAR


ELIS REGINA 1966
De Francis Hime e Vinícius de Moraes




"Chegou, chegou, sim senhor,
Chegou sem anunciar,
Fez um alô pro tiô,
Fez um olá pra tiá,
Depois dançou e dançou,
Até o dia raiar.
E não contente, enturmou,
Com as cabrochas de lá.
E não contente enturmou,
Com as cabrochas de lá.
Salve, salve a Dona Tereza,
Ela vai pro céu,
Ela tem aquela nobreza,
Que tinha Izabel.
Branquinha igual assim não pode existir.
Balanço igual eu juro que nunca vi.
No carnaval nós vamos nos divertir.
A turma tá que tá que não cabe em si.
Porque Tereza enturmou,
Depois foi-se embora Tereza.
Foi como um luar,
Foi deixando tanta tristeza,
Na turma de lá.
A gafieira já fez "subiscrição",
Pra passar cera e dar uma caiação.
A turma tá que tá que não sai de lá.
Tereza um dia pode querer voltar.
Porque Tereza enturmou,
Porque Tereza enturmou,
Voltou, voltou sim senhor.
Voltou sem anunciar,
Fez um alô pro tiô,
Fez um olá pra tiá.
Tereza é branca na cor,
Mas isso deixa pra lá.
Porque Tereza enturmou,
Porque ela sabe sambar,
Tereza sabe sambar,
Tereza sabe sambar"