Mostrar mensagens com a etiqueta Gil Vicente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gil Vicente. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de janeiro de 2012

Novidades Clube do Autor


O tempo entre os meus livros

UINTA-FEIRA, 1 DE DEZEMBRO DE 2011


Novidades Clube do Autor


O PRÍNCIPE PERFEITO
O Mistério da natureza humana na magia de José Régio
de Luísa Beltrão
Colecção «Clássicos Armados em Modernos»

Num reino a ocidente da Europa,  na Idade Média, viveu Jordi, o Príncipe Perfeito.
Belo, inteligente, valente, exímio nas artes da guerra e da cavalaria, apaixona-se perdidamente por Isabel de Leão, tão formosa como não há memória de outra igual.
Parece um conto de fadas com um final sem surpresa. Parece, mas não é.
Luísa Beltrão descreve o terrível pesadelo que irrompe no cenário glorioso da corte da Portucalícia. Conta-nos a aventura em que se aprende a espinhosa lição de ser humano.
Revisitando a obra de José Régio, O Príncipe de Orelhas de Burro, a autora oferece-nos o mistério, a magia e a descoberta da natureza humana.
Porque ainda é a ler estas histórias que se aprende muito sobre nós. 

«Enquanto José Régio cria uma novela onde o tempo da história parece ausente, talvez esperando que seja uma história de todos os tempos, a autora, sem nunca desvirtuar o espírito do escritor, transporta-nos à Idade Média para vermos, como se fosse num espelho, a sociedade que ainda hoje temos».
Maria da Conceição Coutinho Bueso
Professora e advogada





AUTO DO CRUZEIRO DO INFERNO
Os novos passageiros da Obra de Gil Vicente
de Isabel Zambujal

Será que nos dias de hoje ainda há fidalgos, alcoviteiras e judeus com o mesmo comportamento das personagens de Gil Vicente no seu Auto da Barca do Inferno?
Isabel Zambujal descobriu-os em pleno séc. XXI e seguiu-lhes os passos até ao Cais.

Cinco séculos depois, os defeitos e virtudes dos passageiros mantiveram-se.
Relendo a genialidade de Gil Vicente, a autora não resistiu a abusar do humor e da imaginação. Porque ainda é a rir que se castigam os costumes.

«Inspirada em Gil Vicente, cujo pensamento interpretou magistralmente, Isabel Zambujal mostra-nos de uma forma divertida e quase lúdica o país que somos e em que sociedade nos movimentamos. Vamos descobrir com que olhar, ao mesmo tempo acutilante e subtil, a autora vê este nosso mundo do início do século XXI»
Maria da Conceição Coutinho Bueso,
Professora e advogada

domingo, 22 de novembro de 2009

Gil Vicente - Vida e Obra

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/gil-vicente/imagens/gil-vicente-6.jpg 
.

Gil Vicente (c.1465-c.1537)

.
Dramaturgo português. Um dos principais representantes da literatura renascentista em Portugal, notável por sua síntese original das tradições medievais do teatro. 
.
Representante maior da literatura renascentista de Portugal antes de Camões, Gil Vicente realizou uma síntese original das tradições medievais do teatro. Retomou os milagres e mistérios com consciência moral renovadora própria do Renascimento, que em suas comédias se revela na expressão satírica, de humor saboroso e popular.
.
Gil Vicente nasceu por volta de 1465 em lugar ignorado. Há poucos dados sobre sua vida. Um genealogista do século XVI confunde-o com um ourives de mesmo nome; outro, de veracidade mais provável, aponta-o como mestre de retórica de D. Manuel. A serviço da viúva do rei D. João II, D. Leonor, desde 1502, tornou-se o organizador dos espetáculos palacianos por ocasião dos nascimentos, casamentos, recepções e festas cristãs. A partir da aclamação de D. João III, em 1521, esteve sempre a seu serviço, valendo-se do prestígio na corte para satirizar, em suas obras teatrais, os vícios do clero e da nobreza.

Como a maioria dos escritores portugueses da época, Gil Vicente escreveu com o mesmo brilho em português e castelhano. De feição primitiva, sua obra, embora ainda ligada à Idade Média, tem uma força dramática em que o traço maior de eficiência se verifica na caracterização dos personagens: em grande quantidade, estes saem do meio do povo, com o linguajar da época. Sobre seu comportamento, a ética do autor exerce a vigilância de um crítico da igreja impregnado do ideal, postulado por Erasmo, de restaurar o cristianismo original, purificar o clero e servir à moral católica. Sua irreverência mordaz tem por objeto sobretudo restabelecer a religião e o cumprimento mais estrito de suas normas.
.
Além de dramaturgo, Gil Vicente é também um dos melhores poetas populares da península ibérica, pelo lirismo de seus cantares e serranilhas, de suas glosas, letrilhas e vilancicos. Redescoberta pelos românticos do século XIX, sua poesia traduz em muitos aspectos os primórdios renascentistas em Portugal, sem esconder no entanto as raízes medievais.
.
Gil Vicente iniciou sua obra teatral com um texto em castelhano, Monólogo del vaquero (1502), em que um homem do povo fala sobre o nascimento do príncipe herdeiro. Outro trabalho que marcou o início de sua carreira é o Auto pastoril castelhano (1502), que escreveu para a celebração do Natal. Ao Auto dos Reis Magos (1503), igualmente natalino, seguiu-se o Auto da sibila Cassandra, em que os deuses pagãos anunciam em Portugal os ideais renascentistas. Representam bem a sobrevivência medieval o Auto de são Martinho (1504), o Auto de los cuatro tiempos (c. 1508), o Auto da alma (c. 1508) e o Auto da fé (1510).
.
O teatro de exaltação patriótica de Gil Vicente tem como melhores exemplos o Auto da exortação da guerra (1513) e o Auto da fama (c. 1515). Na década de 1520 apareceram suas tragicomédias principais, Cortes de Júpiter (1521), em que apresenta mitologia festiva; Tragicomédia de D. Duardo, a que pertence a "Carta-prólogo", registro valioso das opiniões pessoais do dramaturgo; Templo de Apolo (1526); e Triunfo do inverno, dedicada ao nascimento da infanta D. Isabel. Deturpações do catolicismo inspiraram o Auto da história de Deus (c. 1528) e o Auto da feira (c. 1528). É tragicômico, embora tenda para a farsa, o Auto da Lusitânia (1531), severamente crítico para com os costumes da época. Parodiando um sermão de frade, o Auto de Mofina Mendes (1534) tornou-se um dos mais conhecidos.
.

O melhor de Gil Vicente encontra-se em suas peças populares, em que desfilam, desde o Monólogo del vaquero, todas as classes e categorias profissionais do Portugal de seu tempo. Assim, a Farsa do escudeiro, uma das primeiras, o Auto da Índia (1509), a Farsa do rico velho da horta (1512) e a Farsa dos físicos (c. 1516) preparam o caminho para sua obra-prima, a trilogia de sátiras que compõem Barca do inferno (1516), Barca do purgatório (1518) e Barca da glória (1519). Vêm depois a Farsa dos ciganos (1521), o Auto pastoril português (1523), a Farsa de Inês Pereira (1523), Juiz da Beira (1525), Clérigo da Beira (1526), Almocreves (c. 1527), Tragicomédia pastoril da serra da Estrela (1527), Romagem dos agravados (c. 1533) e Amadis de Gaula (1533). Gil Vicente morreu por volta de 1537.
.
©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

.
.