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domingo, 16 de outubro de 2016

Parábola do Semeador segundo vários evangelistas

No Evangelho de Mateus, a narrativa é:
«Naquele dia saindo Jesus de casa, sentou-se junto ao mar; chegaram-se a ele grandes multidões, de modo que entrou numa barca e se assentou; e todo o povo ficou em pé na praia. Muitas coisas lhes falou em parábolas, dizendo: O semeador saiu a semear. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na. Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda e tendo saído o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se. Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. Outra caiu na boa terra e dava fruto, havendo grãos que rendiam cem, outros sessenta, outros trinta por um. Quem tem ouvidos, ouça.» (Mateus 13:1-9)
«Ouvi. O semeador saiu a semear; quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na. Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda, e tendo saído o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se. Outra caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram, e sufocaram-na, e não deu fruto algum. Mas outras caíram na boa terra e, brotando e crescendo, davam fruto, um grão produzia trinta, outro sessenta e outro cem. Disse: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.» (Marcos 4:3-9)
«Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus em parábola: Saiu o semeador para semear a sua semente. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e tendo crescido, secou, porque não havia umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; com ela cresceram os espinhos, e sufocaram-na. Outra caiu na boa terra e, tendo crescido, deu fruto a cento por um. Dizendo isto, clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.» (Lucas 8:4-8)

Comparação entre Evangelho de Tomé e os Evangelhos Sinópticos[editar | editar código-fonte]

O trecho em Tomé é:
9. Disse Jesus: Saiu o semeador. Encheu a mão e lançou a semente. Alguns grãos caíram no caminho; vieram as aves e os cataram. Outros caíram sobre os rochedos; não deitaram raízes para dentro da terra nem mandaram brotos para o céu. Outros ainda caíram entre espinhos, que sufocaram a semente e o verme a comeu. Outra parte caiu em terra boa, e produziu fruto bom rumo ao céu; produziu sessenta por uma, e cento e vinte por uma.
O Evangelho de Tomé, como de costume, não fornece qualquer contexto narrativo, nem qualquer explicação, mas nos sinópticos essa parábola aparece como parte de um conjunto proferido por Jesus enquanto ele estava em um barco à beira de um lago. A parábola fala de sementes que foram irregularmente dispersas, algumas caindo na estrada e conseqüentemente, foram consumidas por aves, algumas caindo sobre a rocha e foram incapazes de se enraizarem, e alguns caindo nos espinhos, que sufocaram a semente e os vermes comeram. Foram, de acordo com a parábola, apenas as sementes que caíram em boa terra que foram capazes de germinar, produzindo uma safra de trinta, sessenta ou até cem vezes mais, do que havia sido semeada.
Embora o Evangelho de Tomé não explique a parábola de forma alguma, os sinópticos dizem que os discípulos não entenderam e questionaram por que Jesus estava ensinando através de parábolas, e também que Jesus esperou até muito mais tarde, após a multidão ter saído, antes de explicar o motivo das parábolas, dizendo aos seus discípulos:
«A vós vos é dado o mistério do reino de Deus; mas aos de fora tudo se lhes propõe em parábolas, para que vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam, para que não suceda que se convertam e sejam perdoados.» (Marcos 4:11-12)

Interpretação[editar | editar código-fonte]

A Parábola do Semeador, conforme ilustrado noHortus Deliciarum por Herrad de Landsberg na Abadia de Hohenburg na Alsácia.
Segundo os evangelhos, o próprio Jesus explica a parábola:
«O semeador semeia a palavra. Os que se acham pelo caminho, onde a palavra é semeada, são aqueles, de quem, depois de a terem ouvido, vindo logo Satanás, tira a palavra que neles tem sido semeada. Igualmente os semeados nos lugares pedregosos são aqueles que, ouvindo a palavra, imediatamente a recebem com alegria; eles não têm em si raiz, mas duram pouco tempo; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, e os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça de outras coisas, entrando, abafam a palavra, e ela fica infrutífera. Os semeados na boa terra são os que ouvem a palavra e a recebem, e produzem fruto, a trinta, a sessenta e a cem por um.» (Marcos 4:14-20)
A maior parte dos acadêmicos acredita que a parábola tinha um tom otimista originalmente, no sentido de que a "semente" eventualmente sucederá, enraizando-se e produzindo uma grande colheita[3]. É a primeira parábola a ocorrer em Marcos, que, de acordo com a hipótese da fonte Q, teria sido o primeiro livro a ser escrito. Marcos a utiliza para sublinhar a reação aos ensinamentos anteriores de Jesus pelo povo e também a reação que a mensagem cristã tinha tido no mundo nas três décadas que separam o final do ministério de Jesus e a composição do evangelho[4].
Jesus afirma estar ensinando em parábolas por que ele não quer que todos o compreendam, apenas os que o seguem. Por isso, um ouvinte já deve estar comprometido a seguir Jesus para compreender completamente a mensagem e sem esse compromisso, não a compreenderá. E se alguém não compreende completamente a parábola, é um sinal de que não é um discípulo de fato[5]. Jesus citaIsaías 6:9-10, que também pregou em Israel, sabendo que esta passagem passaria despercebida (ou não compreendida) de modo que os pecados dos israelitas não seriam perdoados e eles seriam punidos por Deus por eles[4]. Existe um debate sobre se este seria o significado original desejado por Jesus ou se foi Marcos quem deu ao trecho essa conotação[5]. A explicação completa do significado da parábola reafirma que haverá dificuldades para a mensagem de Jesus se fixar, talvez uma tentativa por parte de Marcos de reforçar a fé de seus leitores, talvez frente a alguma perseguição[6]. Esta parábola é possivelmente essencial para a compreensão de todas as demais parábolas de Jesus, pois ela deixa claro que o que é necessário para entender entender Jesus é a fé anterior em sua mensagem e que Ele não irá tentar iluminar os que se recusam a acreditar e irá apenas confundi-los[7].
A parábola também já foi interpretada como revelando que há (pelo menos) três "níveis" de progresso e salvação divinos. Ireneuescreveu:
...há diferença entre a habitação dos que produzem cem vezes e dos que produzem sessenta vezes e os que produzem trinta vezes; pois os primeiros serão levados aos céus, os segundos irão morar no paraíso e os últimos irão habitar a cidade; e foi neste sentido que o Senhor afirmou que "Na casa de meu Pai há muitas moradas"[8].

***
https://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1bola_do_Semeador



O Semeador - Jean-François Millet - 1850


O Semeador - Albin Egger-Lienz (1868–1926), de 1903.


O Semeador - Van Gogh -
 -

Semeadores_-. Jerci Maccari - 2007


Os semeadores - Diogo Rivera - 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

o domingo na poesia segundo vários escritores - 06

22 de Outubro de 2013 às 19:11

  • José Marti – domingo triste
  • José Ángel Buesa – poema del domingo triste
  • -- - mañana es domingo
  • Carlos Lenzi – a media luz

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* José Marti


Domingo Triste


Las campanas, el sol, el cielo claro

me llenan de tristeza, y en los ojos
llevo un dolor que el verso compasivo mira,
un rebelde dolor que el verso rompe
¡y es, oh mar, la gaviota pasajera
que rumbo a Cuba va sobre tus olas!

Vino a verme un amigo, y a mí mismo

me preguntó por mí; ya en mí no queda
más que un reflejo mío, como guarda
la sal del mar la concha de la orilla.
Cáscara soy de mí, que en tierra ajena
gira, a la voluntad del viento huraño,
vacía, sin fruta, desgarrada, rota.
Miro a los hombres como montes; miro
como paisajes de otro mundo, el bravo
codear, el mugir, el teatro ardiente
de la vida en mi torno: ni un gusano
es ya más infeliz: ¡suyo es el aire,
y el lodo en que muere es suyo!
Siento la coz de los caballos, siento
las ruedas de los carros; mis pedazos
palpo: ya no soy vivo: ¡ni lo era
cuando el barco fatal levó las anclas
que me arrancaron de la tierra mía!


Lee todo en: Domingo triste - Poemas de José Martí http://www.poemas-del-alma.com/domingo-triste.htm#ixzz2iADYNghZ



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* José Ángel Buesa


Poema del Domingo Triste



Este Domingo triste pienso en ti dulcemente

y mi vieja mentira de olvido, ya no miente.

La soledad, a veces, es el peor castigo...

Pero ¡qué alegre todo, si estuvieras conmigo!

Entonces no querría mirar las nubes grises,

formando extraños mapas de imposibles países;

y el monótono ruido del agua no sería

el motivo secreto de mi melancolía.

Este Domingo triste nace de algo que es mío,

que quizás es tu ausencia y quizás es mi hastío,

mientras corren las aguas por la calle en declive

y el corazón se muere de un ensueño que vive.

La tarde pide un poco de sol, como un mendigo,

y acaso hubiera sol si estuvieras conmigo;

y tendría la tarde, fragantemente muda,

el ingenuo impudor de una niña desnuda.

Si estuvieras conmigo, amor que no volviste,

¡qué alegre me sería este Domingo triste!
----------------------------------------­------------------
El Poeta dijo :
El único fallo inapelable contra un poema,
es el olvido; y, en realidad,
un poema pertenece tanto
a quien lo ha leído y lo recuerda
como a aquel que lo escribió. "


Cuba 1910 -Republicana Dominicana 1982


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MAÑANA ES DOMINGO (Chacarera)

Versión de Agustín Magaldi. Del CD "Agustín Magaldi 20 Exitos", RCA,
BMG, Colombia 1995.

Mañana es domingo,

dejá que me lave despacito mama,
con jabón de olor.
Planchame el pañuelo,
p'a lucir a cuello, sacudime el traje que me dió el dotor.
Mañana el domingo, por la madrugada
montado en mi mula yo me haré perdiz,
curzaré el arroyo, bajaré la cuesta,
y en la boca un canto que se canta así:
Chuncana serrada de labios de grana
y aliento a cedrón, la de ojos de fuego
que no atiende el ruego de mi corazón.
Chuncana serrana
color de manzana pintada con sol.
Me entrego a mi suerte por un beso fuerte de tu hocico en flor.
Mañana es domingo,
rezaré en la misa antes de ir al rancho de don Zafanor.
Cuido la más chica de las siete mozas
y le llevo un ramo de lindo color.
Mañana el domingo, jugaré a la taba,
con botella grande beberé licor,
pasearé en la tarde, guapo de coraje
entrando a los chajes de la población
y al llegar la noche me vuelvo a la tierra,
si es que no estoy preso por algún desliz.
Cantando a la luna, tal vez con tristeza,
aquel canto macho que se canta así:
chuncana serrada de labios de grana
y aliento a cedrón, la de ojos de fuego
que no atiende el ruego de mi corazón.
Chuncana serrana color de manzana pintada con sol.
Me entrego a mi suerte por un beso fuerte de tu hocico en flor.


ouvir Agustin Magaldi 


http://www.youtube.com/watch?v=FlBsGqcXIQQ


http://www.tangoletras.com.ar/letra-de-manana-es-domingo-chacarera-5135



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*  Carlos Lenzi


A Media Luz



Corrientes tres cuatro ocho,

segundo piso, ascensor.
No hay porteros ni vecinos.
Adentro, cocktail y amor.
Pisito que puso Maple:
piano, estera y velador,
un telefón que contesta,
una victrola que llora
viejos tangos de mi flor
y un gato de porcelana
pa' que no maulle al amor.
Y todo a media luz,
que es un brujo el amor,
a media luz los besos,
a media luz los dos.
Y todo a media luz
crepúsculo interior.
¡Qué suave terciopelo
la media luz de amor!
Juncal doce veinticuatro
Telefoneá sin temor.
De tarde, té con masitas;
de noche, tango y cantar.
Los domingos, tés danzantes;
los lunes, desolación,
Hay de todo en la casita:
almohadones y divanes;
come en botica, cocó;
alfombras que no hacen ruido
y mesa puesta al amor.

ouvir aqui Carlos Gardel


http://www.youtube.com/watch?v=TwEAF3clZys


http://www.esto.es/tango/espanol/letras/A_media_luz.htm



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vem de o domingo na poesia segundo vários escritores - 05
https://www.facebook.com/notes/victor-nogueira/o-domingo-na-poesia-segundo-v%C3%A1rios-escritores-05/10151728808619436

continua em o domingo na poesia vários escritores - 07

https://www.facebook.com/notes/victor-nogueira/o-domingo-na-poesia-07/10151735641024436



Van Gogh - os comedores de batatas - 1855
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Júlio Pomar - o almoço do trolha (1946 - 1950)

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Picasso - a refeição frugal 1904
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Domingos Rebello - Os Emigrantes 1926

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Angiolo Tomasi - os emigrantes 1896

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José Malhoa (1855- 1933) - o emigrante

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Leva de escravos
Leva de escravos


Rugendas - navio negreiro
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Lasar Segall - Navio de_Emigrantes - 1939

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Imagem mostra a embarcação com 300 imigrantes ilegais interceptada no Mar Mediterrâneo -   (Foto  AFP) 2013

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Picasso - seller of gull - 1902
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Botero - baile
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Hugo Pratt - Corto Maltese
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Jan Matejko - Stańczyk during a Ball at the Court of Queen Bona after the Loss of Smolensk (Stańczyk).- (1862)

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Edward Hopper - hotel room - 1931

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Edward Hopper - Mujer-mirando-por-ventana

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Edward Hopper -  Room-in-New-York  1932

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Edward-Hopper-Excursión-a-la-filosofía - 1959

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Edward Hopper - nighthawks (aves da noite) 1942

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Picasso

Picasso