Mostrar mensagens com a etiqueta Dia da Vitória. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dia da Vitória. Mostrar todas as mensagens

sábado, 9 de maio de 2026

Maria Vladimirovna Zakharova - [O Dia da Vitória e as mistificações do 'ocidente']



* Maria Vladimirovna Zakharova

O chanceler alemão, Merz, surpreendeu com o seu comentário nas redes sociais: "O dia 8 de maio de 1945 trouxe a libertação - para milhões de pessoas, para a Alemanha, para a Europa. Ele lembra-nos que nunca devemos esquecer o que o ódio pode provocar. Obriga-nos a defender uma Alemanha livre, democrática e solidária numa Europa forte". 

Ele não disse quem libertou quem. Provavelmente esqueceu-se de onde tudo começou. Mas os seus próprios cidadãos lembraram-lhe. Quando um jornalista perguntou quem libertou a Alemanha do nazismo, o vice-representante oficial do governo alemão, Steffen Maier, respondeu inicialmente que "isto está claramente documentado na história", mas ficou em silêncio quando a pergunta foi repetida. 

Mas a noite não foi tranquila e, no final do dia, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ganhou o jackpot de interpretações do 8 de maio e da vitória europeia. Ele assinou uma proclamação por ocasião do aniversário da derrota da Alemanha de Hitler, na qual afirmou claramente, desafiando os seus vassalos, o que o 8 de maio realmente significa: "Celebramos a grande vitória da América sobre a tirania e o mal na Europa, alcançada graças à força das nossas forças armadas e dos nossos aliados". 

Uma vez que o Ocidente rejeitou a nossa proposta de uma abordagem unificada para preservar a memória histórica, para ser honesta, estou satisfeita com o progresso da sua bipolaridade - os aliados da OTAN não decepcionaram uns aos outros. De tudo o que foi mencionado acima, só se pode concluir uma coisa. Enquanto houver debates no "Ocidente colectivo" sobre quem fez mais para afirmar o seu domínio sobre o resto do mundo, a Rússia entra confiantemente no Dia da Vitória, a 9 de maio, orgulhosamente carregando a Bandeira da Vitória, hasteada pela Exército Vermelho sobre o Reichstag derrotado. 

O mundo foi salvo pela contribuição determinante do soldado soviético. Este facto não pode ser alterado. "Este fogo eterno, que nos foi legado por ele, guardamo-lo nos nossos corações". O Dia da Vitória, a 9 de maio, foi e será nosso! Junte-se a nós!!!

@MariaVladimirovnaZakharova

https://www.facebook.com/profile.php?id=100013444540574

sábado, 10 de maio de 2025

Artur Queiroz - Dia da grande vitória


sábado, 10 de maio de 2025
 

*  Artur Queiroz
 Luanda >

O Presidente Putin disse hoje em Moscovo, Dia da Vitória, que a Federação Russa está novamente a lutar contra o nazismo. Na luta contra o III Reich até à sua queda, todos os combatentes contaram, desde os resistentes franceses aos sitiados de Estalinegrado, a maior batalha da II Guerra Mundial, que decorreu entre 23 de Agosto de 1942 e 2 de fevereiro de 1943. Foi uma espécie de Batalha do Cuito Cuanavale e teve os mesmos resultados. Os nazis e seus aliados fizeram dois milhões e meio de mortos na cidade. O mesmo que toda a população da província de Benguela. 

Depois o Exército Vermelho avançou desde as estepes russas até entrar triunfalmente em Berlim, no dia 2 de Maio 1945. Pelo caminho as tropas soviéticas foram libertando os prisioneiros dos campos de concentração nazis. E os países ocupados.

O melhor é passar a palavra ao embaixador da Federação Russa em Angola, Vladimir Tararov:

 “A Grande Guerra Patriótica do povo soviético contra o Terceiro Reich começou dois anos após o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), sendo parte integrante e o seu teatro de operações principal. Os nossos pais e avós não apenas defenderam a liberdade da URSS, mas também desempenharam o papel fundamental na libertação da Europa da ‘peste castanha´. Graças à façanha do povo da União Soviética foi devolvida a soberania nacional aos países europeus.

Durante a II Guerra Mundial, a maioria dos países europeus estava sob opressão do Terceiro Reich: Áustria, Albânia, Bélgica, Grécia, Dinamarca, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Polónia, França, Checoslováquia e Jugoslávia. De facto, os aliados da Alemanha - Hungria e Roménia - perderam a independência, e eram governados por regimes fascistas. A Bulgária e Finlândia, bem como a Itália, estavam dependentes da Alemanha. Nos territórios ocupados os nazis estabeleceram o regime cruel.

Em Março de 1944, perseguindo o inimigo que recuava, o Exército Vermelho cruzou a fronteira soviético-romena, iniciando a libertação dos países da Europa da ocupação alemã. Quilómetro por quilómetro, povoado por povoado, cidade por cidade, as tropas soviéticas avançavam e traziam a esperança para a vida pacífica aos povos oprimidos pelos nazis”.

A União Soviética sofreu as maiores perdas humanas na II Guerra Mundial, 27 milhões de mortos dos quais dez milhões soldados soviéticos e 17 milhões civis. São mais de metade de todos os mortos no conflito.  Os EUA registaram 405 mil mortos em combate.

França e Reino Unido declararam guerra à Alemanha após as tropas nazis invadirem a Polónia. No final do conflito, Londres contou 383.700 militares mortos e 67.200 civis. Paris contou 210.000 militares mortos e 390.000 civis (Resistência). Os dois países tiveram metade dos mortos em Estalinegrado. Alemanha nazi registou cinco milhões de militares mortos e três milhões de civis. Menos de um terço dos mortos soviéticos. Polónia, 240.000 mortos militares e 5.820.000civis quase todos judeus. A República Popular da China perdeu dez milhões de civis e quatro milhões de militares. A Jugoslávia perdeu dois milhões de “partisans”, comandados pelo Marechal Tito. Hitler criou no território, o Estado da Croácia. 

Em 1991, a OTAN (ou NATO) e os oligarcas da União Europeia atacaram a Jugoslávia. Durante dez anos destruíram o país. Os oligarcas europeus e os terroristas da Casa dos Brancos logo no início da guerra vingaram Hitler e tornaram a Croácia “independente”. Hoje faz parte da União Europeia e da OTAN (ou NATO). Instalaram no Kosovo uma base militar e fizeram do bocado um “país”. Os oligarcas de Bruxelas dizem que os russos, após a paz no final da II Guerra Mundial, reacenderam a guerra na Europa em 2023, com a operação militar na Ucrânia.

Mentira. Os oligarcas de Bruxelas e os terroristas da Casa do Brancos decidiram, em 1991, fazer na Rússia o mesmo que fizeram na Jugoslávia. Guerra militar e guerra económica. A União Soviética tinha acabado. À boleia da “globalização” atacaram e destruíram países com recursos naturais. O objectivo final, declarado, é submeter a Federação Russa. 

Oligarcas de Bruxelas e terroristas dos EUA roubaram os fundos soberanos do Iraque, mataram o Presidente e destruíram o país. Roubam o petróleo. Roubaram fundos soberanos à Líbia, mataram o Presidente, roubam o petróleo. Servem-se do seu “sargento” no Médio Oriente para meter medo e destabilizar a região. Roubaram os fundos soberanos da Venezuela e fazem tudo para destruir o país.

A Federação Russa é o alvo final. Os oligarcas de Bruxelas e os terroristas da Casa do Brancos impuseram uma guerra económica a Moscovo. Até hoje, Dia da Vitória. Roubaram 350 mil milhões de euros dos fundos soberanos depositados nos EUA e na Europa. Fizeram um atentado terrorista contra o gasoduto Nord Stream II, no mar Báltico, que liga a Federação Russa à Alemanha, com 1.234 quilómetros.  Impõem dezenas de sanções para destruir a economia russa. No passado houve guerras sangrentas por muito menos. 

Os russos aguentam. Mesmo estando sob fogo cerrado dos nazis, como há 80 anos. 

Nazis de Sempre

Hitler ocupou a França logo no início da guerra. Colaboracionismo mas também resistência. A Ucrânia teve um papel importante no III Reich. Os ucranianos serviram na polícia (SS), na administração pública e 250.000 nas forças armadas: Destacamentos Militares Nacionalistas, Irmandades dos Nacionalistas Ucranianos, Divisão SS Galícia, Exército de Libertação Ucraniano e o Exército Nacional Ucraniano. Só no “Reichskommissariat Ukraine”, as SS empregavam 238 mil policiais ucranianos, especialistas em tortura e extermínios. Hoje está tudo na mesma. Obedecem a Berlim, Bruxelas, Paris, Londres e Casa dos Brancos.

A Letónia forneceu à Divisão Waffen SS oficiais e soldados letões. Eram estes que cometiam as mais terríveis crueldades e torturas, nos campos de concentração e extermínio alemães realizando actos de crueldade indescritíveis, nos campos de concentração e extermínio. Verdade histórica: O ditador fascista Kārlis Ulmanis começou a construir campos de concentração muito antes de Hitler, em 1934.

Campos de concentração e extermínio na Letónia: Mezaparks Camp Kaiserwald próximo de Riga,  Daugavpils, Lenta, Liepaja, Strazdu Manor, Dundaga, Jelgava, Valmiera, Salaspils e Jumpravmuita. Mais de 80.000 judeus foram exterminados nestes campos da Letónia. Os nazis estão de regresso ao poder neste país báltico. 

Estónia. Os judeus conseguiram fugir ante da chegada dos tanques dos nazis. Mas 1.500 que se recusaram a abandonar as suas casas e o seu país foram assassinados pelos nazis estónios, aliados do III Reich. Durante a II Guerra Mundial foi criada a Divisão SS e o Batalhão 287 de Polícia. Autênticos exterminadores. Os nazis hoje no poder em Talin anseiam pela vingança. Nunca se conformaram com a vitória dos soviéticos e a consequente derrota do III Reich.

A Estónia tinha muitos campos de concentração e extermínio alemães. Guardas e torturadores eram estónios que rivalizavam em crueldade com os nazis. Tomem nota dos campos de extermínio criados no país durante a II Guerra Mundial: Auvere, Aseri, Dorpat, Ereda, Goldfields, Idu-Virumaa, Illinurme, Jagala, Johvi, Kalevi-Liiva, Kivioli, Klooga, Kukruse, Kunda, Kuremae, Lagedi, Narva, Narva-Joesuu, Petschur, Putki, Saka, Stara Gradiska, Sonda, Soski, Tartu, Vaivara, Viivikonna e Wesenburg. Entre 1939 e 1945 os nazis da Letónia exterminaram os ciganos. Hoje querem exterminar os russos. Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia, é a nazi estoniana mais famosa.

A Lituânia alinhou com os nazis no extermínio de seres humanos. Os nazis lituanos mataram 220.000 pessoas, sobretudo judeus. Poucos sobreviveram nos campos de concentração e extermínio de Kovno (Kaunas), Kauen, Slobodka, HKP em Vilna e Prawienischken.

Grupos de extermínio começaram a atacar os judeus antes da chegada dos alemães, em Junho de 1941. Os auxiliares lituanos da Einsatzgruppe e a Polícia de Segurança da Lituânia chacinaram cruelmente milhares de pessoas por professarem o judaísmo.

Império da Política

A Rússia nasceu em 882 quando o príncipe Oleg conquistou Kiev Cidade-Estado. As crónicas da época chamam-lhe Rus’Kiev território dos vikings da região e dos eslavos orientais. Essa matriz continuou até aos dias de hoje. O Estado que então se formou, seguiu a Igreja Católica Ortodoxa, originária do Império Romano do Oriente. Essa influência moldou definitivamente a matriz russa. Outro contributo importante veio dos mongóis, que ocuparam o território entre o Século XIII e o final do Século XV, quando Ivan III, o Grande, expulsou os ocupantes.

A Identidade Nacional Russa ganhou nova expressão e a partir da derrota dos mongóis nasceu uma nova visão. O que é a Rússia? A resposta veio com as teorias do Ocidentalismo, do Eslavofilismo e o Eurasianismo. Mas os pilares eram o Czar e a Igreja Ortodoxa. 

O Império Czarista aglutinou todos e durou do século XVI ao Século XX. Caiu com a Revolução de Fevereiro e depois a Revolução de Outubro, em 1917. Assim nasceu a União Soviética e o Patriotismo Soviético. Tudo pela Mãe Rússia! O Comunismo aparece como a ideologia unificadora de todos os povos do mundo. (Proletários de Todos os Países Uni-vos!). 

A União Soviética é hoje Federação Russa. As transformações políticas, económicas e sociais acompanharam a globalização. Uma aproximação de Moscovo ao ocidente, mas a mensagem russa não foi compreendida. O eurocentrismo não deixou as capitais europeias ver as potencialidades da aproximação. 

O aproveitamento abusivo dos EUA para imporem um mundo unipolar, tornou as reformas na Federação Russa dispensáveis e supérfluas. Ma também nasceu a falsa e perigosa ideia de que a Federação Russa é facilmente submetida aos interesses da Casa dos Brancos, da OTAN (ou NATO) e União Europeia.

Assim nasceu o avanço das tropas da OTAN para Leste num cerco de morte à Federação Russa. A propaganda ocidental engana as opiniões públicas e os líderes do ocidente alargado fazem tudo para imporem uma “derrota estratégica” à Federação Russa, numa guerra por procuração passada à Ucrânia. Até desenterraram os velhos fantasmas da “guerra fria”. Vendem um regime político na Federação Russa que não existe. Voltaram ao tempo de proclamar a destruição dos comunistas.

.O partido no poder é o Rússia Unida, do Presidente Putin. Uma maioria esmagadora conquistada em eleições democráticas. O maior partido da oposição é o Partido Comunista da Federação Russa (PKRF), liderado por Gennady Zyuganov. 

 O partido Rússia Unida tem maioria absoluta na Duma (parlamento) e lidera grande parte dos governos regionais.  Outro partido da oposição é o Partido Liberal Democrata da Rússia (LDPR), ultranacionalista. O Partido Comunista da União Soviética (PCUS) foi banido em 1991 pelo então presidente russo Boris Ieltsin. 

Também existe o partido “Comunistas da Rússia”, liderado por Maxim Suraykin. Não tem representação parlamentar. Partido Os Verdes de Andrey Nagibin. Partido Rússia Justa Pela Verdade (socialismo democrático) de Sergey Mironov. Partido Russo da Liberdade e Justiça (social democracia) liderado por Maksim.  Partido Alternativa Verde liderado por Victoria Dayneko. Todos estão representados na Duma.

O partido Rússia Unida (nacionalismo conservador) nas últimas eleições elegeu 343 deputados em 450. O Partido Comunista 48 deputados em 450. O Partido Socialista (RJPV) tem 19 deputado em 450. Os outros elegeram entre 1 e 5 deputados. Registaram votações residuais.

A Alemanha nazi foi derrotada há 80 anos. Até 2023 era o motor económico da União Europeia. Daí para cá o motor gripou. Não funciona. As grandes potências ocidentais estão no mesmo estado. Mas olham para a Federação Russa com os mesmos óculos e os mesmos modelos. Não pode. Ao apostarem tudo na guerra contra a Federação Russa estão a lançar milhões de seres humanos para a miséria, a fome e a morte.

Os oligarcas de Bruxelas e os terroristas da Casa do Brancos hoje perceberam que o Dia da Vitória em Moscovo provou o seu fracasso total. A Federação Russa não está isolada. A economia russa não sucumbiu às sanções. A parada militar mostrou uma potência que esmaga os inimigos num instante. 

Combatentes das FAPLA que participaram na Guerra pela Soberania Nacional e Integridade Territorial, com o apoio de soviéticos e cubanos, foram a Moscovo e participaram nas comemorações do Dia da Vitória. João Lourenço frequentou uma academia militar soviética. No final deram-lhe um papel de licenciado em História. Feito Presidente cuspiu no prato e ajoelhou aos pés dos terroristas da Casa dos Brancos. Ainda bem que não esteve em Moscovo A comemoração do Dia da Vitória contra os nazis não é para kaxikos.

* Jornalista

at maio 10, 2025 
https://paginaglobal.blogspot.com/2025/05/dia-da-grande-vitoria-artur-queiroz.html

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Discurso de Putin nas celebrações do 80º aniversário do Dia da Vitória (2025 05 09)

  Caros cidadãos da Rússia! Caros veteranos! Caros convidados! Camaradas soldados e marinheiros, sargentos e suboficiais, aspirantes e suboficiais!

 Camaradas oficiais, generais e almirantes!

Felicito-vos pelo 80º aniversário da Vitória na Grande Guerra Patriótica!

Hoje, estamos todos unidos por sentimentos de alegria e tristeza, orgulho e gratidão, e admiração pela geração que esmagou o nazismo e, ao custo de milhões de vidas, conquistou a liberdade e a paz para toda a humanidade.

Preservamos fielmente a memória desses eventos históricos e triunfantes. Como herdeiros dos vencedores, celebramos o feriado de 9 de maio como nosso, como o mais importante para o país, para toda a nação, para cada família, para cada um de nós.

Nossos pais, avós e bisavós salvaram a Pátria. Eles nos legaram a defesa da Pátria, a união, a defesa firme dos nossos interesses nacionais, da nossa história milenar, da nossa cultura, dos nossos valores tradicionais — tudo o que nos é caro, tudo o que nos é sagrado.

Lembramos das lições da Segunda Guerra Mundial e jamais concordaremos com a distorção de seus eventos, com tentativas de justificar os algozes e caluniar os verdadeiros vencedores.

Nosso dever é defender a honra dos soldados e comandantes do Exército Vermelho, o grande feito de representantes de diferentes nacionalidades, que permanecerão para sempre na história mundial como soldados russos.

A Rússia foi e será uma barreira indestrutível ao nazismo, à russofobia, ao antissemitismo e lutará contra as atrocidades cometidas pelos proponentes dessas ideias agressivas e destrutivas.

A verdade e a justiça estão do nosso lado. Todo o país, a sociedade e o povo apoiam os participantes desta operação militar especial. Estamos orgulhosos de sua coragem e determinação, do forte espírito que sempre nos trouxe apenas a vitória.

Caros amigos!

A União Soviética recebeu os golpes mais ferozes e implacáveis ​​do inimigo. Milhões de pessoas que conheciam apenas o trabalho pacífico, pegaram em armas e resistiram até a morte em todas as alturas, cabeças de ponte e fronteiras, determinaram o resultado de toda a Segunda Guerra Mundial por vitórias incondicionais nas maiores batalhas perto de Moscou e Stalingrado, no Bulge Kursk e no Dnieper; pela coragem dos defensores da Bielorrússia, que foram os primeiros a enfrentar o inimigo; pela resiliência dos participantes na defesa da Fortaleza de Brest e Mogilev, Odessa e Sebastopol, Murmansk, Tula, Smolensk; pelo heroísmo dos moradores da sitiada Leningrado, pela coragem de todos os que lutaram na frente, em unidades partidárias e na clandestinidade, pela bravura daqueles que evacuaram as fábricas do país sob fogo inimigo, que trabalharam na frente interna sem poupar esforços, no limite de suas forças.

Os planos nazistas de dominar a União Soviética foram arruinados pela unidade férrea do país. O povo demonstrou heroísmo em massa, e todas as repúblicas carregaram o pesado fardo comum da guerra.

A contribuição dos povos da Ásia Central e da Transcaucásia foi enorme. Dessas regiões, trens com tudo o que a frente precisava circulavam constantemente. Essas regiões abriram hospitais e se tornaram o segundo lar de centenas de milhares de evacuados. Os moradores locais compartilharam abrigo, pão e calor com os evacuados.

Honramos cada veterano da Grande Guerra Patriótica, curvamos nossas cabeças diante da memória de todos que deram suas vidas pela Vitória. Diante da memória de filhos, filhas, pais, mães, avôs, bisavôs, maridos, esposas, irmãos, irmãs, parentes e amigos.

Curvamos nossas cabeças diante de nossos companheiros de armas que morreram lutando bravamente na justa batalha pela Rússia.

Um minuto de silêncio é declarado.

(Um minuto de silêncio.)

Caros amigos!

Quase 80% da população do planeta foi atraída para a órbita ardente da Segunda Guerra Mundial.

A derrota completa da Alemanha nazista, do Japão militarista e seus satélites em diferentes regiões do mundo foi alcançada pelos esforços conjuntos das Nações Unidas.

Lembraremos sempre que a abertura da segunda frente na Europa – após as batalhas decisivas no território da União Soviética – aproximou a Vitória. Valorizamos muito a contribuição dos soldados dos exércitos aliados, dos participantes da Resistência e do corajoso povo da China para a nossa luta comum. Valorizamos muito a contribuição de todos aqueles que lutaram por um futuro de paz.

Caros amigos!

Continuaremos a admirar os veteranos, seu amor sincero pela Pátria, sua determinação em defender sua terra natal, os valores do humanismo e da justiça. Daremos a essas tradições, a essa grande herança, o lugar mais importante em nossos corações e a transmitiremos às gerações futuras.

Sempre contaremos com nossa unidade em assuntos militares e pacíficos, na consecução de objetivos estratégicos e na solução de problemas em nome da Rússia, sua grandeza e prosperidade.

Glória ao povo vitorioso!

Boas festas!

Feliz Dia da Grande Vitória!

Viva!

https://may9.ru/en/news/20059/

Tradução automática

Discurso de Putin nas celebrações do 77º aniversário do Dia da Vitória na Guerra Patriótica (2022 05 09)

 

oncidadãos russos,

Caros veteranos,

Camaradas soldados e marinheiros, sargentos e sargentos-mor, tripulantes e oficiais de garantia,

Camaradas oficiais, generais e almirantes,

Felicito-vos pelo Dia da Grande Vitória!

A defesa da nossa Pátria quando o seu destino estava em jogo sempre foi sagrada. Foi o sentimento de verdadeiro patriotismo que a milícia de Minin e Pozharsky defendeu a Pátria, os soldados partiram para a ofensiva no Campo de Borodino e combateram o inimigo fora de Moscovo e Leninegrado, Kiev e Minsk, Estalinegrado e Kursk, Sebastopol e Carcóvia.

Hoje, como no passado, estão a lutar pelo nosso povo no Donbass, pela segurança da nossa Pátria, pela Rússia.

O dia 9 de maio de 1945 foi consagrado na história mundial para sempre como um triunfo do povo soviético unido, sua coesão e poder espiritual, um feito sem paralelo na linha de frente e na frente doméstica.

O Dia da Vitória é intimamente caro a todos nós. Não há família na Rússia que não tenha sido queimada pela Grande Guerra Patriótica. A sua memória nunca se desvanece. Neste dia, filhos, netos e bisnetos dos heróis marcham num fluxo interminável do Regimento Imortal. Eles carregam fotos de seus familiares, dos soldados mortos que permaneceram jovens para sempre e dos veteranos que já se foram.

Orgulhamo-nos da geração corajosa e invencível dos vencedores, orgulhamo-nos de sermos os seus sucessores e é nosso dever preservar a memória daqueles que derrotaram o nazismo e nos confiaram estar vigilantes e fazer tudo para impedir o horror de mais uma guerra global.

Portanto, apesar de todas as controvérsias nas relações internacionais, a Rússia sempre defendeu o estabelecimento de um sistema de segurança igual e indivisível, que é extremamente necessário para toda a comunidade internacional.

Em dezembro passado, propusemos a assinatura de um tratado sobre garantias de segurança. A Rússia instou o Ocidente a manter um diálogo honesto em busca de soluções significativas e comprometedoras e a ter em conta os interesses uns dos outros. Tudo em vão. Os países da NATO não quiseram dar-nos ouvidos, o que significa que tinham planos totalmente diferentes. E nós vimos.

Outra operação punitiva no Donbass, uma invasão das nossas terras históricas, incluindo a Crimeia, estava abertamente em preparação. Kiev declarou que poderia obter armas nucleares. O bloco da NATO lançou um reforço militar ativo nos territórios adjacentes.

Assim, uma ameaça absolutamente inaceitável para nós estava constantemente a ser criada mesmo nas nossas fronteiras. Tudo indicava que um confronto com neonazis e banderitas apoiados pelos Estados Unidos e seus asseclas era inevitável.

Permitam-me que repita, assistimos à construção de strução de strução de trução de trução de infraestruturas militares, ao início do trabalho de centenas de conselheiros estrangeiros e ao fornecimento regular de armamento de ponta por parte dos países da NATO. A ameaça crescia a cada dia.

A Rússia lançou um ataque preventivo contra a agressão. Foi uma decisão forçada, oportuna e a única correta. Uma decisão de um país soberano, forte e independente.

Os Estados Unidos começaram a reivindicar o seu excepcionalismo, particularmente após o colapso da União Soviética, denegrindo assim não só o mundo inteiro, mas também os seus satélites, que têm de fingir não ver nada e tolerá-lo obedientemente.

Mas somos um país diferente. A Rússia tem um carácter diferente. Nunca abdicaremos do nosso amor pela nossa Pátria, da nossa fé e valores tradicionais, dos costumes dos nossos antepassados e do respeito por todos os povos e culturas.

Enquanto isso, o Ocidente parece estar pronto para cancelar esses valores milenares. Tal degradação moral está subjacente às falsificações cínicas da história da Segunda Guerra Mundial, escalando a russofobia, elogiando traidores, zombando da memória de suas vítimas e atravessando a coragem daqueles que conquistaram a Vitória através do sofrimento.

Estamos cientes de que os veteranos dos EUA que queriam vir ao desfile em Moscovo foram, na verdade, proibidos de o fazer. Mas quero que saibam: estamos orgulhosos dos vossos feitos e do vosso contributo para a nossa Vitória comum.

Honramos todos os soldados dos exércitos aliados – americanos, ingleses, franceses, combatentes da Resistência, bravos soldados e guerrilheiros na China – todos aqueles que derrotaram o nazismo e o militarismo.

Camaradas,

A milícia do Donbass, juntamente com o exército russo, está hoje a lutar nas suas terras, onde os príncipes Svyatoslav e Vladimir Monomakh, soldados sob o comando de Rumyantsev e Potemkin, Suvorov e Brusilov esmagaram os seus inimigos, onde os heróis da Grande Guerra Patriótica Nikolai Vatutin, Sidor Kovpak e Lyudmila Pavlichenko ficaram até ao fim.

Dirijo-me às nossas Forças Armadas e às milícias do Donbass. Estão a lutar pela nossa Pátria, pelo seu futuro, para que ninguém se esqueça das lições da Segunda Guerra Mundial, para que não haja lugar no mundo para torturadores, esquadrões da morte e nazis.

Hoje, inclinamos a cabeça para a memória sagrada de todos aqueles que perderam a vida na Grande Guerra Patriótica, as memórias dos filhos, filhas, pais, mães, avôs, maridos, esposas, irmãos, irmãs, parentes e amigos.

nclinamos a cabeça para a memória dos mártires de Odessa que foram queimados vivos na Casa dos Sindicatos em maio de 2014, para a memória dos idosos, mulheres e crianças do Donbass que foram mortos em bombardeamentos atrozes e bárbaros por neonazis. Inclinamos a cabeça aos nossos camaradas de luta que morreram uma morte corajosa na batalha justa – pela Rússia.

Declaro um minuto de silêncio.

(Um minuto de silêncio.)  

A perda de cada oficial e soldado é dolorosa para todos nós e uma perda irrecuperável para as famílias e amigos. O governo, as autoridades regionais, as empresas e os organismos públicos tudo farão para envolver essas famílias em cuidados e ajudá-las. Será dado um apoio especial aos filhos dos camaradas de armas mortos e feridos. A Ordem Executiva Presidencial nesse sentido foi assinada hoje.

Desejo uma rápida recuperação aos soldados e oficiais feridos e agradeço aos médicos, paramédicos, enfermeiros e funcionários dos hospitais militares pelo seu trabalho abnegado. A nossa mais profunda gratidão vai para vocês por salvarem cada vida, muitas vezes sem pensar em si mesmos sob bombardeios na linha de frente.

Camaradas,

Soldados e oficiais de muitas regiões da nossa enorme Pátria, incluindo os que chegaram diretamente do Donbass, da zona de combate, estão agora lado a lado aqui, na Praça Vermelha.

Lembramo-nos de como os inimigos da Rússia tentaram utilizar bandos terroristas internacionais contra nós, de como tentaram semear conflitos interétnicos e religiosos para nos enfraquecer a partir de dentro e dividir-nos. Falharam completamente.

Hoje, nossos guerreiros de diferentes etnias estão lutando juntos, protegendo-se uns aos outros de balas e estilhaços como irmãos.

É aqui que reside o poder da Rússia, um grande poder invencível da nossa nação multiétnica unida.

Defende hoje aquilo por que lutaram os vossos pais, avôs e bisavôs. O bem-estar e a segurança da sua Pátria era a sua principal prioridade na vida. A lealdade à nossa Pátria é o principal valor e um alicerce fiável da independência da Rússia para nós, também para os seus sucessores.

Aqueles que esmagaram o nazismo durante a Grande Guerra Patriótica mostraram-nos um exemplo de heroísmo para todas as idades. Esta é a geração dos vencedores, e vamos sempre olhar para eles.

Glória às nossas heroicas Forças Armadas!

Para a Rússia! Pela vitória!

Viva!

http://en.kremlin.ru/events/president/news/68366

Tradução automática

sábado, 14 de julho de 2012

O discurso de Stalin na vitória sobre a Alemanha



Por Adamastor
Pronunciamento de Josef Stalin à nação em 9 de Maio de 1945, dia da vitória da URSS sobre a Alemanha nazista.
Camaradas! Compatriotas!
O grande dia da vitória sobre a Alemanha chegou. A Alemanha fascista, derrotada pelo Exército Vermelho e pelas Forças Aliadas, reconheceu sua derrota e anunciou sua rendição incondicional.
No dia 7 de Maio o documento preliminar da rendição foi assinado na cidade de Rheims. No dia 8 de Maio os representantes da Alemanha, na presença do Alto Comando das Forças Aliadas e do Alto Comando das Forças Armadas Soviéticas, assinaram em Berlim a ata final de rendição, que entrou em vigor a partir da meia-noite do dia 8 de Maio.
Sabendo dos hábitos sujos das autoridades alemãs, que consideram acordos como apenas um pedaço de papel, nós não temos nenhuma base para confiar em suas palavras. Mas, a partir dessa manhã, as tropas alemãs, ao preencherem a ata de rendição, começaram, em escala massiva, a entregar suas armas e suas tropas a nós.
Isso não é apenas um pedaço de papel. Essa é a real rendição das Forças Armadas da Alemanha. Entretanto, um grupo de tropas alemãs na região da Checoslováquia está ainda se recusando a render-se. Mas eu espero que o Exército Vermelho os traga logo à realidade.
Agora nós podemos legitimamente anunciar que o histórico dia da derrota final da Alemanha chegou. O dia da grande vitória da nossa nação sobre o imperialismo alemão.
O grande sacrifício que nós tivemos de suportar em nome da liberdade e da independência da nossa Terra-Mãe, os incontáveis sofrimentos e perdas que nossa nação sofreu durante a guerra, o duro trabalho que tivemos, tanto no front quanto na retaguarda, nós oferecemos ao altar da vitória. Não foi em vão e foi coroada com a completa vitória sobre o inimigo.
A antiga luta das nações eslovacas para sua existência e independência terminou com
vitória sobre os invasores alemães e sobre a tirania alemã.
De agora em diante, acima da Europa voará a grande bandeira de liberdade das nações e paz entre as nações.
Três anos atrás, Hitler anunciou para todo o mundo que entre suas metas estava a desintegração da União Soviética, dilacerando com isso o Cáucaso, a Ucrânia, a Bielorússia, as Nações Bálticas e outras regiões. Ele disse abertamente: "Nós destruiremos a Rússia e ela nunca será capaz de se reerguer outra vez". Isso há três anos. Mas as idéias loucas de Hitler não tiveram nenhuma chance de se tornarem realidade.
O progresso da guerra os destruiu completamente. De fato, a realidade está completamente contrária aos loucos sonhos de Hitler. A Alemanha está destroçada. As tropas alemãs declararam sua rendição. A União Soviética está celebrando vitória, a despeito do fato de resolutamente não querer nem dividir nem destruir a Alemanha.
Camaradas!
A Grande Guerra Patriótica terminou com nossa completa vitória. Os tempos de guerra na Europa chegaram ao fim. O tempo de desenvolvimento pacífico está começando.
Meus caros compatriotas, eu desejo a vocês tudo de melhor com a vitória!
Glória para o nosso heróico Exército Vermelho, que defendeu a independência da nossa terra-mãe e derrotou o inimigo!
Glória para a nossa grande nação, a nação triunfante!
Glória eterna aos heróis que morreram durante a guerra e deram suas vidas para a liberdade e felicidade de nossa nação! 
Josef Stalin