Mostrar mensagens com a etiqueta Himler. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Himler. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Testamento político de Adolf Hitler - 29/04/1945




Testamento político de Adolf Hitler - 29/04/1945
Tradução: Walter Krueger*
Testamento Político de Adolf Hitler, de 29 de abril de 1945
Adolf Hitler
.
Meu testamento político.
.
Desde que em 1914 empreguei voluntariamente minhas modestas forças na guerra imposta ao Reich, decorreram mais de 30 anos.
.
Nesses três decênios moveram-me em todas as minhas ações, pensamentos e vida apenas o amor e a lealdade a meu povo. Deram-me eles a força de assumir as mais difíceis decisões, tão duras quais, até hoje, nenhum mortal as teve de enfrentar. Nessas três décadas consumi meu tempo, minha saúde.
.
Não é verdade que eu, ou qualquer outra pessoa, em 1939, tenha querido na Alemanha a guerra. Ela foi desejada e provocada tão-só por aqueles estadistas internacionais que ou eram de origem judia, ou trabalhavam em prol de interesses judeus. Fiz não poucas ofertas para a cessação ou limitação da produção armamentista, ofertas que o mundo futuro não poderá negar eternamente, como se a responsabilidade por esta guerra pudesse pesar sobre meus ombros. Ademais, nunca desejei que, depois da infeliz Primeira Guerra Mundial se desencadeasse uma segunda, contra a Inglaterra, ou sequer contra a América. Os séculos passarão; dos escombros das nossas cidades e monumentos artísticos, porém, renovar-se-á incessantemente o ódio ao povo que em última instância é o culpado de tudo: os judeus internacionais e seus colaboradores!
.
Ainda três dias antes da irrupção da guerra alemã-polonesa, propus ao embaixador inglês em Berlim uma solução dos problemas alemães-poloneses, em tudo semelhante à empregada no caso do território do Saar, sob controle internacional. Também essa minha proposta não pode ser negada. Foi recusada tão-só porque os meios liderantes na política inglesa queriam a guerra, em parte devido aos esperados lucros, em parte devido a uma propaganda efetuada pelo judaísmo internacional.
.
Também não deixei margem alguma a dúvidas quanto a que - se os povos europeus forem novamente encarados apenas como pastas de documentos desses traidores financeiros e econômicos internacionais - esse mesmo povo, verdadeiro culpado da atual luta sangrenta, será também responsabilizado: os judeus! Ademais, deixei claro a todo o mundo que desta vez não apenas milhões de crianças, europeus arianos, morreriam de fome, milhões de homens adultos sofreriam a morte, e centenas de milhares de mulheres e crianças seriam, nas cidades, mortas pelos incêndios ou bombardeios, sem que, ainda que só através de meios humanos, o verdadeiro culpado tivesse de pagar por sua culpa.
.
Depois de uma luta de seis anos, a qual, um dia, apesar de todas as derrotas, entrará para a história como a mais gloriosa e corajosa manifestação de desejo de viver de um povo, não posso separar-me da cidade que é a capital deste Reich. Como são demasiado fracas as forças necessárias para afastar por mais tempo o ataque inimigo sobre esta cidade, e como a nossa própria resistência aos poucos perca seu valor por causa de obcecados indivíduos sem qualquer caráter, desejo partilhar meu destino com milhões de outros, que assim o aceitam, permanecendo nela. Ademais, não queria cair nas mãos do inimigo, que disso faria um espetáculo concertado pelos judeus, com o único fito de divertir as massas excitadas.
.
Assim é que decidi permanecer em Berlim e aqui livremente escolher a minha morte no momento em que julgasse que a posição de Führer e Chanceler não mais pudesse ser sustentada. Morro feliz diante das imensuráveis façanhas de nossos soldados no front, de nossas mulheres em seus lares, das realizações de nossos camponeses e nossos operários, e da intervenção de nossa juventude, que usa meu nome, num fato único dentro da História.
.
Que eu lhes agradeça do mais fundo de meu coração é tão natural quanto meu desejo de que, por isso mesmo, não desistam da luta em nenhuma circunstância: não importa onde, continuem combatendo o inimigo da pátria, seria à profissão de fé de um grande qual Clausewitz. Do sacrifício de nossos soldados, e de minha união com eles até a morte, renascerá , de um ou de outro modo, na história alemã, a semente de um luminoso retorno do movimento nacional-socialista e, com isso, a realização da verdadeira comunidade dos povos.
.
Muitos dos mais valentes homens e mulheres decidiram vincular as suas à minha vida até os últimos momentos. Pedi-lhes e finalmente lhes ordenei que não o fizessem, mas que continuassem na luta com o povo. Aos líderes do Exército, da Marinha e da Luftwaffe, peço que fortaleçam com todos os meios possíveis o espírito de resistência de nossos soldados num consenso nacional-socialista, especialmente tendo em mente que também eu, na qualidade de fundador e criador desse movimento, preferi a morte à renúncia covarde ou à capitulação.
.
Que possa fazer parte do sentimento de honra do oficial alemão - tal como já ocorre em nossa Marinha - a noção de que a entrega de um território ou de uma cidade é impossível, e sobretudo a de que os líderes têm de adinatar-se, como luminosos exemplos, no mais fiel cumprimento do dever até a morte.
.
Segunda Parte do Testamento Político
.
Antes de minha morte, expulso do partido do ex-Marechal do Reich Hermann Göring, retirando-lhe todos os direitos que possa ter obtido por decreto desde 29 de junho de 1941, bem como em minha declaração no dia do Reich, em 1º de setembro de 1939. Em seu lugar nomeio o Almirante Dönitz como Presidente do Reich e Comandante Supremo da Wehrmacht.
.
Antes de minha morte, expulso do partido o antigo líder da SS e Ministro do Interior Heinrich Himmler, bem como o retiro de todos os cargos governamentais. Em seu lugar nomeio o Gauleiter Karl Hanke como chefe da SS e da polícia alemã, e o Gauleiter Paul Giesler como Ministro do Interior.
.
Göring e Himmler causaram ao país e a todo o povo indiscutíveis prejuízos, sem falar na deslealdade para com minha pessoa, por haverem mantido acordos secretos com o inimigo, sem qualquer ciência minha e contra minha vontade, assim como por haverem tentado, contra a lei, tomar em suas mãos o poder estatal.
.
Para dar ao povo alemão um governo constituído de homens honrados que cumpram o dever de prosseguir a guerra com todas as forças, nomeio como Führer da nação os seguintes membros do novo gabinete:
.
Presidente do Reich: Dönitz
Chanceler do Reich: Dr. Goebbels
Ministro do Partido: Bormann
Ministro do Exterior: Seyss-Inquart
Ministro do Interior: Gauleiter Giesler
Ministro da Guerra: Dönitz
Comandante Supremo do Exército: Schörner
Comandante Supremo da Marinha de Guerra: Dönitz
Comandante Supremo da Luftwaffe: Greim
Chefe da SS e chefe da polícia alemã: Gauleiter Hanke
Economia: Funk
Agricultura: Backe
Justiça: Trierack
Culto: Dr. Scheel
Propaganda: Dr. Naumann
Finanças: Schwerin-Crossigk
Trabalho: Dr. Hupfauer
Armamentos: Saur
Chefe do Serviço de front alemão e membro do gabinete do Reich: Ministro Dr. Ley.
.
Embora uma série desses homens, como Martin Bormann, o Dr. Goebbels e outros, se juntassem a mim voluntariamente com suas esposas, e de modo algum queiram deixar a capital do Reich, dispostos a sucumbir comigo, devo pedir-lhes que obedeçam às minhas ordens e que neste caso ponham o interesse da nação acima dos seus próprios sentimentos. Com seu trabalho e lealdade me estarão próximos, como companheiros, do mesmo modo como espero que meu espírito permaneça entre eles e os acompanhe sempre. Que sejam duros, jamais injustos, que especialmente nunca façam do medo o conselheiro de seus atos, e que coloquem a honra da nação acima de tudo neste mundo. Que, finalmente, possam ter plena consciência de que nossa missão, qual a de construirmos um Estado nacional-socialista, representa o trabalho dos próximos séculos, o que obriga a cada um servir sempre aos interesses comuns e colocar em segundo plano suas próprias vantagens. A todos os alemães, a todos os nacional-socialistas, homens e mulheres, e a todos os soldados da Wehrmacht, peço que seja, para com o novo governo e o seu presidente, leais e obedientes até a morte.
.
De modo todo particular recomendo à liderança da nação e a seus colaboradores a rigorosa manutenção das leis raciais e a impiedosa oposição contra o envenenador mundial de todos os povos: o judaísmo internacional.
.
Berlim, em 29 de abril de 1945, 4 horas.
Adolf Hitler
Testemunhas:
Dr. Joseph Goebbels, Wilhelm Burgdorf
    
Conteudo ©

 
*Nick de um membro do Clube dos Generais.

O Clube dos Generais é uma entidade voltada apenas e tão somente aos estudos dos fatos históricos ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial e não fazemos, em nenhuma hipótese, apologia aos regimes e ideologias vigentes à época. Desta forma, as imagens aqui apresentadas que contenham símbolos nazistas ou outros foram incluídos apenas pelo seu valor histórico e como objeto de estudo e curiosidade, não constituindo crime nos termos da Lei No 7716/89 (que define os crimes resultantes de preconceito ou discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional)."

Portal instalado e configurado por Alan Besen

Este site utiliza technologia PHP-NUKE e é usado sobre Licença GPL e desenvolvido por Francisco Burzi 
.
Clube dos Generais
.
http://www.clubedosgenerais.org/portal/modules.php?name=Conteudo&pid=475
.

quinta-feira, 25 de março de 2010

História da Gestapo, de Jacques Delarue e A Queda de Berlim, de Andrew Tully

2.1.SS: O Esquadrão da Morte

Nenhum grupo foi tão categórico quanto à criar as doutrinas e aplicá-las quanto as SS, sigla de Schutzstaffl, a tropa de elite do regime nazista. A SS em si foi criada em 1925, como um regimento paramilitar. Os soldados SS possuíam entusiasmo político e ideológico, portanto, juravam lealdade absoluta e possuíam a motivação necessária para levar até o limite o regime nazista.
Heinrich Himmler
“Quem vê o nacional-socialismo apenas como um movimento político, não compreende quase nada. Trata-se de uma criação humana nova. Sem uma base e objetivo biológicos, a política é hoje completamente cega”, certa vez disse Adolf Hitler em um de seus discursos em Berlim. O trecho consta no livro “História da Gestapo”, do historiador judeu de ascendência francesa Jacques DeLarue. Frases como estas foram a força motriz para inspirar um personagem primordial do regime nazista: Henirich Himmler.
.
Esse líder nazista foi o responsável por gerir a SS em 1939 e foi seu líder máximo até 1945. Mas antes mesmo de ocupar o topo do comando das SS, Himmler já gozava de prestígio em cargos não menos importantes na organização, o que possibilitou muitos dos seus mandos e desmandos. De acordo com o escalão que vigorava no regime, o chefe das SS era o segundo homem na hierarquia nazista. Himmler foi talvez o maior responsável por pregar a cultura do ódio contra as “raças inferiores”.
.
“Após séculos de lamentos sobre a defesa dos pobres e humilhados, chegou o momento de nos decidirmos a defender os fortes contra os inferiores. O instinto natural ordena a todos os seres vivos não apenas que vençam os seus inimigos, mas que os exterminem”. Segundo DeLarue, principalmente esta frase dita por Hitler inspirou Himmler a dar início aos seus ideais de sangue, que mais tarde ficariam conhecidos como um único plano com caráter maligno intitulado “Ordem Negra”.
.
Assim como em qualquer departamento do nazismo, o “treinamento ideológico” começava desde cedo. De acordo com Jacques DeLarue, “o jovem alemão selecionado para ingressar na SS devia efetuar uma estada obrigatória em um serviço especial para entrar na SS”. Esse serviço especial era denominado Reichsarbeitdienst, que significava “serviço do trabalho”. Nele os jovens aprendiam os valores de sua ideologia racista. “Com o tempo tornou-se indispensável ser membro da SS se o jovem quisesse determinado cargo na administração do estado, ou ingressar em uma universidade”, afirma DeLarue. Desse modo, obrigando qualquer cidadão que queria ter uma vida mais estável – com curso superior e bom emprego – ser submetido à ideologia racista, Himmler foi implantando aos poucos a sua “Ordem Negra”.
.
 

A principal assecla do regime nazista, aquele que levou até os últimos limites os ideais nazistas de eugenia e todo o leque de horroridades advindas dela, foi alvo de diversas análises por parte dos historiadores. Traçando um perfil a respeito de diversos líderes nazistas, DeLarue busca inspiração em um teósofo iluminista, Jacob Boehme. Certa vez, no século XVIII, Boehme disse que “o corpo apresenta a marca das forças interiores que o animam”. Com isso, o historiador francês decreta: “resulta tranquilizador saber que os assassinos ostentam estigmas de sua brutalidade”. Citando alguns exemplos, DeLarue afirma que os principais líderes nazistas obedeciam esta regra. “Roehm tinha semblante de criminoso; a expressão de Bormann não era menos inquietante; Kalterbrunner e Heydrich apresentavam fisionomias de homicidas”, dizia o escritor. No entanto, Himmler deixava DeLarue indignado: “Himmler possuía um rosto uniforme, desesperadamente banal”.
.
Porém, se a fisionomia de Himmler não explica muito a respeito da personalidade do próprio, é possível recorrer às suas atitudes para ratificar que sua pessoa era realmente vil. De acordo com o livro “A Batalha de Berlim”, do jornalista americano Andrew Tully, “Himmler fixava cartazes nos campos de concentração com os dizeres ‘uma via conduz à liberdade’”, uma demonstração “horrorosamente cínica” para Tully.
.
Jacques DeLarue afirma que essa frase que sempre era seguida por dizeres como obediência, honestidade, aplicação, espírito de sacrifício, e outros, não eram algo cínico promovido por Heinrich Himmler, como muitos pensavam. Na verdade, na visão de DeLarue, estes dizeres “eram uma projeção inconsciente do pai de Himmler”, um professor aplicado que morreu e não viu seu filho, fascinado pela ideologia nazista, perverter seus principais valores.
.
Mais tarde, agregando outros regimentos do esquadrão nazista – muitas vezes utilizando a força e expurgando outros líderes -, Himmler obteve poder ilimitado. Em meados da década de 30 foi criada a Waffen SS (um grupo armado desvinculado do exército alemão). Os soldados da Waffen seguiam regras e dogmas ainda mais violentos que os soldados “normais”.
.
Os Waffen possuíam, por exemplo, um punhal especial. Em 1935 Himmler lançou um decreto dizendo que o punhal SS “deveria ser lavado a sangue sempre que o empunhador sentir-se afrontado”.
.-
Um relato contido no livro “História da Gestapo” serve para exemplificar muito bem como esse artefato simbolizava a autonomia sem limites destes soldados especiais. “Em setembro de 1939, um membro das Waffen SS que vigiava um grupo de cinquenta trabalhadores judeus considerou divertido, depois de concluída a tarefa do dia, abater os infelizes, um após outro com seu punhal”, diz trecho do livro de DeLarue. Na época foi aberto um inquérito, mas o soldado ficou impune. “Observava o relatório, a sua qualidade de SS [do soldado] o tornava ‘particularmente sensível a vista de judeus’ e agira apenas ‘de espírito de aventura próprio da juventude’”, relata DeLarue. “Seria muito provável que um indivíduo de escol tão dotado fosse beneficiado por uma promoção rápida”, ironiza o escritor francês de origem judia. Além disso, na ocasião o tribunal também ratificou que os “SS podiam utilizar suas armas, mesmo que o adversário fosse dominável por outros meios”.
.
Outro “sistema” criado por Himmler serviu para mostrar quão insanas eram suas ideias, que compunham a Ordem Negra. Chamava-se Lebensborn (“Fonte da Vida”) e consistia em um sistema para conceber crianças originadas de mulheres e homens selecionados criteriosamente pelos seus caracteres nórdicos, sem qualquer união legal entre o casal. DeLarue classifica o sistema como uma espécie de “coudelaria humana”, onde os casais se uniam e copulavam. As crianças quando nascidas eram criadas longe dos pais – na verdade, não se fazia questão nenhuma de manter essa ligação – em centros especiais, onde recebiam alimentação e se desenvolviam “naturalmente”, aprendendo, logicamente, desde cedo os valores nazistas. Essa era a representação máxima de um eugenismo orientado e, teoricamente, essas crianças formariam, na visão de Himmler, a primeira geração de nazistas puros moldados desde o embrião. “A derrocada do regime nazista impediu que a experiência fosse mais longe. Não obstante, 50 mil crianças tinham já nascido por esse sistema. O seu nível intelectual é hoje nitidamente mais baixo que a média e apresentam um taxa de débeis ment
.
http://nopassado.wordpress.com/ideologia/ss/
.

4.Os braços de Hitler

Foi com palavras desse tipo que Adolf Hitler convenceu o povo alemão de que a guerra era o caminho para a evolução da raça ariana: “Para se desenvolver, os alemães precisam de um grande território. As outras raças da Europa devem ser eliminadas para que os arianos possam se desenvolver sem risco de miscigenação”, disse o líder nazista em um discurso em 1939, às vésperas de invadir a Polônia.
.
Não obstante, o regime nazista necessitava de grupos táticos, estratégicos, que colocassem em prática os planos de ataque, bem como organizar e impossibilitar insurgências no regime que enfraquecessem o governo.
.
Nesse aspecto, a Gestapo (sigla de Geheime Stadts Polizei, polícia secreta do estado alemão) foi primorosa. “Evitar toda a discussão do dogma nazista, eliminar todos os oponentes por qualquer meio, mesmo aqueles que ousavam duvidar da excelência do regime, tal era a missão da Gestapo”, diz DeLarue. Portanto, enquanto temos SS cuidando da parte ideológica, a Gestapo aparece como a força encarregada de praticamente obrigar que todos seguissem o nazismo.
.
Em seu livro “História da Gestapo”, DeLarue explica minuciosamente como a Gestapo controlava qualquer fagulha que havia de subversão – além, é claro, de denunciar todos os malefícios causados pelos policiais da Gestapo, acusado de tortura, assassinatos, atentados e os mais variados crimes.
Mas para dar um breve exemplo de como a Gestapo podia ser eficaz e onipresente, é bom relembrar um breve trecho do livro. Utilizando um sistema de espionagem inimaginável, amparada por tecnologia e parâmetros científicos. “A partir de 1933, a Alemanha ficou dividida em trinta e duas Gaue (regiões administrativas). Cada Gau dividia-se, por sua vez, em Kreise (círculos). Cada Kreis em Ortsgruppens (grupos locais); cada um destes em Zellen (células), cada Zelle em Blocks. Cada uma destas divisões tinha um líder a dirigindo”, explica DeLarue, mostrando como era possível rastrear todas as ligações dos moradores de Berlim. Ou seja, a privacidade era nula na capital alemã.
.
Durante o decorrer do regime, muitos outros regimentos surgiram devido as necessidades. Para garantir que a vida do führer fosse zelada, foi criada a Reichessicherheitstahauptant (sigla RSHA: departamento central de segurança do Reich). Antes mesmo de 1939 havia a SA (sigla de Sturmabteilung) uma tropa de assalto muito maior que as SS Porém, esse grupo, apesar de ter centenas de membros a mais que as SS, não tinham a motivação política da “rival”. Quando Himmler assume o poder ele absorve a SA ao seu grupo – após eliminar Röhm, o chefe da SA por causa de seus expurgos contra outros líderes nazistas, Himmler criou a SD: Sicherheitsdienst des Reichsführers. Tratava-se do “Serviço de Segurança do Chefe das SS no Reich”.
.
Se na sociedade nazista a Gestapo era responsável por manter a ordem, a Wermatch e Luftwaffe (Exército e Força Aérea alemã) eram os braços de Hitler no campo de guerra. O poderio bélico alemão era um dos maioores do planeta, sem dúvida. Tanques, rifles, bombas, mísseis e todo e qualquer tipo de armamento possuíam os regimentos nazistas. Esses armamentos, somados à táticas minuciosamente ensaiadas, formaram um tipo de ataque letal, capaz de render os adversários em poucos dias.
.
Mas alguns grupos nos campos de guerra, que surgiram principalmente durante a derrocada do regime nazista, chamam mais a atenção por seu caráter único. Os Totenkopf (“cabeças de morte”), por exemplo, equivalente aos “Boinas Verdes” americanos, caracterizavam-se por sua violência extrema no campo de batalha. De acordo com Andrew Tully, “tratavam-se de um grupo de regimento que atuava nos campos”. Para ter noção da brutalidade empregada por estes soldados, há um relato que conta que, certa vez, membros desse grupo fizeram prisioneiros soldados soviéticos em uma incursão pela Floresta Negra. Os soldados foram enforcados um a um com cordas de piano. Segundo Tully, o mais forte desses soldados, com corpulência avantajada, demorou mais de 1 hora para morrer.
.
Na derrocada final do nazismo, quando os soviéticos bateram ás portas de Berlim, outro grupo se destacou. Era a chamada “Volksturm” (“assalto do povo”). Com o exército alemão às mínguas, o povo teve que ir à luta. Basicamente a Volksturm era formada por homens entre 16 e 60 anos, escalados para defender Berlim da iminente invasão soviética. Mal treinados e com equipamento escasso, o “assalto do povo” foi presa fácil dos experientes soldados do Exército Vermelho. Acredita-se que quase 15 mil “soldados” desse “regimento” morreram na batalha de Berlim. A bem da verdade, alguns garotos foram inclusive condecorados pelo próprio führer em função de sua bravura.
.
Já os SS Charlemagne Panzergrenadier eram a prova viva de que havia vida nazista fora das fronteiras alemãs. A divisão SS Cherlemagne (alusão ao lendário rei Carlos Magno), era formada por voluntários franceses fascistas que se alistaram no exército alemão para combater os comunistas do leste. Grupos semelhantes se estabeleceram na Espanha e na Escandinávia também.
.
Acredita-se também que havia os Werwölfes (“lobisomens”). Estes, ao contrário dos citados anteriormente, não gozavam nem um pouco do prestigio de Hitler. Supostamente o Werwölves era um grupo paramilitar encarregado de promover ataques terroristas extra-oficiais após a capitulação alemã. O führer via isso como uma ofensa, já que a ideia de capitulação não passava nem perto de ser algo palpável para ele. Inclusive, Hitler não comutava de nenhuma ideia derrotista – o führer preferia a auto-destruição em detrimento da redenção. O caso deste grupo que supostamente estava preparando uma organização clandestina nazista é contado no livro “A Batalha de Berlim”. Porém, para o jornalista Andrew Tully, essa história dos “lobisomens” era fruto da imaginação de homens de Paris, Londres e Washington. Ou seja, de cronistas e jornalistas em busca de uma boa fábula.
.
.
 .
.
http://nopassado.wordpress.com/bracos/
.
.