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domingo, 20 de março de 2016

Byung-Chul Han - Psicopolítica


Psicopolítica

 
Byung-Chul Han é natural de Seul, onde nasceu em 1959 e onde estudou Metalurgia.
No fim da década de 80 emigrou para a Alemanha para estudar Filosofia na Universidade de Friburgo e Literatura Alemã e Teologia na Universidade de Munique. Actualmente ensina Filosofia na Universidade das Artes de Berlim.
Psicopolítica está editado em Portugal pela Relógio de Água e faz uma análise crítica sobre as novas técnicas de poder usadas pelo capitalismo, técnicas essas fundadas na influência sobre vida psíquica, eleita doravante como principal força de produção.
A psicopolítica, tal como o autor a entende, serve-se do Big Data, uma espécie de Big Brother Digital, que faz uso dos dados e informações pessoais que os indivíduos partilham de modo voluntário, podendo assim não só prever os seus comportamentos, mas influenciá-los ao nível do subconsciente.
Segundo Byung-Chul Han, a psicopolítica é um mecanismo que visa transformar a liberdade de expressão, que nos dias de hoje tem como suporte as diferentes redes sociais, num verdadeiro panóptico, um sistema de controlo e vigilância no qual os cidadãos participam voluntária e empenhadamente, sem se aperceberem que, afinal, aquilo que se lhes afigurava como um espaço de liberdade é, na realidade, uma super-estrutura de vigilância, repressiva e manipuladora.
O autor evoca, a dado passo, a obra de Naomi KleinA Doutrina do Choque, na qual se conta a história de Ewen Cameron, um psiquiatra nascido na Escócia, adepto do uso da electroconvulsivoterapia como método de correcção das “anomalias” do cérebro. Cameron considerava que os choques eléctricos, hoje em franca recuperação pela psiquiatria, eram o método ideal para construir a tabula rasa neurológica e emocional, a partir da qual uma nova personalidade poderia ser construída. Sem memória nem emoções. Sem princípios, carácter ou ética.
Cameron defendia a chamada “destruição criativa”, um termo que se ouviu muito em Portugal em anos recentes, pela boca dos que preconizaram o processo de “ajustamento” conhecido por Austeridade e que destruiu o país económica, social e animicamente.
O outro protagonista do livro de Naomi Klein, o segundo Doctor Shock, éMilton Friedman, o ayatollah do neoliberalismo. A autora estabelece uma analogia entre ambos, entre Cameron e Friedman, identificando neste último a teoria segundo a qual o estado social de choque após a catástrofe, designado pelos eufemismos de “ajustamento” ou “austeridade”, cria as condições necessárias ao estabelecimento, à “instalação limpa”, de uma sociedade neoliberal, dominada pelos “mercados”. Assim, o regime neoliberal opera socialmente também através de uma electroconvulsivoterapia cujo propósito é esvaziar a alma, terraplanar o universo social dos símbolos, desmatar a consciência crítica colectiva, a subjectividade, até que todas as estruturas sociais se submetam voluntariamente ao novo paradigma e a uma “reprogramação radical” facilitada pelo stres traumático do tratamento de choque.
Percebe-se melhor hoje por que eram completamente desajustadas as críticas que durante anos se fizeram ao governo PSD-CDS, críticas essas que, acompanhadas de abstenções violentas, apontavam o “insucesso” das políticas de austeridade, o “não cumprimento” dos objectivos, o “erro estratégico” dessas políticas. Na verdade, nunca houve insucesso, nem incumprimento, nem erro, pois o objectivo central da governação de Passos Coelho e Paulo Portas era, precisamente, arrasar socialmente o país, queimar a terra simbólica, esmagar a economia e qualquer veleidade de auto-suficiência e soberania, para sobre o deserto erguer o palácio de Friedman e Cameron, a barbárie neoliberal controlada pelos “mercados” omniscientes.
Mas Byung-Chul Han acha que Naomi Klein está errada e que o neoliberalismo não faz uso dos processos ortopédicos e disciplinadores do panóptico. Antes opta pela “positividade”, pela magia hipnótica do “Gosto” e do “Partilhar”, lambendo as botas à Alma em vez de a submeter ao sofrimento do choque eléctrico. O Big Data regista e processa até ao mais ínfimo pormenor as tendências, os anseios, os medos, os desejos, as necessidades, e antecipa o país das maravilhas antes mesmo de o termos imaginado. É a vitória mais saborosa dos negreiros e da escravatura ver a submissão operar-se de forma voluntária e alegre.
Um livro a ler.
https://aventar.eu/2016/03/20/psicopolitica/#more-1249699

domingo, 26 de agosto de 2012

VOLFRO ! - esboço de uma teoria geral do "rush"mineiro -o caso de Arouca.


um blog de antigos alunos do Liceu de Alexandre Herculano, do Porto


QUINTA-FEIRA, 29 DE MARÇO DE 2012

Corridas ao ouro.

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DO HOMEM, NA BUSCA DO, NO ENCONTRO COM E NA PERDA DO BEZERRO DE OURO - VOLFRO !

Teria eu os meus 10 ou 11 anos, quando, com meu Pai, visitava a sua aldeia natal. Chegado eu de Africa, onde nasci e vivi até quase os 1o anos, queria Ele oferecer-me a Alma do seu Torrão. Nas cercanias do qual havia perigosíssimos buracos de abandonadas minas de volfrâmio. Explicou-me o porquê de tais minas que se situavam a 2 ou 3 kms da sua aldeia. Aí e então, fiquei a saber o que foi o fenómeno da corrida ao volframio em Portugal, durante o período da 2ª guerra mundial. Para me dar uma ideia de um dos aspectos do fenómeno referiu-me ter ouvido, um seu colega de escola primária, pintar-lhe esse fenómeno social na região, (meu Pai havia estado todos esses anos fora do país), testemunhando-o com o seu próprio exemplo, ao dizer-lhe, de modo profundamente exclamativo: "em minha casa a fartura era tanta que até os cães se negavam ao pão de ló!"

Qual bolha de azeite, "sobrenadousse-me" no caldo da memória esta espantosa definição por um homem pobre, simples, que vivenciou pessoalmente o fenómeno da corrida à riqueza pela busca do volfrámio. Toda a sua vida viveu para os seus, do seu trabalho, e, por isso, morreu pobre. Era - para meu Pai - um amigo e, para mim, miúdo, um Senhor. Esta bolha desengatilhou-se lá das profundezas, quando, há já cerca de 2 anos e meio, recebi do Zé Miguel a sua Tese de Mestrado, em Sociologia, na Universidade Nova de Lisboa e reborbulhou agora, há já 7 meses, quando me ofereceu a sua opus magnum VOLFRO ! - esboço de uma teoria geral do "rush"mineiro -o caso de Arouca. É a edição do mesmo trabalho, mas agora para difusão urbi et orbi, para o grande público «com pequenas alterações formais, rectificações necessárias e algumas observações e complementos julgados oportunos»(sic in nota prévia respectiva, pelo Autor).Na figura junta se observa a reprodução digital da respectiva capa. Mostra o trabalho em acrílico sobre tela, de 2010, do pintor Cesare Novi.Chamou-lhe "Il Ritorno dei Minatori".

Só por corcundas que me afectam a coluna de suporte da vida não pude ainda trazer a este nosso blog a referência ao evento - ao sucesso.

Já testemunhei várias corridas à riqueza: a do café, em Angola, logo que terminou a II Guerra Mundial, a da emigração massiva nos anos 50, para o Brasil e, de seguida, para Angola e Moçambique, a emigração no princípio dos anos 60 para França, Alemanha e Suiça, pouco mais que a pé, descalço, a corrida bolsista no consulado de Marcelo Caetano e, agora, desde há 10 ou 15 anos, a da expansão da finança sem fidúcia.

Tentando pensar largo, considero este trabalho do Zé Miguel sobre o fenómeno da corrida ao ou-rAlinhar à esquerdao ou, como ele diz, à riqueza, uma profunda elaboração científica do que antropologicamente isso mesmo representa e significa.

Fazendo curta uma longa história transcrevo o abstract que o Autor dela faz:

«Durante a Segunda Guerra Mundial os recursos volframíferos de Portugal e Espanha foram considerados importantes para o esforço de guerra de ambos os beligerantes, que se envolveram numa fera concorrência de que resultaram preços crescentes e uma forte migração interna de grande parte da população camponesa e operária para as regiões mineiras. Arouca um concelho tranquilo com uma vila de média dimensão, no centro-norte de Portugal, perto do Porto, recebeu o impacto dessa "corrida", pois tinha concessões afectas a cada parte beligerante, minas (concessões) independentes, ocorrências não concessionadas e um forte mercado negro a actuar entre todas estas. Com a considerável riqueza que se obtinha, a vida tranquila daquela comunidade agrícola acabou por ser agitada por diversos "comportamentos de fronteira" que reproduziam numa escala adequada o conjunto de factos que são descritos para situações similares de corrida à riqueza. Tomando Arouca como modelo, a dissertação que está na origem desta obra pretendeu estabelecer as diferenças entre a actividade mineira formal e informal, enumerar as características gerais que podem definir uma "corrida" ou "rush" mineiro, aprofundar numa prespectiva antropológica a análise dos personagens e dos aspectos típicos do "rush", apreciar os efeitos produzidos em diversas variáveis locais e os comportamentos das instituições afectadas, concluindo com uma breve avaliação da representação actual do "rush" na memória social local, duas gerações volvidas desde esse acontecimento.»

Ou seja e numa curta linha, digo agora eu: em 553 páginas o Zé Miguel destapa por métodos da antropologia a memória social do modelo Arouca no intuito de iluminar o entendimento do comportamentalismo do homem na busca do, no encontro com e na perda do bezerro de ouro.

Pimenta da Índia,"Preto" da Guiné para o engenho do açucar no Brasil, antes disso já o Infante D. Henrique se tinha abarbatado com 400 (quatro centos) escravos que encomendou, para uso pessoal no "afromarché" do Senegal), mais òpradiante ouro do Brasil para um gajo que tinha a mania de que havia de ter um filho, mas não sabia como...tropas portuguesas para França, na 1ª Guerra Mundial, para acautelar na Conferencia de Paz as colónias com riquesas a haver por tudo quanto era sítio...

...Again and again, here we are - again: Portugal sec XXI-2012!!!

Oh Zé Miguel !: Achimpa-lhe! Faz outra! agora de Doutoramento. Aí tens o título: Arouca parte II -Portugal sec. XXI - 2012.

Deixa-me ser elegante ao menos uma vez na vida! Ex abundantia cordiste digo: ex utraque parte que se olhe para o teu granítico trabalhogradus, gradus ad Parnasum.

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Rui Abrunhosa

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Livros analisam trajetória da esquerda em busca da revolução

Cultura

Vermelho - 17 de Setembro de 2010 - 10h00 

Ao revisar a trajetória de artistas e intelectuais que compõem certa intelligentsia brasileira de esquerda ao longo do século XX, o sociólogo Marcelo Ridenti especula tal “utopia de brasilidade”, segundo a qual a formação histórica da sociedade brasileira traz consigo potencialidades para a construção de uma nova civilização, notabilizada pela valorização da igualdade de direitos, da expressão popular e outros ideais de ordem nacionalista e socialista.

O resultado desta reflexão está em “Brasilidade Revolucionária: um século de cultura e política”, editado pela Unesp, que terá lançamento nacional na quinta-feira (23), às 19 horas, na Ponto do Livro – Livraria, Café & Arte, em Pinheiros.

Em livro anterior, “O fantasma da revolução brasileira”, também pela Unesp, que será relançado no mesmo evento, Ridenti desvenda os significados e as raízes sociais da luta dos grupos de esquerda, especialmente os armados, entre 1964 e 1974.

Com base em 35 entrevistas com ex-militantes e em estatísticas decorrentes do projeto “Brasil: Nunca Mais”, o autor mapeia o movimento de esquerda e mostra como o fantasma de uma revolução derrotada repercutiu à época e ainda ecoa em nossa matriz cultural, sobretudo na música, teatro, cinema e literatura.

Para debater o tema, Ridenti convidou os professores da USP Francisco de Oliveira (sociologia) e Marcos Napolitano (história). “Alguns estudiosos da democracia apontam um elo entre o projeto político do atual governo e a proposta do Partido Comunista antes de 1964, caracterizada por um poli-classicismo empenhado em tirar o país do atraso social, embora outros analistas condenem este mesmo governo de ter despolitizado movimentos populares e evitado fortes críticas ao capitalismo”, observa o autor.

A análise de Ridenti não se restringe às organizações autodenominadas “de vanguarda”, nem julga suas ações e protagonistas. Destaca a participação da intelectualidade e dos movimentos estudantil, feminino, operário, camponês e militar no projeto revolucionário.

Dissipando a imensa bruma que encobre o significado histórico, social e político na luta das esquerdas armadas, descobre-se como a ditadura militar “feriu de morte o florescimento cultural e político” do Brasil. “A ditadura representou o bloqueio deste projeto de desenvolvimento com base em princípios nacionalistas e socialistas”, completa.

“O Fantasma...” mostra ainda a perda de enraizamento social dos grupos armados, que entraram numa dinâmica ambígua, de sobrevivência e autodestruição, tanto por suas ações como pelos atos repressivos e ideológicos da ditadura, na situação do “milagre econômico”.

Em “Brasilidade Revolucionária...”, Ridenti discute como se formou e depois se esvaiu uma relativa hegemonia cultural de esquerda. Traça um panorama de ideias e movimentos em busca de uma “revolução brasleira”, desde a militância anarco-comunista do jornalista gráfico Everardo Dias durante a República Velha, passando pela atuação de artistas e intelectuais no auge da Guerra Fria, até o período do golpe militar, seguido da redemocratização.

Sobre o autor

Marcelo Ridenti é professor titular de sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Ensinou na Unesp, campus de Araraquara (1990-1998) e da UEL (1983-1990). Autor e organizador de vários livros como “História do marxismo no Brasil - volumes 5 e 6” e “Partidos e movimentos após os anos 1960”, ambos pela editora da Unicamp e em parceria com Daniel Aarão Reis, “Intelectuais e Estado”, pela editora UFMG e em parceria com Elides Rugai Bastos e Denis Rolland, e “Em busca do povo brasileiro: artistas da revolução, do CPC à era da TV” (Record, 2000).

Serviço


Lançamento dos livros “Brasilidade Revolucionária: um século de cultura e política” e “O fantasma da revolução brasileira”.
Autor: Marcelo Ridenti
Editora: Unesp
Data: Quinta-feira, 23 de setembro
Horário: 19 horas
Local: Ponto do Livro – Livraria, Café & Arte (rua Alves Guimarães, 1322, Pinheiros)
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Livros Electrónicos Gratuitos

O direito à preguiça - Paul Lafargue  (e-book)
No irreverente manifesto “O direito à preguiça” Paul Lafargue faz a defesa do direito ao ócio, em oposição ao tão proclamado “direito ao trabalho”. A luta pelo “direito à preguiça” é, segundo ele, a luta verdadeiramente libertária, por meio da qual se construiria uma sociedade mais justa, regida pelo aproveitamento do tempo livre e não pela lógica de um esforço irracional e desumano. Filho de pai mulato e de mãe caribenha, Lafargue. Genro de Karl Marx, tornou-se um marxista singular no movimento socialista internacional e foi um dos fundadores do Partido Socialista francês. 

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Holocausto do Vaticano - Avro Manhattan  (e-book)
A revolução ecumênica, embora aparentemente fascinante, tem-se demonstrado apenas como um outro Cavalo de Tróia, através do qual o poder católico, vestido de trajes contemporâneos, continua a deixar claro que a Igreja está mais ativa do que nunca. Os exemplos chocantes do terrorismo católico contemporâneo, ocorridos em Malta e no Vietnã, muitos dos quais tiveram lugar durante o ofício do “bondoso e velho Papa João XXIII” e, de fato, sob o pontificado de Paulo VI, dispensam qualquer elucidação. Eles são as provas mais condenatórias de que a Igreja Católica, apesar de sua alegada liberalização, fraternização e atualização, basicamente não mudou sequer um til. A portentosa significação do que está descrito neste livro, por conseguinte, deveria ser cuidadosamente escrutinada, para evitar que o passado se repita no futuro. Ou até mesmo agora, no presente.


O Príncipe - Nicolau Maquiavel  (e-book)
O Príncipe, quando editado pela primeira vez, passou a ser o código do despotismo, vade-mecum amiudamente consultado por reis e imperadores do momento, como Napoleão, por exemplo. Serviu de inspiração política para os príncipes candidatos à realeza e ao império despótico. Pela leitura desta obra-prima universal sobre a política, de ontem e de hoje, pode-se conhecer o pensar de alguns políticos de como se deve governar um país. Obra indispensável para os amantes de uma boa e agradável leitura sobre política e direitos dos cidadãos da época, que podem perfeitamente ser adaptados aos tempos que correm



EMILE DURKHEIM - As Regras do Método Sociológico  (e-book)
"Os fatos sociais devem ser tratados como coisas". Com esta afirmação polêmica Émile Durkheim orienta de modo decisivo uma disciplina que estava se formando e à qual esta obra, mais do que qualquer outra, dava fundamentos sólidos. Para Durkheim existe uma ruptura entre a psicologia e a sociologia como existe entre a biologia e as ciências físico-químicas. O ser coletivo possui uma natureza sui generis e a consciência coletiva é distinta da consciência individual. 

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A Insustentável Leveza do Ser  (e-book)
Num mundo em que as vidas sao condicionadas por escolhas irrevogáveis e por acontecimentos fortuitos, quando as coisas acontecem uma vez a existência parece perder a sua substância, o seu peso. Por isso, diz Milan, sentimos "a intolerável leveza do ser".



Jean Lang - Mitos Universais (e-book)
Os grandes artistas sempre se detiveram na contemplação das figuras míticas e lendárias. Não faltam exemplares na arte pictórica, na escultura e na literatura cujo tema repousa nos mitos. Isso se deve à força poderosa de seus significados, que ao olhar sensível do grande artista não passam despercebidos.



Akira Yoshimura - Naufrágios (e-book)
Numa praia isolada do Japão medieval, uma comunidade de pescadores partilha da pobreza, da fome e de um obscuro e terrível segredo. Isaku é um menino de nove anos que vive numa aldeia na costa do Japão medieval, sobrevivendo precariamente daquilo que o mar lhe dá - moluscos, peixes, conchas. Os aldeões também destilam sal para os povoados vizinhos, em grandes caldeirões sobre fogueiras que ardem durante as noites de inverno. A manufatura do sal tem, porém, uma utilidade oculta e macabra: as chamas que brilham na escuridão confundem e atraem barcos que passam pela costa, fazendo-os lançar-se sobre os recifes da ilha. Quando o naufrágio acontece, os aldeões saqueiam o navio, trucidam a tripulação e obtêm provisões para muitos meses. É por meio do menino que o leitor acompanha o cotidiano dos pescadores, que convivem com a penúria e a fome. E é pelo olhar assombrado e ingênuo do garoto que testemunhamos a tragédia que se abate sobre a aldeia quando surge na costa um pequeno barco à deriva - um barco com uma carga de inimaginável terror, destruição e morte. Muito mais do que uma história arrepiante, Naufrágios é um retrato da crueldade que deriva da miséria. Assinado por um dos maiores nomes da literatura japonesa atual, esta obra é um romance aclamado também pela crítica ocidental, que o classificou como um poderoso conto de terror, nos moldes dos clássicos góticos.


O Nome da Rosa - Humberto Eco (e-book)
Este foi o romance que deu a conhecer Umberto Eco ao grande público, constituindo um enorme êxito de vendas em Portugal desde que foi publicado pela primeira vez, e continua ainda a ser uma obra bastante popular.  Evidentemente, havia outros obstáculos à livre circulação do conhecimento, na Idade Média, além do problema tecnológico de não existir ainda a imprensa. Um dos mais importantes, tema central deste livro, era o dogmatismo religioso, que encarava o conhecimento como potencialmente perigoso.


Por quem os sinos dobram - Ernest Hemingway   (e-book)
Não há quem leia este livro e não guarde na memória, para sempre, o qudro da "malhação com manguais", concebido pelo hediondo Pablo e executado por camponeses ébrios de vinho e ideologia. E todas as demais cenas do livro são igualmente traçadas de maneira a se tornarem inesquecíveis. Por quem chora aquele sino? Aquele sino chora por todos nós. Com isso quer o poeta que forneceu o título deste livro significar a unidade do mundo. Somos um todo, e tudo quanto afeta qualquer das partes afeta de um mode ou de outro todas as mais. O drama que Hemingway descreve é pungentíssimo -é um drama de guerra civil, a mais horrorosa de todas. Quereis ver a crueldade humana em seu fastígio? Estudai as guerras entre irmãos. A cena da matança dos "fascistas", organizada por Pablo e no romance contada por Pilar, sua mulher, e das coisas mais arrepiantes que se escreveram.

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Gabriel Garcia Marques - Cem Anos de Solidão (e-book)
Um dos clássicos mais famosos deste autor chileno, premio Nóbel de Literatura

 

Gabriel Garcia Marques - Crônica de uma Morte Anunciada (e-book)
Mais um  clássico deste autor chileno, premio Nóbel de Literatura

 

Origens das desigualdades - Jean Jack Rousseau (e-book)
Em "Sobre a origem da desigualdade", Rousseau mostra o caminho histórico percorrido pelo ser humano, passando do estado de natureza para o estado civilizado. Discute as contradições e antagonismos que permearam esse processo e defende a volta ao estado natural, sob novas formas. Jacques Rousseau nasceu em Genebra no ano de 1712 e morreu no de 1778. Dotado de excepcionais qualidades de inteligência e imaginação, foi ele um dosmaiores escritores e filósofos do seu tempo. Em suas obras, defende a idéia da volta à natureza, a excelência natural do homem, a necessidade do contrato social para garantir os direitos da coletividade.

   

A Linhagem do Santo Graal - Laurence Gardner  (e-book)
A verdadeira história do casamento de Maria Madalena e Jesus Cristo. No decorrer das páginas deste livro, são desvelados os mistérios da origem histórica e do ambiente de Jesus, para que sejam compreendidos os fatos de seu casamento e sua paternidade. Esse relato extraordinário da linhagem messiânica é baseado em arquivos suprimidos e da realeza. Laurence Gardner, um genealogista de renome internacional, historiador constitucional e palestrante, agora revela provas documentais a respeito do legado oculto de Cristo no Ocidente e novas evidências na descoberta do Santo Graal.

  

Demian - Herman Hesse (e-book)
Este romance de Hermann Hesse, que tão decisiva influência exerceu sobre toda uma geração há várias décadas, como todas as obras-primas tem uma mensagem de perene interesse. No consenso da crítica literária internacional, o mais espetacular sucesso de Hesse e um dos maiores livros do século XX.

 

O Lobo da Estepe - Hermann Hesse (e-book)
Romance sobre a insuportabilidade da vida de um homem isolado de todos, mas que vive no coração da sociedade. Seu nome é Harry Haller e ele caminha por seus próprios passos, desconfiado de tudo, como um animal selvagem.


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A IGREJA MENTE - Leonardo Boff  (e-book)
Leonardo Boff é considerado um dos "pais" da Teologia da Libertação, movimento que sacudiu a Igreja de Roma e determinou, a partir de 1993, seu afastamento das funções religiosas, mas não de suas atividades de intelectual comprometido com teses revolucionárias, que caem bem em qualquer catecismo de líderes como Che Ghevara, Mandela, Helder Câmara, Gandhi ou Jesus Cristo.
 
A INQUISIÇÃO - Michael Baigent  (e-book)
A Inquisição foi utilizada pela Igreja como um braço repressor a fim de amealhar bens e matar impunemente quem atravessasse o caminho. Este livro é, sem dúvida, uma das mais diretas e lúcidas análises sobre uma das mais crueis e sórdidas instituições já formadas pela crueldade humana: a Inquisição, que antecedeu e inspirou todas as instituoções congêneres posteriores, como as Waffen SS, A Gestapo, o Doi-Codi e congêneres. A Inquisição de Baigent ainda está atuante com o nome de Congregação para a Doutrina da Fé, a mesma que julgou os teólogos Leonardo Boff, do Brasil, e Hans Küng, da Alemanha, há poucos anos...
 
   
O Diario de Anne Frank  (e-book)
À primeira vista, parece difícil acreditar que um texto tão íntimo e pessoal, como o diário de uma adolescente, tenha-se tornado um dos principais documentos sobre o Holocausto.
A história de oito pessoas escondidas durante dois anos, em um refúgio secreto, uma história que não cita os horrores da guerra ou dos campos de concentração, retrata uma situação que se encontra ao alcance de nossa imaginação e compreensão. Anne Frank revestiu o Holocausto de uma face tangível e real, de uma dimensão humana com a qual é possível identificar-se, apesar da dificuldade em lidar com a realidade e o horror da tragédia.
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http://www.mpsnet.net/portal/DowloadsGratis/DownEduc.htm
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http://www.mpsnet.net/loja/index.asp?loja=1&link=VerCategoria&Id=8
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